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Depois da entrevista de Pablo Ramos ao Sol, assinada pela jornalista Inês Bernardo, onde o autor de A Origem da Tristeza explica assim como escreve: «Quando escrevo não quero falar de uma verdade concreta, mas fazer um cerco de palavras e dizer: 'Aqui dentro vive uma verdade'. Eu não sei que forma tem, mas sei que é aí que mora e dou-a ao leitor porque a literatura só é completa quando é lida»,

Vítor Quelhas, no Actual do Expresso, dá cinco estrelas ao livro. «Não deve surpreender», escreve Quelhas, «que toda a sua escrita, crua mas temperada com muito humor e ironia, em que se escutam ecos de Raymond Carver, seja cirúrgica, contundente e esteja marcada pela veracidade, pela exigência vivida na carne e pela viagem por regiões obscuras, percurso que, não sendo necessariamente confortável para o leitor, fascina e arrebata».

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No blogue Persona Remistakes, onde já se tinha deixado arrefecer um chá à conta das páginas de O Terceiro Reich, descobrem-se agora os fios que ligam os livros destes dois autores.

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Na verdade, a pergunta mais adequada seria como me fiz homem. Lutei, vivi na rua, estive preso, trabalhei em dezenas de ofícios. Sei cozinhar, limpar, sou carpinteiro, ferreiro, condutor de camiões, consegui vender desde diários a apartamentos e cheguei a dirigir um bordel. Mas nada disso me fez homem. No segundo romance sobre Gabriel, La ley de la ferocidad, o segundo de uma trilogia, ele diz: o homem que vive não é o homem que escreve, mas começará a transformar-se nele quando acabar de escrever, devido ao facto de escrever. Eu sou o homem que escreve. Nesse romance, que me catapultou na Argentina e na América Latina, sobre o qual tanto fala a minha querida Laura Restrepo, cheguei à essência de Gabriel e através dele também à minha essência. Sempre fui o homem que escreve. Só que ainda não o sabia.   

 

Pablo Ramos, autor de A Origem da Tristeza, em entrevista ao Jornal de Letras, hoje. Pablo Ramos estará em Portugal para participar no XI Encontro Correntes D'Escritas, organizado pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

 

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Gabriel está a deixar de ser criança. Cresce no seu bairro, El Viaducto, entre Villa Mariel, as linhas ferroviárias Roca e a ribeira do Sarandí. Gabriel tem um amigo adulto que dorme no cemitério. Aprende imensas coisas com ele e com os túmulos. No bairro de Gabriel, a água pútrida do Sarandí incendeia-se. Brinca com um bando de miúdos, embora brincar, quando se vive em El Viaducto, também signifique brincar com a morte.

 

Um país está prestes a deixar de existir. A década de oitenta arrancou e a infância vai ficando para trás entre garrafões de vinho, colectas para sexo pago, amizades validadas pelo perigo e pelo medo. Há morte e há perda no fim da infância. Contudo, o que nunca se perde é o desejo, e A Origem da Tristeza não renuncia à alegria.

 

Neste romance, que tem muito de autobiografia, Pablo Ramos exibe os seus extraordinários dotes de narrador através de uma escrita luminosa e precisa de ritmo apaixonante, que sabe que o humor é mais poderoso que a autocompaixão e que a vida, se a deixarmos vibrar, abre caminhos mesmo onde estes não se vislumbram.

 

A Origem da Tristeza, de Pablo Ramos | série américas.

Tradução de Margarida Amado Acosta.

 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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