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O fogo de Carver

27.07.12

“É seguramente uma das confissões literárias mais bonitas. Num pequeno texto intitulado Fogos (título também da coletânea em que está inserido e que a Quetzal agora publica), Raymond Carver desvenda os seus tempos de jovem escritor. E fá-lo com uma honestidade desarmante, como em muitas outras ocasiões. Nestas páginas reencontramos o homem que aos poucos sonhou um imenso território só para si: a ficção. Mas que também se confrontou com a vida, o quotidiano, as obrigações. As familiares, em primeiro lugar, as domésticas, logo a seguir, e as pessoais, finalmente e com maior peso, onde poderíamos incluir a bebida, o veneno da sua alma.”

 

Luís Ricardo Duarte, Jornal de Letras

 

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Carver

16.07.12

"Carver abominava a escrita «confusa» e «aleatória», a prosa «embaçada», vaga, «cheia de fumo». Interessava-lhe «escrever sobre coisas e objetos quotidianos usando linguagem quotidiana mas precisa, e dotar essas coisas - uma cadeira, uma cortina, um garfo, uma pedra, os brincos de uma mulher - de um poder imenso, quase espantoso». E é precisamente isso que acontece nos poemas e contos deste volume."

 

José Mário Silva, Expresso

 

Para além de Fogos, de Raymond Carver, as sugestões de verão do Expresso incluem os seguintes livros da Quetzal:

 

 

 

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Fernando Sobral, Jornal de Negócios

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Um tradutor, que é escritor, fala sobre o seu mais recente trabalho: a versão portuguesa de Catedral, de Raymond Carver.

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«O que pode dizer sobre a obra de Carver?
Foi dos primeiros escritores americanos que admirei e, em certa altura da adolescência, procurei imitá-lo, mimetizando o seu estilo. Os seus contos têm a ressonância de romances porque são, de certa maneira, romances em miniatura: o mundo ficcional de Carver é de tal maneira sólido que a sua obra pode ser lida (e filmada, como o fez Robert Altman em «Shortcuts») como um todo, em que cada conto é interdependente do próximo e do anterior. Não se trata, assim, de uma série de contos espalhados por vários livros, mas de um grande romance dividido em vários tomos e vários capítulos que, de muitas maneiras, reflectem o homem que Carver foi e os tempos que viveu.»

 

Da entrevista de João Tordo ao Diário Digital, a propósito da tradução de Catedral.  

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Catedral

11.01.11

 

 Raymond Carver disse que era possível «escrever sobre lugares-comuns», sobre coisas e objectos, usando lugares-comuns, mas também uma linguagem precisa, conferindo, assim a estas coisas – uma cadeira, uma cortina, um garfo, uma pedra, um brinco de mulher – uma força e  uma cintilação imensas. Em parte nenhuma é tão evidente esta alquimia como em Catedral.

 

Catredral, de Raymond Carver | tradução de João Tordo

serpente emplumada | Raymond Carver

 

 

Nas livrarias a 21 de Janeiro.

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«O minimalismo literário foi definido numa célebre formulaçãi de Hemingway : "Pode omitir-se tudo desde que se saiba que se está a omitir, e a parte omitida vai fortalecer a história e fazer o leitor sentir algo mais do que aquilo que compreende". Este fetiche da omissão tem os seus perigos: a ideia de que algo subtraído ao texto deixa um resíduo espectral que pode ser absorvido por quem lê e está muito perto de uma estética homeopata.»

 

Rogério Casanova escreveu sobre O Que Sabemos do Amor, de Raymond Carver, na edição deste fim-de-semana do Expresso. E dele diz que é «um documento fascinante sobre o escritor, o seu editor e a dieta minimalista.»

 

 

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No Câmara Clara diário desta segunda-feira.

 

 

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Não editado, tal e qual como foi entregue ao editor, disponibilizado pelo Diário Digital, aqui.

 

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O Que Sabemos do Amor (Begginers, na edição em inglês) é um extraordinário conjunto de histórias passadas no Midwest americano, cujas personagens são homens e mulheres que bebem, pescam e jogam às cartas para suavizar a solidão e a passagem do tempo. Destes dezassete contos, considerados obras-primas da ficção americana contemporânea, alguns foram adaptados ao cinema por Robert Altman no filme Short Cuts.

