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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

Apesar das acusações dirigidas a Yates por exagerar no desenho das personagens, «alternando de forma incongruente entre a empatia e a repulsa», Pedro Mexia vê nisso, precisamente um dos méritos do escritor. O artigo que assina sobre Perto da Felicidade (Cold Spring Harbor no original que a Quetzal re-baptizou, no ver do crítico, uma versão feliz) saiu no Ípsilon e ainda não está disponível online.

 

O próximo livro de Richard Yates chama-se Jovens Corações em Lágrimas e dele daremos conta brevemente. Falta muito pouco para que chegue às livrarias. Por agora, a capa:

 

 

 

 

«Esta citação sugere não apenas o tom deste livro como algumas das razões pelas quais o seu autor não é um nome instantaneamente familar - e porque devia ser. Frustração inescapável, ocasionais brutalidades e a eterna sombra da falta de dinheiro constituem a realidade de milhões de pessoas numa sociedade competitiva, mas não serão o material ficcional mais atractivo para quem nela vive.»

 

Luís M. Faria leu Perto da Felicidade - Cold Spring Harbor, de Richard Yates, e escreveu sobre o livro na edição de 23 de Agosto, no Actual do Expresso.

 

«Enquanto fervoroso segundo-tenente de infantaria, recém-casado com a rapariga mais bela do baile do clube de oficiais, e com razoáveis certezas de que ela rezaria por ele, chegou a França, três dias depois de a Guerra ter acabado – e a sua desilusão foi tão intensa que outros oficiais tiveram de lhe dizer, de forma impaciente, que deixasse de ser tolo.»


Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

«Durante longos dias após o ataque japonês a Pearl Harbor, Charles Shepard estava quase doente de desgosto. Não tinha ainda cinquenta anos; sabia que o exército o aceitaria de volta se não fosse por causa da vista. (…) Apresentou-se no quartel para uma inspecção médica, mas não teve sorte com o médico dos olhos. Não teve mesmo sorte nenhuma.»
 

Glossário para ler Perto da Felicidade, de Richard Yates.

«Todas as mágoas da adolescência perdida de Evan Shepard foram redimidas aos dezassete anos, em 1935, quando ele se apaixonou pelos automóveis. A sua incessante intimidação de rapazes mais fracos, a sua propensão bruta para ofender as raparigas, as suas ineptas e embaraçosas aventuras pelo pequeno crime - tudo isto deixara de ter importância, a não ser pelas más recordações.»

 

 

Começar pelo princípio. Eis as duas primeiras frases de Perto da Felicidade, de Richard Yates.

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