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«Escrito em forma de diário – assim definido pelo autor nas primeiras linhas da narrativa: “uma espécie de egoísmo, uma fraqueza e uma prova de mau gosto” -, “Na Corda Bamba” tem como epicentro a vida de Joseph, um jovem desempregado que sente na pele a frustração de quem desespera com a chamada para a guerra e deambula quotidianamente por uma Chicago expectante com o presente e o futuro próximo.

Pensada na primeira pessoa, esta deambulação confessional e filosófica, compreendida entre 15 de dezembro de 1942 e 9 de abril de 1943, escalpeliza as reflexões de Joseph e demonstra claramente o talento de Bellow que utiliza cada palavra, frase e ideia como uma parte de um todo concepcional, como um peça específica de um puzzle construído e pensado dentro de uma linha de pensamento específico.

O resultado é um intrincado texto filosófico, enleado em agradáveis surpresas em forma de elogio à própria literatura. Por vezes alicerçado em curtos diálogos (em especial com uma entidade apelidado de “Espírito das Alternativas”), “Na Corda Bamba” serve-se dessa “simples“ matemática narrativa para levar o leitor a meditar, a pensar sobre uma sociedade que, apesar de presa no calendário há mais de sete décadas, continua muito actual, cínica e mordaz.»

 

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 Carlos Eugénio Augusto, Deus Me Livro

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«Pouco antes de morrer, Saul Bellow perguntou ao seu grande amigo Eugene Goodhead: “Fui um homem ou fui um idiota?”

Estava a dois meses de fazer 90 anos. Era o escritor norte-americano com o maior palmarés de sempre, ganhou o Nobel, venceu três vezes o National Book Award, uma vez o Pulitzer, foi distinguido com a medalha de ouro da Academia Americana de Artes e Letras, mas na hora da morte revelava a insegurança que o ia assolando ao longo da vida. Tinha uma dúvida de carácter e, para Bellow, era o carácter que definia o destino, se tomarmos por verdade fora da ficção o primeiro parágrafo de As Aventuras de Augie March (Quetzal, 2010), o seu romance libertador, aquele onde aos 34 anos descobriu que a linguagem não era uma amarra, mas nela estava antes a libertação do escritor.»

Um artigo de Isabel Lucas, no Público, sobre duas biografias recentes de Saul Bellow, no ano do centenário.

 

sb.JPGBETTMANN/ CORBIS

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Os livros voltaram ao Parque Eduardo VII, em Lisboa, e a Quetzal Editores também lá está: no espaço do Grupo Porto Editora, no corredor da esquerda para quem deixa o rio pelas costas, logo ali a seguir ao Marquês de Pombal. No último sábado, dia 13 de junho, a partir das 18h30, juntamos leitores, autores e tradutores. Estão todos convidados para o cocktail da Quetzal na Feira do Livro de Lisboa - e logo este ano, que se celebra o centenário do nascimento de Saul Bellow, não hão-de faltar motivos para um brinde. 

convite_quetzal_feira2015.jpg

 

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sbb.jpgAssinala-se em 2015 o centenário do nascimento de Saul Bellow, um dos mais importantes escritores do século XX.

 

Saul Bellow nasceu a 10 de junho de 1915 em Lachine, no Quebec, filho de emigrantes russos. Quando tinha nove anos, a família mudou-se para Chicago, a cidade com a qual a sua obra é mais facilmente identificada. A sua estreia literária ocorreu em 1944, com Dangling Man, mas foi com As Aventuras de Augie March, que venceu o National Book Award, em 1954, que Bellow atingiu o estrelato literário. A partir daí, o reconhecimento da sua obra foi sempre aumentando, tendo culminado com a atribuição do Prémio Nobel da Literatura em 1976. Em 2000, publicou o seu último romance, Ravelstein. Saul Bellow morreu em 2005.

 

No dia 4 de junho, às 18h30, a Ler no Chiado é dedicada ao escritor norte-americano, e contará com a presença de Helena Vasconcelos, Rui Tavares e Francisco José Viegas. Como habitualmente, a moderação estará a cargo de Anabela Mota Ribeiro. No dia 20 de junho, a Fundação D. Luís I organiza a conferência No Centenário de Saul Bellow: Um Escritor de Fôlego, com a participação dos professores Teresa Alves e Mário Avelar, e da escritora e crítica literária Filipa Melo. A sessão decorrerá no Centro Cultural de Cascais, às 21h30.

 

Até à data, a Quetzal publicou os seguintes livros de Saul Bellow: Morrem Mais de Mágoa, As Aventuras de Augie March, Ravelstein, O Legado de Humboldt e Herzog.

 

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«Amplamente reconhecido como um dos maiores romancistas americanos do pós-guerra, o “legado” do autor de Herzog é um dos mais fascinantes da literatura do século XX. Influenciado pela narrativa existencialista europeia e por Franz Kafka, Bellow foi assim descrito pelo seu amigo e protégé Philip Roth: “As fundações da literatura americana do século XX foram providas por dois escritores – William Faulkner e Saul Bellow. Juntos eles são o Melville, o Hawthorne e o Twain do século XX.” E Christopher Hitchens descreveu-o desta forma: “A ficção e as personagens principais de Bellow refletem a sua ânsia de transcendência, um combate para superar não só as condições de gueto mas também as psicoses do gueto.”»

