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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

 

A Mecânica da Ficção é um estudo brilhante sobre os elementos principais da ficção, tais como a narrativa, o detalhe, a caracterização, o diálogo, realismo e estilo. Um dos mais proeminentes críticos dos nossos tempos disseca os mecanismos da narração e coloca uma série de questões fundamentais: o que queremos dizer quando dizemos que conhecemos uma personagem ficional? Quando é que uma metáfora é bem conseguida? Será que o Realismo é realista? E por que é que tantas vezes os desfechos dos romances são uma desilusão?

De Homero a Beatrix Potter, da Bíblia a John le Carré, A Mecânica da Ficção estuda as técnicas ficcionais, enquanto constitui também uma história alternativa do romance. Um livro lúdico e profundo.


A Mecânica da Ficção, de James Wood

série textos breves

Tradução de Rogério Casanova

«A grande utilidade do estilo indirecto livre é que, no nosso exemplo, uma palavra como "estúpidas" pertence, de uma certa maneira tanto ao autor como à personagem; não temos a certeza absoluta sobre quem é "dono" da palavra. Poderá a palavra "estúpidas" reflectir uma certa aspereza ou superioridade por parte do autor? Ou pertencerá a palavra totalmente à personagem - cedida pelo autor, num acesso de simpatia, ao sujeito lacrimejante.»

 

De A Mecânica da Ficção, de James Wood, traduzido por Rogério Casanova. Nas livrarias a 23 de Abril.

... o ponto e vírgula, por Rogério Casanova:


Como tantas outras pessoas espalhadas por esse planeta fora, eu passo grande parte do meu tempo livre a fantasiar sobre o ponto e vírgula, e é sempre bom encontrar camaradas para o swing platónico. O ponto e vírgula é, com uma considerável vantagem sobre a concorrência, o meu sinal de pontuação favorito. Aliás, se fosse forçado a escolher entre o ponto e vírgula e os chocolates da Lindt, a decisão nem sequer seria problemática.

 

(E não é nada fácil de manusear, o ponto e vírgula; eu, por exemplo, nunca aprendi a fazê-lo; o que não me impede de continuar; a tentar.)

(...)

Nas concentremo-nos antes em quem o utiliza com brio. Como é sabido por todas as pessoas que já tiveram o prazer de me aturar com uns copos a mais, cada sinal de pontuação tem o seu campeão literário. A vírgula tem Henry James, o ponto de exclamação tem Philip Roth, as reticências têm Thomas Pynchon, o ponto final tem Pedro Lomba Hemingway, e por aí fora. 

 

De Pastoral Portuguesa, o texto «Uma semicolonoscopia ao Orlando».

 

Umas páginas depois da entrevista que habilmente conduziu em tempo real sem poder olhar para o entrevistado, o crítico faz referência ao «existencialismo torturado dos sportiguistas», chama ao autor «espécie de inglês que vê tudo como um jogo», revela o seu truque favorito: «o cruzamento entre a cultura erudita e a popular». E atribui cinco estrelas em cinco à Pastoral Portuguesa. Tudo isto no Ípsilon de hoje, por enquanto ainda só disponível em papel.

Ao contrário da maioria dos anglófilos que conheço, eu sou uma nódoa em francês: não consigo ler mais do que o "L'Équipe", e mesmo assim com grandes dificuldades. Para a literatura francesa estou totalmente dependente do Pedro Tamen e tenho lacunas enormes no currículo por causa disso. Mas não tenho assim nada contra eles, genericamente. Aliás, uma vez estive em Françae achei tudo, como diria o Gonçalo Cadilhe, "muito bonito".

 

Rogério Casanova em entrevista a Pedro Mexia, no Ípsilon de hoje, a propósito da publicação de Pastoral Portuguesa, pela Quetzal - a primeira entrevista assumidamente via Messenger da imprensa portuguesa. A não perder.

 

Nasceu em Lisboa, em 1980. Passou depois por outros sítios , mas teve sempre o cuidado de não fazer barulho nem incomodar as pessoas. Já fez muito na vida, mas arrepende-se de quase tudo e pede imensa desculpa. Tem uma vasta obra, nomeadamente. Colabora com o semanário Expresso; colabora com a revista Ler; colabora lá em casa no âmbito da louça e da roupa. Diga-se o que se disser sobre Rogério Casanova, a verdade é que ele gosta imenso de si. 

 

(retrato da autoria de Pedro Vieira)

 

 

 

 

«Banquetes reais, orgias anónimas, crises de bastidores, turismo pansexual, socialismo socialite, adultério, fetichismo, recriminação, propaganda, clisteres de vodca russo, poemas em latim e name-dropping numa escala industrial: aqui está uma leitura de férias para toda a família»


Pastoral Portuguesa, de Rogério Casanova 

textos breves | 261 páginas

Fevereiro 2009

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