Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.
É já esta semana, dia 8, sexta-feira, que sai para as livrarias o novo título de William S. Burroughs no catálogo da Quetzal. Nele, tudo em é desconcertante. É implacavelmente pessoal, mas também deslumbrantemente político, uma narrativa de aspeto realista que irrompe nas mais fantásticas fantasias, incluindo matérias de tom tão indeterminado que é difícil saber se havemos de desatar aos uivos de riso ou de consternação. Peça genuinamente esquisita, é ao mesmo tempo um livro de revelações e um texto insondável, um texto prematuro constrangedoramente autobiográfico que Burroughs abandonou incompleto, e um segredo que manteve oculto durante três décadas, simultaneamente um trabalho falhado e uma antecipação das coisas que estavam para vir.
William S. Burroughs nasceu em 1914 no Missouri. O seu primeiro e mais autobiográfico romance, Junky, o retrato clássico do constante ciclo da dependência das drogas de que foi vítima toda a sua vida. Em 1951, ao fazer o número de um Guilherme Tell bêbado, matou acidentalmente a mulher com quem era casado. Membro fundador do movimento Beat, Burroughs celebrizou-se através do cut-up, método de escrita que utilizou no romance Naked Lunch(Festim Nu), mas também da sua intervenção noutras área, como a pintura, ou as artes performativas.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.