Nuno Carvalho, no novo Máquina de Escrever.

 

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"Este livro conta-nos muito sobre a condição humana numa altura em que todos os valores parecem trocados e em que o dinheiro reina sobre a arte, não dando espaço a que esta respire. «O Legado de Humboldt» é um livro fantástico."

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios

 

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"O leitor pode alhear-se dos envios, que vão de Shakespeare a Edith Sitwell, sem esquecer Diderot, Joyce e outros. Atolado em álcool e dívidas (um penoso processo de divórcio, uma amante cara), a história de Humboldt tem todos os ingredientes de um thriller com trânsito por Chicago, Madrid e Paris. Longe de ser um livro de mexericos, a verrina faz dele um notável romance de ideias."

 

Euardo Pitta, Sábado

 

O Legado de Humboldt, do prémio Nobel da literatura Saul Bellow, estará nas livrarias a partir de amanhã.

 

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Bellow

15.03.12

Abril vai mesmo ser um mês de grandes livros: O Legado de Humboldt, de Saul Bellow, também chega às livrarias a 13 de abril, com tradução de Salvato Telles de Menezes.

 

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Ler Ravelstein

28.09.11

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Uma boa notícia, a melhor notícia:

As Aventuras de Augie March, de Saul Bellow, publicado pela Quetzal, foi considerado o livro do ano pelo jornal Público (Ipsílon), segundo a escolha de todos os seus críticos. Da lista, de vinte títulos, constam ainda O Sonho do Celta, de Mário Vargas Llosa, A Viúva Grávida, de Martin Amis, e Morrem Mais de Mágoa, de Saul Bellow, todos publicados pela Quetzal — a editora que mais livros inclui nesta lista.

 

 

É o segundo ano consecutivo que a Quetzal é distinguida com esta escolha. No ano passado, o título foi 2666, de Roberto Bolaño.

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Morrer de mágoa

09.07.10

«Neste mundo onde se persegue a felicidade como utopia e o conforto da democracia se paga bem caro, há mais gente a morrer de mágoa do que de radiações atómicas. No universo de Saul Bellow é assim.» Helena Vasconcelos, hoje no Ípsilon, deu cinco estrelas a Morrem Mais de Mágoa, de Saul Bellow.

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Estilo

03.05.10

Saul Bellow e James Joyce

 

«A tensão entre o estilo do autor e o estilo das suas personagens atinge um estado crítico quando três elementos coincidem: quando o autor é um estilista exímio, como Bellow ou Joyce; quando esse estilista se compromete a seguir as percepções e reflexões das suas personagens (um compromisso normalmente organizado pelo estilo indirecto livre, ou pela sua descendente, a corrente de consciência); e quando um estilista tem um interesse especial na representação de detalhe.

Estilo; estilo indirecto livre; e detalhe: acabei de descrever Flaubert, cuja obra inaugura e tenta resolver esta tensão, e que é realmente o seu fundador.»

James Wood, em A Mecânica da Ficção, traduzido por Rogério Casanova.

 

Gustav Flaubert

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Kenneth Trachtenberg, o narrador de Morrem mais de Mágoa, é um especialista em literature russa que abandona Paris, a sua cidade natal, par air ao encontro do tio, Benn Crader, um botânico famoso. As muitas facetas da relação entre estas duas personagens inquietantes, irrequietas e excêntricas — ambas procurando no erotismo e num amor calmo, diverso das convulsões sexuais do século XX, resposta para a insatisfação que os persegue — são o pretexto de uma narrativa cheia de humor e inteligência e sabedoria.

Por que será que, quando surgem os problemas, as pessoas procuram em primeiro lugar o remédio sexual? Por que será que as pessoas inteligentes e dotadas se encontram invariavelmente atoladas numa miserável vida particular? Por que será que os sobredotados, os intuitivos, os que são capazes de ler no livro dos mistérios da Natureza, hão-de ser tão incautos e tolos?

Morrem Mais de Mágoa tem o humor ágil da farsa francesa, mas são inseparáveis do seu enredo tragicómico as análises engenhosas do autor sobre a vida moderna e o dilema de dois homens, cujos espíritos brilhantes não os salvam dos erros que todos nós conhecemos.

 

Morrem Mais de Mágoa, de Saul Bellow

serpente emplumada | Saul Bellow

Tradução de Lucília Filipe

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Saul Bellow, um prémio Nobel da Literatura no catálogo da Quetzal, este este fim-de-semana em destaque na imprensa e ainda houve tempo para uma  capa à vista no Câmara Clara, domingo, e uma menção no debate sobre os livros do ano, sábado, na Feira do Livro de Lisboa. Morrem Mais de Mágoa, mais um livro para a lista de compras.

 

 

(Do texto de Rogério Casanova, publicado no suplemento Actual, do Expresso de 1 de Maio.)

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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