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Em O Outro Lado do Paraíso, Paul Theroux navega entre memória e desejo, esperança e desespero, salvação e condenação. Um emocionante regresso a um terreno sobre o qual ninguém escreveu com tanto brilhantismo como Theroux. Leia no Ípsilon a recensão de Helena Vasconcelos.

«Resta dizer que, apesar de todas as tropelias e misérias a que expõe o seu “cavaleiro de triste figura” no bojo tenebroso do continente negro, o grande escritor que é Paul Theroux não consegue camuflar o seu amor por África. Mesmo que já não haja heróis, mesmo que o rico e condescendentemente generoso “homem branco” seja agora um espantalho derrotado, mesmo que já não haja escolas ou hospitais para construir, mesmo que, como Gala diz a Hock, “primeiro tiram-te o dinheiro, depois comem-te vivo”, mesmo que a arcádia imaginada se tenha convertido num inferno de violência, de doença e de cupidez, mesmo assim Theroux guia o seu próprio Virgílio e, tal como Dante (citado em epígrafe), percorre os ciclos do Inferno, do Purgatório e do Paraíso e ensaia sempre uma redenção.»

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«Nada poderia estar mais longe do discurso inane, amável e tranquilizador das revistas de viagens do que o olhar perscrutador e a prosa acerada de Paul Theroux. Mas Último Comboio para a Zona Verde é tão desencantado e ácido que se destaca mesmo entre os livros de viagens do autor.»

 

José Carlos Fernandes, Time Out

 

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«Último Comboio para a Zona Verde, agora traduzido, sinaliza o retorno à velha obsessão africana. […] Sobre Angola, não poupa o governo (alheado das necessidades básicas da população) e, entre outros exemplos, questiona a construção de um estádio de futebol no Lobito, uma cidade onde falta quase tudo. A prosa não é meiga, mas é justa.»

 

Eduardo Pitta, Sábado

 

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A 9 de maio nas livrarias.

 

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A Arte da Viagem, de Paul Theroux, reconhecido inventor de um género literário que teve nele o seu auge e epitáfio, é um ilustrativo manual dessa metáfora, ou de como a viagem se assume como marca distintiva do humano na sua permanência terrena.”

 

José Guardado Moreira, Revista Ler

 

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Da Viagem

21.08.12

A Arte da Viagem satisfaz o lado mais voyeurista do leitor de viagens, que não é necessariamente um viajante – a não ser muitas vezes “de olhos fechados” ou no próprio quarto, como Xavier de Maistre, um dos autores aqui citados. Não é um livro em que se possa saber do lado mais aventureiro de Theroux – a não ser pelas citações que faz de si próprio nas suas várias narrativas de viagens. Mas quem resiste a olhar para o interior das bagagens de Bruce Chatwin e de Paul Bowles, com as suas camisas de noite no deserto, ou a saber quem foram as companhias de André Gide ou de Somerset Maugham sempre que se transformavam em estranhos num lugar?”

 

Isabel Lucas, Público

 

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Mais uma recensão ao livro A Arte da Viagem, de Paul Theroux:

 

"Paul Theroux viaja há 50 anos. Para assinalar a data, reuniu em A Arte da Viagem uma série de textos, referências, reflexões, citações, conselhos de viagem, pequenas histórias, excertos de obras de outros autores, bibliografia de viagem, etc. Um livro que se abre ao acaso, se lê à medida, e do qual decerto não se poderá dizer o que Mark Twain disse de outros: "Quando penso como fui enganado pelos livros de viagens (...), só me apetece comer um turista ao pequeno-almoço." Algo aparentado, aliás, ao que escreveu Theroux em The Happy Isles of Oceania: "É quase axiomático que logo que um lugar ganha a reputação de ser um paraíso se torna um inferno.""

 

Ana Cristina Leonardo, Expresso

 

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"Durante meio século, Paul Theroux tem viajado pelo mundo. Na sua mala de viagem tem hoje olhares diversos e muitas leituras que lhe permitem falar sobre muitos temas que têm a ver com este mundo de descobertas. Ele também sentiu que durante todo este tempo o universo das viagens alterou-se, como explica: "No decurso da minha vida errante, a viagem mudou, não só em termos de velocidade e eficiência, mas por causa das circunstâncias alteradas do mundo - muito disso relacionado e conhecido. Esta presunção de omnisciência inspirada na Internet produziu a arrogante ilusão de que o esforço da viagem é supérfluo." É por isso mesmo que este livro é uma espécie de manual sobre o antes e o depois, sobre um tempo que desapareceu e um outro que estamos a viver. Este não é, claro, um livro para turistas típicos, entre um cruzeiro e uma estadia numa "resort". É para quem gosta de conhecer o mundo."

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios 

 

Foto: William Furniss

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A Arte da Viagem

20.06.12

"Recorrendo à sua experiência e aos testemunhos e reflexões de outros viajantes-escritores - de Richard Burton a Bruce Chatwin, de Marco Polo a Paul Bowles -, Theroux cose uma manta de retalhos onde se cruzam conselhos práticos, aforismos certeiros, inconfidências sobre viajantes-escritores (poucos viajam sós, mas os seus companheiros e guias são quase sempre suprimidos dos relatos), curiosidades gastronómicas e considerações filosóficas. Theroux não só tem invejável quilometragem nos pés como parece ter lido tudo o que de relevante se escreveu sobre viagem (só se estranha a ausência de Kapuscinski) e consegue destilar esse conhecimento num livro denso de sabedoria mas de leitura fluida."

