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«Três novelas compõem o auspicioso livro de estreia de Rodrigo Magalhães (n. 1975), Cinerama Peruana. Com grande maturidade narrativa, e uma riqueza vocabular pouco comum, o autor constrói um universo literário que surpreende pela sua singularidade na recente literatura portuguesa: mais ou menos em jeito de pequenas biografias, as histórias vão tomando forma como se fossem uma maneira de resistir ao esquecimento daquelas personagens infames, que têm como denominador comum responderem ao canto de sedução do mal; há nelas uma espécie de fascínio pelo bárbaro, pelo obscuro, material que alimenta as histórias contadas.» (4 estrelas)

 

José Riço Direitinho, Ípsilon

 

 

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Cinerama Peruana

26.07.13

"Um ensaísta frustrado e a sua obra auto-remissiva, dois irmãos que herdam a editora paterna e a continuam, rodeados pelos seus fantasmas, e um grupo de assassinos peruanos que cruzam fronteiras matando gente e regressando ao seu covil como quem volta do trabalho são as personagens no centro das três histórias. Se o tema da superação do mestre pelo discípulo atravessa todo o livro, são as possibilidades múltiplas de cada vida que alimentam a estrutura das personagens, uma espécie de espelho infinito onde o que acontece e o que poderia acontecer se reflecte em estilhaços sucessivos. Perante uma prosa tão sólida, de nada serve antecipar a responsabilidade do segundo livro; o primeiro é bom que chegue para que não nos esqueçamos dele."

 

Sara Figueiredo Costa, Time Out

 

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«Três novelas compõem o auspicioso livro de estreia de Rodrigo Magalhães (n. 1975), Cinerama Peruana. Com grande maturidade narrativa, e uma riqueza vocabular pouco comum, o autor constrói um universo literário que surpreende pela sua singularidade na recente literatura portuguesa: mais ou menos em jeito de pequenas biografias, as histórias vão tomando forma como se fossem uma maneira de resistir ao esquecimento daquelas personagens infames, que têm como denominador comum responderem ao canto de sedução do mal; há nelas uma espécie de fascínio pelo bárbaro, pelo obscuro, material que alimenta as histórias contadas.»

 

José Riço Direitinho, Ípsilon

 

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Um aprendiz de alfaiate tornado ensaísta de reduzida fama e menor proveito: Harry Heels. «Ao contrário de Conradin, nenhuma força externa veio em seu auxílio. A sua divindade, a identidade de Harry Heels, criara-a ele sozinho, Heels pela alcunha que lhe tinham posto na escola – tinha o tique de estar a sempre a bater com o calcanhar no chão durante as aulas, impaciente – e Harry, por lhe achar uma certa graça masculina.»

 

Dois irmãos, gémeos idênticos, enlutados e enfadados: «No Verão, viajavam com os pais: para Lisboa, onde conheceram Dinis Machado; para Bruxelas (…); para o Norte de Inglaterra, onde fumaram uma ganza nas traseiras de um pub, não muito longe da casa de W.G. Sebald, com cuja viúva os pais se encontraram. Depois, sem estação definida, começaram a viajar sozinhos.»

 

Três assassinos que atravessam fronteiras sem nunca deixarem de regressar a casa: «Da última vez que atravessaram a fronteira, ao chegarem à outra Lima, Bruno observou o céu carregado, considerando-o auspicioso, e ele e Luis concordaram; colheram dessa vez oito vidas, como se os favorecesse a fúria dos elementos.»

 

De uma maturidade literária verdadeiramente excecional, Cinerama Peruana desenvolve e articula estes três universos através de um tema comum: o do discípulo que ultrapassa o mestre.

 

Nas livrarias a 7 de junho.

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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