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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

«Irma Voth, da escritora canadiana Miriam Toews, é um livro sobre o choque de civilizações num pequeno microcosmos: o encontro entre um horizonte artificialmente condicionado e as forças que o rasgam. O rígido quotidiano de uma comunidade menonita no Norte do México é agitado por uma equipa de filmagens que, ironicamente, pretende passar para o ecrã, da forma mais fiel possível, o estilo de vida de uma comunidade agrícola estancada no tempo, tendo a palavra de Deus como única inspiração e armadura.» (4 estrelas)

 

António Rodrigues, Ípsilon

 

 

 

 

«Irma Voth, da escritora canadiana Miriam Toews, é um livro sobre o choque de civilizações num pequeno microcosmos: o encontro entre um horizonte artificialmente condicionado e as forças que o rasgam. O rígido quotidiano de uma comunidade menonita no Norte do México é agitado por uma equipa de filmagens que, ironicamente, pretende passar para o ecrã, da forma mais fiel possível, o estilo de vida de uma comunidade agrícola estancada no tempo, tendo a palavra de Deus como única inspiração e armadura.»

 

António Rodrigues, Ípsilon

 

No Ípsilon, entrevista de Miriam Toews, autora de Irma Voth:

 

E de si, quanto há de si neste livro?

 

Como sempre, há bastante de mim na personagem principal. A busca desafiadora pela liberdade de Irma, combinada com a culpa e o desejo de agir correctamente é um conflito interior que me é muito familiar. Ao mesmo tempo, também me revejo em Aggie, a sua irmã mais nova.

 

Apesar de focado numa pequena comunidade religiosa no México, este é um livro sobre uma ideia mais universal: o crescimento e a entrada na idade adulta.

 

Sem dúvida. É a história de uma jovem mulher que começa paulatinamente a descobrir-se a si própria e a compreender aquilo de que precisa para viver, para se sentir viva e crescer.

 

 

"A escrita de Miriam Toews é de uma grande elegância, conciliando um humor refinado com fortes vagas de melancolia, desespero e saudade. A vida de Irma Voth é a saga de uma (quase) adolescente, obrigada a tornar-se adulta por vontade própria mas, também, por uma religião habitada pela intolerância. Nesta travessia, ao mesmo tempo que se fecha uma porta onde se deixa trancada a culpa, na incerteza de se esta conseguirá alguma vez voltar a brincar lá fora, abrem-se as portadas de uma janela com vista para a esperança. O futuro pode então começar."

 

Pedro Silva, Rua de Baixo

 

«Jorge disse que não ia voltar, enquanto eu não aprendesse a ser uma esposa melhor. Disse-me que não se importava que lhe tocasse com o meu braço, a minha perna ou o meu pé, se estiver limpo, quando estamos a dormir, mas não envolvê-lo como uma segunda pele. Perguntei-lhe como é que isso podia ser, se eu já raramente o via e ele disse-me: ainda bem para ti. Disse que as pessoas mentem sempre sobre as razões por que se vão embora e que importância é que isso tem? Bloqueei-lhe a saída para ele não se ir embora e implorei-lhe que não fosse. Ele pôs-me as mãos nos ombros e depois esfregou-me os braços como se quisesse aquecer-me e eu pus as mãos na sua cintura. Perguntei-lhe como é que esperava que eu desenvolvesse competências como esposa, se não tinha um marido com quem praticar e ele respondeu que esse era o tipo de pergunta que contribuía para a minha solidão. Perguntei-lhe porque é que estava a tentar tapar-me os olhos com respostas que apenas tentavam classificar as minhas perguntas e também porque é que ele andava a agir de uma forma tão estranha ultimamente, de onde vinha o seu problema com a forma como eu dormia com a minha perna sobre a dele, porque é que ele insistia em partir, porque é que estava a esforçar-se tanto para ser duro em vez de ser apenas o Jorge. Então, puxou-me para si pediu-me, por favor, que me calasse, que parasse de tremer, que deixasse de bloquear a porta, que deixasse de chorar e deixasse de amá-lo.»

 

 

 

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