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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

«Campo Santo abre com fragmentos referentes a uma viagem à Córsega, que foram o que restou do seu último projecto de livro, interrompido pela morte num acidente em 2001, e prossegue com artigos sobre literatura austro-germânica, a maioria de parco interesse para o leitor português, uma vez que as obras analisadas não estão traduzidas por cá, e vários textos breves, escritos para diversas finalidades e ocasiões. Há momentos fulgurantes em “Com os Olhos da Ave Nocturna”, sobre Jean Améry, em que reflecte sobre a experiência da tortura, a memória dos campos de extermínio e a natureza intrínseca do fascismo hitleriano […]»

José Carlos Fernandes, Time Out

 

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«Brilhante, triste, exuberante.»

The Boston Globe

 

«Em tudo o que escreveu – da mais completa realização literária à mais breve recensão crítica –, Sebald encontrou sempre uma maneira de chegar ao seu imperativo moral.»

Slate

 

Publicado logo após o acidente que vitimou Sebald, em 2001, este volume reúne textos sobre uma estada na Córsega. Aí, uma vez instalado num pequeno hotel, à semelhança do «método» utilizado noutras obras para aceder aos caminhos da memória – coletiva e individual –, dá longos passeios solitários pela ilha. Estas são, portanto, as notas de um viajante do tempo, na sua contínua busca pelo sentido profundo da História.

 

Ao conjunto de textos sobre a Córsega, segue-se uma série de pequenos ensaios literários sobre Nabokov, Kafka e Chatwin, entre outros.

 

«Há muito que os livros de W. G. Sebald ganharam o rótulo de obras-primas. Ilusória e incatalogável, a prosa de Sebald navega entre a meditação e a elegia, a fotobiografia e o livro de memórias, a prosa e a poesia, a história e a invenção. Segundo ele, a sua escrita é “uma metáfora ou alegoria de um evento histórico colectivo.”

Nascido na Alemanha em plena Segunda Guerra Mundial, a sua vida e obra cresceram à sombra de um eterno conflito que, mesmo após o cessar do último tiro, continuou a travar uma luta imensa na sua alma. Nos seus livros, para além da evocação de escritores como Kafka, Benjamin ou Conrad, há a presença constante e ameaçadora da sombra da História: o imperialismo europeu, a destruição ambiental e o Holocausto moram em todas as obras. Sebald será uma espécie de arqueólogo da desgraça, um coveiro da melancolia, mas o seu grande triunfo é o de conseguir dotar de esperança um cenário que parece estar apenas reservado à dor e à morte.»

 

Pedro Miguel Silva, Rua de Baixo

 

"Embora o texto se disponha em versos livres, a linguagem é efetivamente a da prosa: uma prosa lenta, complexa, meticulosa, cheia de anfractuosidades e ressonâncias, desdobrando-se em frases buriladíssimas que se propagam como ondas, com as orações a encaixarem-se umas nas outras de forma perfeita. O lirismo surge nos contrastes rítmicos, nas imagens inesperadas, nos detalhes muito nítidos que assumem de repente um carácter revelador. A escrita parece capaz de absorver tudo - paisagens, acontecimentos históricos, ideias - na formulação exata de um achado verbal."

 

José Mário Silva, no Expresso, sobre Do Natural, de W. G. Sebald

 

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