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Mark Blyth, autor de Austeridade - A História de Uma Ideia Perigosa, que a Quetzal publicou em 2013, pensa que não. Artigo publicado na Foreign Affairs.

 

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Mais Austeridade

03.04.14

Austeridade - A História de Uma Ideia Perigosa, de Mark Blyth, já está em 2ª edição. O autor foi um dos 74 economistas estrangeiros a subscrever o manifesto pela reestruturação da dívida pública nacional.

 

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Mark Blyth, autor de Austeridade – A História de uma Ideia Perigosa, participa numa conferência organizada pelo CIDEFF (Centro de Investigação de Direito Europeu, Económico, Financeiro e Fiscal), que terá lugar no dia 29 de novembro, às 9h30, no auditório da Faculdade de Direito de Lisboa. Com o tema «A Austeridade Cura? A Austeridade Mata?», a conferência conta ainda com a participação de figuras da área da economia como Teodora Cardoso, João César das Neves e Francisco Louçã.

 

O escocês Mark Blyth, professor de Economia Política no departamento de Ciência Política da Universidade de Brown, em Providence, Estados Unidos, referiu, em declarações por altura da publicação do livro em Portugal, que o facto de a austeridade «pura e simplesmente não funcionar» é a primeira razão pela qual a austeridade «é uma ideia perigosa».

 

 

Mark Blyth nasceu em Dundee, na Escócia, em 1967. Foi professor da Universidade Johns Hopkins entre 1997 e 2009, tendo terminado o doutoramento em Ciência Política na Universidade de Columbia em 1999. É autor de vários livros e atualmente professor catedrático de Economia Política Internacional, no departamento de Ciência Política da Universidade de Brown.

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«Hoje em dia, tanto na Europa como nos Estados Unidos defendem-se políticas de austeridade duras e radicais a fim de salvar a economia, como se os culpados fossem os contribuintes. E para a solução da crise financeira implementam-se políticas draconianas de corte na despesa pública como uma espécie de castigo sobre os cidadãos, acusados de terem vivido acima das suas possibilidades - e que agora terão de «apertar o cinto».

 

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«Foi assim que chegámos (tendo como base estudos dos italianos Alesina e Ardagna) à conclusão que a austeridade não afectaria o crescimento. A ortodoxia tomou conta da zona euro e, exceptuando o caso da Grécia (onde as contas estavam comple...tamente deturpadas e o sistema fiscal não funciona minimamente), a austeridade continua, asfixiando as economias dos países que só com um perdão de parte da dívida conseguirão alguma vez pagá-la. A austeridade continua a ser um farol para a União Europeia, mas cada vez mais parece ser um poço sem fundo, como demonstra Mark Blyth neste livro fundamental.»

Fernando Sobral, Jornal de Negócios
 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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