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Um viciado em ópio perde-se na selva; homens fazem guerra a um império de mutantes; um jovem e belo pirata confronta-se com a sua execução; e a população mundial está infetada por uma epidemia radioativa. Estas histórias ligam-se através de uma narrativa maior de mutilação e caos.

 

Cidades da Noite Vermelha, publicado em 1981, marca uma nova etapa na escrita de William S. Burroughs, que desenvolve aqui a sua poética plástica, recorrendo à incorporação de variadíssimos níveis de linguagem e diferentes meios de expressão artística, como a pintura ou a música.

 

A ação desenvolve-se em dois planos, fazendo-nos navegar entre o século XVIII, em que a atuação de um grupo de piratas se rege pelos «Artigos» do capitão James Mission (que antecederam em cem anos os princípios da Revolução Francesa), e o século XX, em que um detetive investiga o desaparecimento e a morte ritual de um rapaz.

 

Em Cidades da Noite Vermelha, William S. Burroughs satiriza duramente as sociedades modernas, através de uma história de sexo, drogas, doença e aventura.

 

Tradução de Jorge Pereirinha Pires. Nas livrarias a 21 de março.

 

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«A verdade é que Ginsberg, Burroughs e Kerouac  eram aspirantes a autores e só uma década depois começariam a agitar as águas do establishment literário, a par de movimentos de poetas como a San Francisco Renaissance ou o grupo da Black Mountain. As circunstâncias envolvendo a morte de Kammerer, a condenação de Carr e o seu afastamento do trio, as peripécias em redor deste livro, nunca publicado em vida dos seus intervenientes, não iludem o carácter ficcionado desta narrativa documental de um tempo e lugar ainda distantes do que seria o corpus da obra posterior.»

 

José Guardado Moreira, Expresso

 

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«Jack Kerouac bebia e conversava na sala de sua casa, no n.º 271 da Sanders Avenue, em Lowell, Massachusetts, a sua cidade natal, em outubro de 1967. Estavam lá sentados a conversar com ele os jovens poetas Ted Berrigan, Aram Saroyan e Duncan McNaughton; tinham vindo gravar uma entrevista para The Paris Review. Depois de uma pergunta acerca do seu primeiro romance, The Town and the City, Kerouac observou:

 

— Também escrevi outra versão [dessa história] a meias com o Burroughs. Tenho-a escondida debaixo do soalho. Chama-se E os Hipopótamos Cozeram nos Seus Tanques.

 

— Pois — disse Berrigan —, já ouvi falar desse livro. Toda a gente lhe quer deitar a mão.

 

Como prova este diálogo, E os Hipopótamos Cozeram nos Seus Tanques já tinha atingido o estatuto de lenda há quarenta anos. Mas quando o escreveram, em 1945, os seus dois autores eram ainda desconhecidos e nunca tinham sido publicados. Os Hipopótamos precedeu mais de uma década as obras que lhes trouxeram fama literária duradoura: On the Road1 de Kerouac,

em 1957, e Naked Lunch2 de William S. Burroughs, em 1959. Esses livros, juntamente com Howl and Other Poems1, de Allen Ginsberg, em 1956, são as obras emblemáticas da Beat Generation e parece pouco provável que quem ler este livro as desconheça por completo.

 

Mesmo que tudo o que saibam sobre Os Hipopótamos venha da badana deste livro, já saberão o bastante para um encontro com o texto tal como foi escrito, por dois indivíduos sem importância e sobre gente de quem nunca se ouviu falar. Graças a uma autêntica montanha de bibliografia, biografias, cartas, memórias e novas fontes de arquivo sobre os Beat, a maioria das pessoas em que Kerouac e Burroughs basearam os seus personagens em 1945 são hoje facilmente identificáveis. Para o bem e para o mal, Os Hipopótamos chega-vos hoje como uma obra «enquadrada»: «O assassínio em Colúmbia que deu origem aos Beats! Um livro perdido de Kerouac! Um livro perdido de Burroughs!»

 

Do posfácio de James W. Grauerholz

 

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Brevemente

22.01.13

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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