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Sara Figueiredo Costa sobre Onze Tipos de Solidão, de Richard Yates:

 

"Em cada história paira a sombra que a miragem da vida perfeita exerceu nos Estados Unidos desta época, entre cocktails coloridos antes do jantar e chapéus atirados para lindos bengaleiros dourados, tudo desfeito com o avançar da narrativa. Nos escombros, sobra literatura da melhor qualidade, e nenhuma luz a assinalar a saída."

 

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Em Junho

12.05.11

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Considerado o grande romance de Richard Yates, a par de Revolutionary Road, O Desfile da Primavera conta a história de duas irmãs, Sarah e Emily Grimes. Conhecêmo-las quando ainda são pequenas, com os pais recém-divorciados. E ao longo de quarenta anos, acompanhamos os caminhos que as tornam mulheres muito diferentes, embora  ambas tentando lidar com um mesmo passado difícil. Sarah, a estável, a determinada, vai para Long Island,  vive um casamento infeliz, e acaba por sucumbir ao seu desespero silencioso; Emily, a precoce, a independente, fica em Nova Iorque, percorre vários empregos sem interesse, dorme com vários homens, perde a carreira e perde-se no álcool.

 

Neste sombrio e magistral romance, e com mestria que caracteriza toda a sua obra, Richard Yates reforça a ideia de que não existe aquilo a que se chama uma vida normal.

 

 

«Extraordinariamente bom… Escrito com a força e a simplicidade da verdade absoluta.»

The San Francisco Sunday Examiner & Chronicle

 

«Um romance elegante, comovente, silenciosamente pungente.»

The Washington Post

 

«O efeito é simultaneamente doce e cruel, devastador e brutal.»

The Boston Book Review

 

«Cada palavra trabalha no silêncio, para inspirar a ilusão de que as coisas estão a acontecer por si só. Uma conquista literária.»

 

O Desfile de Primavera - The Easter Parade, de Richard Yates

serpente emplumada | Richard Yates

 

Tradução de Nuno Guerreiro Josué.

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«Em vidas que decorrem na sombra do grande sonho americano, as personagens estão sempre a medir-se com as outras, mesmo sem darem por isso. As dificuldades literárias minam o equilíbrio de Michael (e, antes disso, o seu casamento), e a riqueza herdada e o sentimento de vazio quase destroem Lucy.»

 

Luis M. Faria escreve esta semana no Actual, do Expresso, sobre Jovens Corações em Lágrimas, de Richard Yates.

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Apesar das acusações dirigidas a Yates por exagerar no desenho das personagens, «alternando de forma incongruente entre a empatia e a repulsa», Pedro Mexia vê nisso, precisamente um dos méritos do escritor. O artigo que assina sobre Perto da Felicidade (Cold Spring Harbor no original que a Quetzal re-baptizou, no ver do crítico, uma versão feliz) saiu no Ípsilon e ainda não está disponível online.

 

O próximo livro de Richard Yates chama-se Jovens Corações em Lágrimas e dele daremos conta brevemente. Falta muito pouco para que chegue às livrarias. Por agora, a capa:

 

 

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ilustração de Tiago Albuquerque

 

 

Um dos acontecimentos da reentrée destacados na edição ontem do í é a publicação de Jovens Corações em Lágrimas. Vamos lançar mais livros, é certo, mas Richard Yates é Richard Yates.

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«Esta citação sugere não apenas o tom deste livro como algumas das razões pelas quais o seu autor não é um nome instantaneamente familar - e porque devia ser. Frustração inescapável, ocasionais brutalidades e a eterna sombra da falta de dinheiro constituem a realidade de milhões de pessoas numa sociedade competitiva, mas não serão o material ficcional mais atractivo para quem nela vive.»

 

Luís M. Faria leu Perto da Felicidade - Cold Spring Harbor, de Richard Yates, e escreveu sobre o livro na edição de 23 de Agosto, no Actual do Expresso.

 

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Um parágrafo do texto de Alexandra Macedo dedicado a Perto da Felicidade, de Richard Yates, na edição de sábado.

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Sexo

27.07.09

«Tropeçaram e tombaram na cama de estudante feita de um colchão e uma base (…) e quando a custo se levantaram dela, como se viessem à tona respirar, foi simplesmente para se livrarem das suas roupas de verão.»
 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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Rachel

26.07.09

«Quando veio apertar a mão a Evan parecia que ficara fulminada. Demorou apenas uma batida de coração ou duas até que ela sorrisse delicamente, mas Evan apercebeu-se, e via-se que ela sabia que ele se apercebera.»
 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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«Enquanto fervoroso segundo-tenente de infantaria, recém-casado com a rapariga mais bela do baile do clube de oficiais, e com razoáveis certezas de que ela rezaria por ele, chegou a França, três dias depois de a Guerra ter acabado – e a sua desilusão foi tão intensa que outros oficiais tiveram de lhe dizer, de forma impaciente, que deixasse de ser tolo.»


Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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Phil

25.07.09

«Sentava-se agora numa cadeira, com as pernas apertadas, uma contra a outra; tinha o gato ao colo, fazia-lhe festas, curvava-se sobre ele e dizia-lhe segredos, e aparentemente era ainda demasiado novo para saber que aquela era uma maneira muito mariquinhas de estar sentado.»
 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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Daqui a nada começa na RTP 2 a série Mad Men. Criada por um dos argumentistas de Os Sopranos, a série promete ser um exercício raro de boa ficção televisiva. «O foco da trama está na vida do publicitário Donald Draper e nas pessoas que fazem parte da sua vida dentro e fora do escritório, mostrando também as mudanças de comportamento da “América dos anos 60”.», promete o site da RTP. 

 

Porque falamos dela no blogue da Quetzal? Porque o seu criador disse que não teria iniciado este projecto se tivesse conhecido antes a obra de Richard Yates. A avaliar pelo que dizem os blogues lá fora, Mad Men lança um olhar nostálgico e irónico sobre os anos 50/60 que mostra os hábitos tidos por policamente incorrectos pelas gerações seguintes: fumo, bebida, racismo, as aventuras extra-conjugais de hora de almoço, a ideia adquirida de que uma mulher é propriedade do seu marido. Talvez possa não ser ainda o ambiente de Perto da Felicidade (apenas porque se passa no período entre guerras, porque toda essa natureza humana está já no romance de Yates que acaba de chegar às livrarias). Mas Mad Men será certamente uma série próxima de Young Hearts Crying, de Yates, que publicaremos na rentrée.

 

 

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Segunda Guerra

24.07.09

«Durante longos dias após o ataque japonês a Pearl Harbor, Charles Shepard estava quase doente de desgosto. Não tinha ainda cinquenta anos; sabia que o exército o aceitaria de volta se não fosse por causa da vista. (…) Apresentou-se no quartel para uma inspecção médica, mas não teve sorte com o médico dos olhos. Não teve mesmo sorte nenhuma.»
 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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«Todas as mágoas da adolescência perdida de Evan Shepard foram redimidas aos dezassete anos, em 1935, quando ele se apaixonou pelos automóveis. A sua incessante intimidação de rapazes mais fracos, a sua propensão bruta para ofender as raparigas, as suas ineptas e embaraçosas aventuras pelo pequeno crime - tudo isto deixara de ter importância, a não ser pelas más recordações.»

 

 

Começar pelo princípio. Eis as duas primeiras frases de Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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Nova Iorque

24.07.09

 Imagem retirada daqui.

 

«A inimaginável silhueta de Nova Iorque, vista deste desfiladeiro do outro lado do rio Hudson, era mais do que suficiente para tirar a respiração. Fazia-os saber que aquelas torres salpicadas de amarelo, laranja e vermelho, com as suas inúmeras janelas em labareda, estavam ali por melhores razões do que o simples comércio; estavam ali por causa deles, como se tivessem sido criadas pelo desejo e o seu mais elevado propósito fosse elevar as aspirações e albergar os sonhos.»

 

 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

 

 

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Vale a pena dedicar uns minutos a este tributo disponibilizado no Youtube (assinado por Eric Bauner), onde se pode saber o que diziam de Richard Yates Tenesse Williams, Dorohty Parker e Kurt Vonnegut. É considerado o mais acessível e legível dos escritores contemporâneos - nunca será tarde para descobri-lo.

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Cold Spring Harbor é um subúrbio tradicional de Nova Iorque, o pano de fundo de um retrato da América dos anos quarentas, na ressaca de uma guerra e sob a ameaça de outra. Charles Shepard é um militar na reforma, que vive resignadamente a frustração de nunca ter combatido; Gloria Drake é uma mulher abandonada à solidão e à proximidade da loucura, fumando e falando sem cessar; Evan Shepard é um jovem à deriva, que procura uma formação superior, mas a quem os casamentos, que faz e desfaz distraidamente, travam o passo; Rachel Drake entrega-se a um marido imperfeito e ausente, tentando cumprir o papel da «esposa perfeita». Nesta América deprimida e imóvel, cada um desempenha o papel que lhe cabe desempenhar. Porém, no coração de alguns brilha o desejo e germina a semente de um futuro maior.

 

Perto da Felicidade - Cold Spring Harbor, Richard Yates | serpente emplumada

 

Tradução de Nuno Guerreiro Josué.

 

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Kathleen

17.07.09

«Ao longe, Kathleen podia parecer frágil e desorganizada, mas de perto, nos seus braços, havia nela uma força tranquilizadora sugerida por um jovem coração saudável. E as raparigas aos sete anos pareciam gostar dos pais com um entusiasmo sem reservas.»

 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.
 

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Grace e Charles

16.07.09

«Em certos momentos, se a luz e o álcool estivessem a seu favor, Grace podia ainda ser a rapariga mais bela do baile do clube de oficiais. Charles aprendera a aguardar por esses momentos com a paciência de um amante e apreciá-los quando eles chegavam, mas tinham-se tornado cada vez mais raros. A maior parte das vezes – esta tarde, por exemplo – ele descobrira que preferia não olhar para ela porque ela estaria apenas estragada: pesada, insatisfeita, num aparente luto silencioso pela perda de si própria.»
 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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