 

José Carlos Fernandes, Time Out

 

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Brevemente

23.05.12

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"Theroux deixa a charada "policial" elanguescer, entretendo-se a criar personagens como um patologista indiano correctíssimo, uma jovem estudante e bailarina agarrada às tradições do seu país - mas desejosa de lhes fugir - e um adido consular que conhece toda a gente e que até arranja um encontro de Delfont com um escritor chamado... Paul Theroux. A história (cómica) vai-se tornando cada vez mais negra enquanto o pobre Jerry, estafado com tanto sexo, descobre que a senhora Unger - o estereótipo da ocidental que deseja tornar-se "nativa", com os seus saris, as suas tatuagens de henna, a sua aculturação religiosa e social - é adepta de Kali, a deusa que reclama sacrifícios sangrentos."

 

Helena Vasconcelos, no Ípsilon, sobre Mão Morta, Um Crime em Calcutá, de Paul Theroux

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Pode ler-se aqui o único e curto texto de autobiográfico de Paul Theroux - até ao fim do quinto parágrafo está tudo quanto este autor escreverá neste tom, segundo o próprio, num artigo sobre autobiografias e literatura, publicado na Smithsonian Magazine. O autor de O Velho Expresso da Patagónia explica o que o afasta desta linha.

 

«I never felt that my life was substantial enough to qualify for the anecdotal narrative that enriches autobiography. I had never thought of writing about the sort of big talkative family I grew up in, and very early on I developed the fiction writer’s useful habit of taking liberties. I think I would find it impossible to write an autobiography without invoking the traits I seem to deplore in the ones I’ve described—exaggeration, embroidery, reticence, invention, heroics, mythomania, compulsive revisionism, and all the rest that are so valuable to fiction.»

 

Ainda que os seus relatos de viagens seja na primeira pessoa, Paul Theroux é essencialmente um observador do que o rodeia. E pode ser que seja justamente esse olhar o mais distanciado possível que justifica que seja também um grande ficcionista. Reconhecido na ficção sobretudo pelo A Costa do Mosquito, Paul Theroux publicou recentemente A Dead Hand in Calcuta, romance que em breve a Quetzal disponibilizará para os leitores portugueses, numa tradução de Nuno Guerreiro Josué.

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Começa amanhã na RTP, pelas 23h30, o novo programa de entrevistas de José Rodrigues dos Santos. Rodrigues dos Santos terá dito ao Diário de Notícias que estas conversas nunca serão iguais mas que vão incidir sobre uma série de temas comuns, como o universo literário dos autores, a forma como vêm a literatura, o modo como encaram a vida e uma pergunta recorrente: "O que é para si um bom romance?".

 

Entre os dezassete autores com quem o jornalista fala está Paul Theroux, que esteve em Portugal em Abril, por ocasião da publicação de O Velho Expresso da Patagónia e também do encontro Literatura em Viagem, em Matosinhos. 

 

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O que temos aqui são histórias de gente em diferentes geografias, numa escrita sedutora que aguenta sem esforço as cerca de 500 páginas do volume. O ritmo é o certo, veloz. Outras vezes abranda, porque os comboios não andam sempre à mesma velocidade e os deslizes acontecem.

 

No Outlook, do Semanário Económico de Sábado, Isabel Lucas dedica uma página inteira a O Velho Expresso da Patagónia, ilustrado com uma imagem do autor a manobrar uma canoa.

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aqui falámos deste livro, O Velho Expresso da Patagónia, de Paul Theroux, mas hoje há mais novidades.

 

A partir de hoje fica disponível para download o primeiro capítulo deste livro que descreve uma road trip, real e literária.

 

Abra o apetite para o livro completo, fazendo o download grátis do primeiro capítulo, em PDF.

 

Faça o download aqui.

 

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Há quem diga que um livro de viagens é uma espécie de romance, que contém elementos de ficção, que sai da imaginação e que é uma estranha criatura: uma metade, o pequeno animal prosaico da não-ficção, e a outra, o fabuloso monstro da ficção, e ali fica, desafiando-nos a que se lhe dê um nome. Existem, sem dúvida, livros que se encaixam nesta descrição, caminhadas e viagens feitas por escritores em épicos e odisseias. Quer escrever um romance, mas não tem nem tema, nem personagens, nem paisagem? Então faz-se uma viagem - um par de meses, não muito dispendiosa, não muito perigosa - e escreve-se, narrado tudo de forma suficientementemente angustiante e sardónica, dramatizando-se a si próprio, porque o escritor é o herói desta... quê? Busca, talvez, mas cheia de liberdades.

Esta não é de todo a minha preocupação. E quando leio livros assim e dou pela falsificação, pela invenção, pelos ornamentos, sinto-me obrigado a parar de ler. A autodramatização é inevitável em qualquer livro de viagens: a maioria dos viajantes, por mais sombrios ou pouco imaginativos que sejam, vêem-se a si próprios como aventureiros solitários um tanto heróicos. Mas o estranho é que os verdadeiros heróis de viagens raramente escrevem sobre elas.

 

Em O Velho Expresso da Patagónia, para conferir aqui.

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Questionário conduzido por Ricardo Duarte, publicado no Jornal de Letras.

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Questionário conduzido por Ricardo Duarte, publicado no Jornal de Letras.

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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