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Parece que depois de usar os nossos pins, Patti Smith tem na estante a nossa edição de Apenas Miúdos, confessou ao Blitz. Aqui no escritório até corámos, como adolescentes.

 

 

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"A cantora norte-americana Patti Smith vai colaborar com o argumentista John Logan para adaptar ao cinema o seu livro de memórias «Apenas Miúdos», sobre a sua amizade com o fotógrafo Robert Mapplethorpe, anunciou hoje o blog especializado Deadline.

 

O livro «Apenas Miúdos» – publicado este ano em Portugal pela Quetzal – valeu em 2010 a Patti Smith o National Book Award, o prémio nacional de literatura dos Estados Unidos, na categoria de não-ficção."

 

Ler a notícia completa aqui.

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180

26.07.11

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Música e Letra

04.07.11

Entrevista de Patti Smith ao Expresso:

 

"A música e a literatura são um refúgio?

 

Não. São o meu trabalho. A escrita, então, tem sido o meu dia a dia desde a adolescência. Faz parte daquilo que sou. Não é uma terapia ou qualquer coisa do género. Gosto de trabalhar e tenho uma grande imaginação. Trabalho todos os dias, e a minha matéria de trabalho é a música e a escrita."

 

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Apenas Miúdos

17.06.11

"Patti faz-nos chegar tão perto de Mapplethorpe que nunca mais veremos os seus retratos do mesmo modo (...)"

 

Eduardo Pitta escreveu sobre Apenas Miúdos na edição desta semana da revista Sábado.

 

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""Apenas Miúdos" não é sequer uma biografia. É uma história. A promessa de Patti a Robert Mapplethorpe, no leito de morte deste, de que havia de contar os dias em que os dois funcionavam como um. A história de um encontro de dois jovens à deriva, num compromisso com a arte, dispostos a dormir na rua, a partilhar jantares de pacotes de biscoitos mais leite e café, que se bastavam a si mesmos - tudo isto contado pela cantora e poeta como que por via de uma sublime suspensão da realidade, que parece empurrar o seu relato para terras da ficção. A candura e a honestidade com que se alinham as palavras que a unem ao fotógrafo, pintor, amante, amigo, "muso" e cúmplice Robert Mapplethorpe impedem a queda no drama fácil e na pieguice. "Apenas Miúdos" é tocante precisamente por isso - porque, de alguma forma, não procura sê-lo. Como confidenciou em entrevista por alturas da atribuição, em Novembro de 2010, do National Book Award na categoria de não-ficção, o seu desejo foi "escrever a verdade, mas contá-la como uma história, como um conto de fadas moderno"."

 

A crítica de Gonçalo Frota no ípsilon da passada sexta-feira. Apenas Miúdos, de Patti Smith, chega às livrarias a 17 de Junho

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2010 National Book Awards Presentation of the Nonfiction Award from National Book Foundation on Vimeo.

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"Preâmbulo

 

Eu estava a dormir quando ele morreu. Tinha telefonado para o hospital, para lhe dizer mais uma vez boa noite, mas ele estava inconsciente, devido às doses de morfina. Ouvi a respiração esforçada dele pelo telefone. Fiquei em pé junto da secretária com o auscultador na mão, sabendo que jamais tornaria a ouvi-lo.

Mais tarde arrumei serenamente as minhas coisas, o meu caderno e a caneta de tinta permanente. O tinteiro azul-cobalto que fora dele. A minha chávena persa, o meu coração púrpura, um tabuleiro com dentinhos de leite. Subi vagarosamente as escadas, contando os degraus, catorze ao todo, um após o outro. Aconcheguei o cobertor ao bebé que estava no berço, beijei o meu filho enquanto ele dormia, e a seguir deitei-me ao lado do meu marido e rezei as minhas orações. Ele ainda está vivo, lembro-me eu de ter murmurado. A seguir dormi.

Acordei cedo e quando ia a descer as escadas soube que ele morrera. Tudo estava em silêncio, menos o som do televisor que eu deixara aceso durante a noite. Fui atraída para o ecrã enquanto a Tosca declarava, com poder e pesar, a sua paixão pelo pintor Cavaradossi. Estava uma fria manhã de Março e vesti o meu camisolão.

Subi os estores e a claridade entrou no estúdio. Alisei a manta grossa que cobria o meu cadeirão e escolhi um livro de pintura de Odilon Redon. Abri-o na imagem de uma cabeça de mulher a flutuar num pequeno mar. Les yeux clos. Um universo ainda não assinalado contido por detrás das pálidas pálpebras. O telefone tocou e levantei-me para ir atendê-lo.

Era o Edward, o irmão mais novo do Robert. Contou que, tal como me prometera, tinha dado ao Robert um último beijo por mim. Fiquei imóvel por uns instantes, e depois, lentamente, como num sonho, regressei ao meu cadeirão. Nesse momento a Tosca iniciou a grande ária «Vissi d’arte». Vivi pelo amor, vivi pela Arte. Fechei os olhos, e entrelacei as mãos. A Providência discernira como seria a minha despedida."

 

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Assegura Francisco José Viegas que Patti Smith já recebeu em Nova Iorque os pins que a Quetzal pôs a circular quando lançou 2666 e O Terceiro Reich. Patti Smith, de quem já falámos neste blogue precisamente a propósito de Roberto Bolaño, no vídeo que se segue (amador) em mais uma entre tantas homenagens ao autor de 2666:

 

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Patti Smith escreveu para o autor chileno um poema-canção que estreará no domingo, durante o encerramento do festival Palabra e Música, em Gijón

A notícia é dada pelo El País, a quem Smith afirmou que 2666 é a primeira obra-prima do século XXI. Ler Bolaño foi para ela uma revelação: «pela sua ternura, pela sua poesia e pela sua filosofia».«Saber que [Bolaño] estava a morrer é fundamental para entender as reflexões dos seus livros. O seu enorme sentido da humanidade e, portanto, desumanidade tem a ver com essa iminência da morte.», acrescenta.

 

 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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