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A Mecânica da Ficção é um estudo brilhante sobre os elementos principais da ficção, tais como a narrativa, o detalhe, a caracterização, o diálogo, realismo e estilo. Um dos mais proeminentes críticos dos nossos tempos disseca os mecanismos da narração e coloca uma série de questões fundamentais: o que queremos dizer quando dizemos que conhecemos uma personagem ficional? Quando é que uma metáfora é bem conseguida? Será que o Realismo é realista? E por que é que tantas vezes os desfechos dos romances são uma desilusão?

De Homero a Beatrix Potter, da Bíblia a John le Carré, A Mecânica da Ficção estuda as técnicas ficcionais, enquanto constitui também uma história alternativa do romance. Um livro lúdico e profundo.


A Mecânica da Ficção, de James Wood

série textos breves

Tradução de Rogério Casanova

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«A grande utilidade do estilo indirecto livre é que, no nosso exemplo, uma palavra como "estúpidas" pertence, de uma certa maneira tanto ao autor como à personagem; não temos a certeza absoluta sobre quem é "dono" da palavra. Poderá a palavra "estúpidas" reflectir uma certa aspereza ou superioridade por parte do autor? Ou pertencerá a palavra totalmente à personagem - cedida pelo autor, num acesso de simpatia, ao sujeito lacrimejante.»

 

De A Mecânica da Ficção, de James Wood, traduzido por Rogério Casanova. Nas livrarias a 23 de Abril.

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A revista Time Out rendeu-se aos calhamaços de mil páginas por via do 2666, de Roberto Bolaño. E elege ainda Pastoral Portuguesa como um dos livros do ano. ´

 

 

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... o ponto e vírgula, por Rogério Casanova:


Como tantas outras pessoas espalhadas por esse planeta fora, eu passo grande parte do meu tempo livre a fantasiar sobre o ponto e vírgula, e é sempre bom encontrar camaradas para o swing platónico. O ponto e vírgula é, com uma considerável vantagem sobre a concorrência, o meu sinal de pontuação favorito. Aliás, se fosse forçado a escolher entre o ponto e vírgula e os chocolates da Lindt, a decisão nem sequer seria problemática.

 

(E não é nada fácil de manusear, o ponto e vírgula; eu, por exemplo, nunca aprendi a fazê-lo; o que não me impede de continuar; a tentar.)

(...)

Nas concentremo-nos antes em quem o utiliza com brio. Como é sabido por todas as pessoas que já tiveram o prazer de me aturar com uns copos a mais, cada sinal de pontuação tem o seu campeão literário. A vírgula tem Henry James, o ponto de exclamação tem Philip Roth, as reticências têm Thomas Pynchon, o ponto final tem Pedro Lomba Hemingway, e por aí fora. 

 

De Pastoral Portuguesa, o texto «Uma semicolonoscopia ao Orlando».

 

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Na Time Out de hoje o «Como eu escrevo» é assinado por Rogério Casanova. O autor assina também a ilustração, com um autoretrato desenhado.

 

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Umas páginas depois da entrevista que habilmente conduziu em tempo real sem poder olhar para o entrevistado, o crítico faz referência ao «existencialismo torturado dos sportiguistas», chama ao autor «espécie de inglês que vê tudo como um jogo», revela o seu truque favorito: «o cruzamento entre a cultura erudita e a popular». E atribui cinco estrelas em cinco à Pastoral Portuguesa. Tudo isto no Ípsilon de hoje, por enquanto ainda só disponível em papel.

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Ao contrário da maioria dos anglófilos que conheço, eu sou uma nódoa em francês: não consigo ler mais do que o "L'Équipe", e mesmo assim com grandes dificuldades. Para a literatura francesa estou totalmente dependente do Pedro Tamen e tenho lacunas enormes no currículo por causa disso. Mas não tenho assim nada contra eles, genericamente. Aliás, uma vez estive em Françae achei tudo, como diria o Gonçalo Cadilhe, "muito bonito".

 

Rogério Casanova em entrevista a Pedro Mexia, no Ípsilon de hoje, a propósito da publicação de Pastoral Portuguesa, pela Quetzal - a primeira entrevista assumidamente via Messenger da imprensa portuguesa. A não perder.

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Nasceu em Lisboa, em 1980. Passou depois por outros sítios , mas teve sempre o cuidado de não fazer barulho nem incomodar as pessoas. Já fez muito na vida, mas arrepende-se de quase tudo e pede imensa desculpa. Tem uma vasta obra, nomeadamente. Colabora com o semanário Expresso; colabora com a revista Ler; colabora lá em casa no âmbito da louça e da roupa. Diga-se o que se disser sobre Rogério Casanova, a verdade é que ele gosta imenso de si. 

 

(retrato da autoria de Pedro Vieira)

 

 

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«Banquetes reais, orgias anónimas, crises de bastidores, turismo pansexual, socialismo socialite, adultério, fetichismo, recriminação, propaganda, clisteres de vodca russo, poemas em latim e name-dropping numa escala industrial: aqui está uma leitura de férias para toda a família»


Pastoral Portuguesa, de Rogério Casanova 

textos breves | 261 páginas

Fevereiro 2009

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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