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«Embora seja possível visitar os lugares descritos por Paul Bowles nestes textos, já se desvaneceram as realidades aqui retratadas, que dizem respeito, na sua maioria, ao período entre 1930 e 1960. Por outro lado, os lugares mais citados são Tânger, onde Bowles assentou arraiais durante 52 dos seus 88 anos de vida, e o Ceilão, onde Bowles também viveu durante vários anos, pelo que não se encaixam na acepção estrita da “literatura de viagens”, usada para catalogar o livro de Bowles. São, no entanto, relatos vivos de paragens exóticas, perspicazes e permeados por fina ironia, vistos por olhos ocidentais e que proporcionam proveitosa leitura.»

 

José Carlos Fernandes, Time Out

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«Para Paul Bowles, um livro de viagens “é uma história daquilo que aconteceu a uma pessoa num local particular, e nada mais que isso; não contém informação sobre hotéis e auto-estradas, listas de frases úteis, estatísticas ou conselhos sobre o tipo de roupa de que necessitará o possível viajante.” E, vistos no seu conjunto, estes artigos mostram que se manteve fiel ao “tema principal dos melhores livros de viagens”, o do “conflito entre o escritor e o local.”»

 

António Rodrigues, Ípsilon

 

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Há quem diga que um livro de viagens é uma espécie de romance, que contém elementos de ficção, que sai da imaginação e que é uma estranha criatura: uma metade, o pequeno animal prosaico da não-ficção, e a outra, o fabuloso monstro da ficção, e ali fica, desafiando-nos a que se lhe dê um nome. Existem, sem dúvida, livros que se encaixam nesta descrição, caminhadas e viagens feitas por escritores em épicos e odisseias. Quer escrever um romance, mas não tem nem tema, nem personagens, nem paisagem? Então faz-se uma viagem - um par de meses, não muito dispendiosa, não muito perigosa - e escreve-se, narrado tudo de forma suficientementemente angustiante e sardónica, dramatizando-se a si próprio, porque o escritor é o herói desta... quê? Busca, talvez, mas cheia de liberdades.

Esta não é de todo a minha preocupação. E quando leio livros assim e dou pela falsificação, pela invenção, pelos ornamentos, sinto-me obrigado a parar de ler. A autodramatização é inevitável em qualquer livro de viagens: a maioria dos viajantes, por mais sombrios ou pouco imaginativos que sejam, vêem-se a si próprios como aventureiros solitários um tanto heróicos. Mas o estranho é que os verdadeiros heróis de viagens raramente escrevem sobre elas.

 

Em O Velho Expresso da Patagónia, para conferir aqui.

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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