«Quem chama os fluídos fisiológicos de “fluídos fisiológicos” não ama. Porra.
Reinaldo Moraes
Esta afirmação diz muito, desde logo, sobre “O Cheirinho do Amor” (Quetzal, 2015), recentemente editado em Portugal. Reinaldo Moraes, nascido em 1950, não teve educação sexual institucional na escola nem em casa, como hoje se pretende que exista, educação essa tomada por um discurso técnico-científico ou delicado e doce; caso contrário não teria escrito as crónicas neste livro reunidas, nem gostaria tanto do tema do sexo, nem do sexo, sendo tema ou não. O autor esclarece: «não estou ensinando sexo pra ninguém». Nem é preciso. Nada do que é sexual lhe é estranho e, quando não é sexual, ele arranja maneira de que se torne.
Para quem precisa de rir e não tem bons motivos para isso, a prescrição é a leitura deste livro. No verão mais se agradece um livro assim, fresco sobre questões quentes, descontraído e tão divertido que as gargalhadas cortam a leitura a todo o momento.»
Crítica ao livro de Reinaldo Moraes no site Deus Me Livro.

