Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

«Teju Cole volta à cidade onde passou a sua infância e de onde vieram os seus pais. Depois de muitos anos de ausência, o escritor percebe que é uma pessoa diferente daquela que saiu de Lagos. A miscigenação entre cultura africana, norte-americana e europeia formou um homem cosmopolita e pleno de contradições. Os seus pais nasceram na Nigéria, mas Cole nasceu nos EUA. Viajou de imediato para a Nigéria, onde esteve até aos 17 anos. E foi com essa idade que voltou ao país natal para estudar. Depois de desistir do curso de medicina, Teju Cole foi para Inglaterra com o objectivo de estudar História de Arte Africana na “School of Oriental and African Studies”. Voltou aos EUA para se doutorar em História de Arte, na Universidade de Colômbia. Depois de muitos anos sem ir à Nigéria, ele volta para recuperar tanto quanto possível o seu passado. E então percebe que é um homem “desenraizado”:»

 

9789897222429_ Todos os Dias São Bons Para Roubar

 

 

Mário Rufino sobre Todos os Dias São Bons Para Roubar, no Diário Digital

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Cole é uma das vozes a seguir entre os novos e consagrados autores afro-americanos. Aliás, uma adenda: é um autor a seguir, independentemente da questão étnica. Aviva-nos na memória a obra de Taiye Selasi, embora o acessório que preenche uma parte considerável de “A beleza das coisas frágeis” (também parte da série serpente emplumada da Quetzal) não caracterize, de todo, o estilo de Cole. Este, por sua vez, tem um cunho mais intimista e alheio a enredos. Em termos de estilo, o seu minimalismo só não chega a ser cru por cruzar, com a frieza informativa – eficaz – de uma reportagem, uma linguagem literária recheada de símbolos. Daí que “Todos os dias são bons para roubar” seja precioso quando o autor alia ao discurso opinativo de cronista uma prosa rica em subtexto. São episódios aparentemente desconexos, personagens que entram e não repetem a aparição, que servem apenas o conceptualismo. Não nos suscita vontade de verificar factos e locais descritos na obra, de modo a apurar a verosimilhança da mesma. O ultra-realismo é tal que é fácil confiar no narrador, ou melhor, em Teju Cole. Seria fácil acreditar nele mesmo que nos mentisse.»

 

9789897222429_ Todos os Dias São Bons Para Roubar

 

Recensão de Nelson Ferreira no Deus Me Livro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Para o protagonista de Todos os Dias São Bons Para Roubar, enquanto circula por Lagos, é como se a cidade fosse uma janela para uma parte de si mesmo, simultaneamente próxima e estranha. Quinze anos antes, partiu para os EUA, onde estudou psiquiatria, e agora está de regresso, por tempo indeterminado. As reacções perante um país entretanto afundado na fraude, no esquema e no medo são contraditórias; indignar-se, condescender, agir? X (nunca nomeado, logo, talvez alter ego do autor) vai treinando a resiliência a todo o tipo de agressões, a capitulação ou a fuga.»

 

9789897222429_ Todos os Dias São Bons Para Roubar

 

Filipa Melo escreve no jornal Sol a propósito do livro de Teju Cole, Todos os Dias São Bons Para Roubar

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os nossos leitores podem ler agora as primeiras páginas do livro Todos os Dias São Bons Para Roubar, de Teju Cole, que chega amanhã às livrarias:

TODOS OS DIAS SAO BONS.pdf

 

 

9789897222429_ Todos os Dias São Bons Para Roubar

«Uma luminosa reflexão sobre contar histórias, sobre o exílio e o regresso. Um extraordinário romance e uma brilhante meditação sobre a natureza da felicidade e da fé, sobre a corrupção, a desgraça e a pertença.» San Francisco Chronicle

 

«Seguindo o exemplo de W.G. Sebald, John Berger e Bruce Chatwin, Cole constrói, a partir de fragmentos, uma narrativa e uma série de episódios que ele permite que reverberem.» New York Times Book Review

 

 

Um jovem nigeriano que vive em Nova Iorque, regressa a Lagos, capital da Nigéria, numa curta viagem e reencontra a sua cidade de origem familiar e estranha, ao mesmo tempo. Deambula em busca da observação da diversidade e intensidade da vida que nela vive. A América mudou-o de maneiras imprevisíveis. Ele encontrará velhos amigos, uma antiga namorada, demais família, enquanto penetra nas energias fervilhantes da vida em Lagos – criativa, malévola, ambígua – e se reconcilia com a cidade e com a verdade sobre si próprio.

Autoria e outros dados (tags, etc)

“É difícil viver num país que apagou o nosso passado”, diz uma personagem no romance Cidade Aberta, de Teju Cole, recentemente publicado em português pela editora Quetzal. É possível que os escritores tenham um papel tão importante em reinvindicar a memória quanto os historiadores. O que faz um jovem nigeriano-americano falar sobre Nova Iorque e o 11 de Setembro, sobre Bruxelas e radicais muçulmanos, sobre Gustav Mahler e índios dizimados? Essa é a pergunta errada. A pergunta certa é: porque é que um jovem negro não haveria de falar sobre todos os assuntos contemporâneos? Porque é que nunca nenhum jovem negro escritor o tinha feito antes, pelo menos desta maneira?

O início em duas palavras – “E portanto” – e o final inconclusivo fazem de Cidade Aberta um livro que parece continuar antes e depois da primeira e última página. A intriga, essa, conta-se numa frase: um médico nigeriano faz o internato de psiquiatria em Nova Iorque e caminha pela cidade conhecendo-lhe cantos e personagens que o fazem reflectir sobre literatura, música, história e sobre a própria natureza da memória, tanto pessoal como colectiva. James Wood, crítico de uma das mais importantes revistas norte-americanas, a New Yorker, escreveu sobre Cidade Aberta que era o mais parecido com um diário que um romance podia ser.»

Teju Cole, autor de Cidade Aberta, entrevistado por Susana Moreira Marques no Rede Angola.

I:\CAPAS - BERTRAND EDITORA\2013\Quetzal\06_Junho\

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Pode-se dizer que a consagração de Teju Cole (n. 1975) chegou com o ensaio de várias páginas que James Wood lhe dedicou na “The New Yorker”, mas a melhor síntese sobre Cidade Aberta pertence a Cólm Tóibín – “Um reflexão sobre história e cultura, identidade e solidão.” Em rigor não é preciso dizer mais nada. (…) Cole tem uma escrita elegante (a tradução de Helder Moura Pereira faz-lhe justiça) e este livro não anda longe dos textos sobre viagens que publica com regularidade. Uma bela descoberta.»

 

Eduardo Pitta, Sábado

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Sites e blogues de autores

  •  
  • Sobre livros

  •  
  • Editoras do Grupo BertrandCírculo

  •  
  • Comprar livros online

  •  
  • Festivais Literários

  •  
  • Sobre livros (imprensa portuguesa)

  •  
  • Sobre livros (internacional)

  •  
  •  

  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D