 

Esta é também a versão integral do livro que consagrou Carver, publicado com o título De Que Falamos Quando Falamos de Amor e que resultou de uma severa edição, que reduziu a cerca da metade o original inicialmente entregue pelo autor. Se nas suas obras posteriores Carver partiu do minimalismo adstringente de De Que Falamos Quando Falamos de Amor, não deixou porém de desenvolver a empatia expansiva e cheia de nuances que começara a emergir em O Que Sabemos do Amor. Eis, portanto, a escrita de Carver no seu estado mais puro.

 

O Que Sabemos do Amor - Begginers | serpente emplumada | Raymond Carver

Tradução de João Tordo.

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 Quatro pregos

 

    «A campainha tocou uma, duas, três vezes. À quarta, Pete praguejou, desceu do escadote, pousou o martelo na mesa da sala e foi abrir a porta das traseiras. Entre os lábios, com a ponta afiada para fora, quatro pregos.

    Mal o viu, reconheceu imediatamente o rosto atrás da rede. Era Carver, Raymond Carver, o vizinho escritor e alcoólico. Um homem metido para dentro, pouco falador. Sabia que ele tinha publicado dois ou três livros de histórias curtas, mas não lera nenhum. Olivia, com o cinismo velhaco que usava contra tudo e contra todos, costumava dizer que se ele fosse um grande escritor, dos verdadeiramente bons, não viveria decerto naquele bairro.

    «Desculpe incomodá-lo, mas pode oferecer-me alguma coisa que se beba?», perguntou Carver, coçando a barba mal feita. Saliva nos cantos da boca seca, olhos semicerrados por causa da luz forte do meio-dia. «Não sei onde meti as chaves de casa e a minha mulher só deve estar de volta daqui a umas horas.» Pete abriu a porta de rede, guardou os pregos no bolso e foi buscar gin, copos, duas cadeiras, um balde de plástico com gelo.

    Daí a muitos anos, pensou, aquele desgraçado de mãos trémulas talvez viesse a inclui-lo, a ele, Pete, com outro nome mas os mesmos gestos, num conto qualquer. Tinha quase a certeza de que o faria. E meia garrafa de gin era um preço perfeitamente aceitável para aceder a essa espécie de eternidade.»

 

 

 

 

  

Um conto de José Mário Silva, com Raymond Carver como protagonista.

(Do livro Efeito Borboleta, Oficina do Livro, 2008)

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«O Que Sabemos do Amor é a versão original dos dezassete contos escritos por Raymond Carver e publicados, num formato alterado pelo editor, com o titulo De Que Falamos Quando Falamos de Amor pela Alfred A. Knopf, em Abril de 1981.


A fonte dessa edição - o seu texto base - é o manuscrito que Carver entregou a Gordon Lish, à altura o seu editor Knopf, na Primavera de 1980. O manuscrito, que Lish cortou em em amis de cinquenta por cento após duas reescritas linhas por linha, encontra-se preservado na Biblioteca Lilly da Universidade do Indiana. Os contos originais de Carver foram recuperados transcrevendo as palavras que este bateu à maquina e que est\ao escondidas debaixo das alterações e cortes que Lish fez à mão.»

 

Do prefácio do editor americano a O Que Sabemos do Amor, de Raymonf Craver. A versão portuguesa de Begginers, traduzida por João Tordo. Nas livrarias a 5 de Fevereiro.

 

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Alguns destes Shortcuts saíram deste Beginners que chega às livrarias dentro de uma semana.

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Um editor que exerce a edição e corta por vezes quase oitenta por cento do texto.

Um clássico do conto americano - que, segundo The Guardian, teve em 2009 o seu ano.

Raymond Carver em writer's cut traduzido por um escritor português recentemente premiado.

 

Begginers - O Que Sabemos do Amor, de Raymond Carver, traduzido por João Tordo.

 

A versão de Carver de What We Talk When We Talk About Love. Brevemente, pela Quetzal.  

 

 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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