Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Terapia

06.07.11

“Assim surgiu o Transa Atlântica, que já chegou à segunda edição. Há um post no seu blogue no qual afirma que o livro a salvou. Foi terapêutico?

 

Foi. Eu escrevo para entender o meu mundo. É uma escrita muito autobiográfica. Enquanto se está a escrever, está-se a tentar entender. Foi dessa forma que consegui compreender aquilo por que tinha passado. Uma mulher de 40 anos já passou por muito…”

 

Entrevista de Mónica Marques na edição deste mês da revista Elle.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

A 2ª edição de Transa Atlântica, de Mónica Marques, chega às livrarias em Maio e a capa traz muito Verão com ela.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

«Aos oito anos tive uma tartaruga chamada Platão que ia comigo para todo o lado, nas férias que fiz com o meu tio Leopoldo, no Estoril, antes de descermos até Montemor para ir ver as touradas que ele adorava e, por isso, passou quinze dias maravilhosos aqui na casa de banho de um quarto do Hotel Palácio, dentro do bidé cheio de água.»

As senhoras da limpeza entravam e perguntavam: «Então como vai o Platão hoje, menino João?»

 

De Para Interromper o Amor, de Mónica Marques, apresentado hoje, Bertrand do Chiado por Pedro Mexia, às 18h30.

 

Na fotografia, Platão, a tartaruga-tigre-de-água com mais milhas acumuladas e assídua frequentadora de quartos de hotel.

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Estou a lembrar-me disto e voltam os vómitos e dói-me o estomâgo. Deve ser isto que os críticos chamam escrita visceral, roupa suja, remorsos, perdões mal perdoados, carros mal estacionados diante de restaurantes caros, memórias que não deviam voltar, vergonhas confessadas de passagem, lembranças que regressam acompanhadas de mesquinhez e dor física. Eu estava imune à dor física. Só podia estar imune à dor física para aguentar o impacto daquele reencontro. Mas a verdade é que se eu entendesse alguma coisa do que o que os críticos dizem nunca teria escrito um livro.»

 

De Para Interromper o Amor, de Mónica Marques, apresentado hoje na Bertrand do Chiado, às 18h30, por Pedro Mexia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Uma mulher, outra mulher - e um homem. Duas mulheres que se amam e se emvolvem numa história de sexo, amizade e interditos. E uma delas que recorda, entre Portugal e o Brasil, a história desse romance e o encantamento enamorado entre mulheres que atravessam essa espécie de terra de ninguém, que é «a entrada na idade madura». Uma é filha de um português que procurou exílio no Brasil depois de 1974; a outra, filha de um dirigente comunista - mas a paixão que as une é comovente e devastadora, cheia de segredos, drogas, rock'n'roll, livros, Lisboa e Rio de Janeiro, e de um perfume de beleza que raramente tem lugar na nossa literatura.

Para Interromper o Amor, de Mónica Marques

série língua comum

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

O novo romance de Mónica Marques é apresentado amanhã na Bertrand do Chiado. Pedro Mexia falará sobre o livro em que aparece um personagem chamado Pedro Mexia. No fim, há sushi, caipirinhas e mini-quindins. Os leitores estão todos convidados.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Writting Mirror

14.06.10

Mónica Marques e Afonso Cruz aceitaram a proposta do Festival Silêncio!: escolher um par de texto e imagem e apresentá-lo em 15 minutos. Isto no MusicBox, no dia 24 de Junho, a partir das 0h15. A estes autores da Quetzal, juntam-se JacintoLucas Pires e Fernando Ribeiro.

 

Diz-se no programa: «É difícil prever o que farão os quatro, tão díspares. Sabes o que cada um entende por ilustração faz parte do jogo: quantos verão no espelho da escrita um negativo da imagem, que negativo, quantas sublevações literárias estão e curso quanta prole quantas rasteiras, quantas explosões? Dificilmente será uma caravana. E apostamos, sem estorvo, em quatro aparições. Ainda assim, não vamos tão longe que antecipemos  o número de cotovias que podem abrir o Atlântico ao antídoto de uma diáspora blasée, ou quantras transas conduzem as carnes divinas ao pecado.»

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Então, e felizmente, chegou o Carnaval para pôr fim à seca sexual a que o meu casamento estava submetido. Foi quando Aninha, de Brasília, actriz, bonitinha, vintes e tais, leitora de Bukowski, levemente alcoolizada, se sentou à nossa mesa no Jobi e a questão se resolveu por si, já que ela se convidou para a nossa cama naquela madrugada de domingo de Carnaval. Tudo se resume ao tempo e, neste caso, também à distância. O tempo e a distância juntos trabalham bem. Fosse outro o tempo e o convite da lolita nunca seria aceite. Estivéssemos acima da linha do Equador (ah, o céu de Lisboa), o convite não seria feito. Não existe pecado do lado de baixo do Equador, muito menos se o número de chopes que o garçom anotava nas bases dos copos chegava aos vinte e oito. E se Aninha não era nenhuma beleza, era daquela cidade saída da cabeça do Niemeyer e tinha as curvas extraterrestres do mestre, e estava no Rio, em casa de amigos — que nunca chegaríamos a conhecer —, tomando todas no Carnaval Carioca. Aninha tinha uma tatuagem, calçava umas botas de cano baixo e vestia uns trapinhos pretos. Pareceu-nos sexy.»

 

 

Excerto de Transa Atlântica, de Mónica Marques. Mónica Marques publicará um novo livro ainda este ano.

Autoria e outros dados (tags, etc)


«(..) [Francisco José] Viegas guarda ainda espaço para Mónica Marques e a sua Transa Atlântica, com uma cena de ménage à trois que é de uma elegância festiva, feliz e deliciosa. Eduarto Pitta vai ainda mais longe no elogio. Para o crítico, a melhor cena de conteúdo sexual da literatura de lingua portuguesa é... "Todas as de 'Transa Atlântica'. Overdose absoluta, sem metáfora.»

 

No Ípsilon de hoje, um trabalho de Luis Francisco com ilustrações de Nuno Saraiva.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

A revista Time Out elegeu a autora de Transa Atlântica como uma das pessoas com quem gostaria de se sentar à mesa no próximo ano. O ano em que Mónica Marques publicará o seu segundo romance - na Quetzal, claro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Quem ama como deve ser, sabe que o amor é bom quando é uma perdição, quando o amor é uma gula e um desejo e uma luxúria e preguiça e vaidade e é também mais coisas que as palavras não dizem, mas que devem estar todas naquela representação do Bosch dos Sete Pecados Capitais.»

 

A crónica de Mónica Marques no Nós (suplemento do i) dedicado aos ciumentos já está online.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

«(...) saibam que para mim um texto só está bom se, depois de impresso e nas bancas, eu tiver alguma vergonha do atrevimento que tive.»

 

Mónica Marques, autora de Transa Atlântica, assina uma crónica no Nós, a revista do i, este fim-de-semana sobre o atrevimento dos portugueses. A crónica pode ser lida na íntegra aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Já estão disponíveis no site da TSF, a edição de ontem do Pessoal... e Transmissível, uma conversa de Carlos Vaz Marques com Mónica Marques e o Lido e Relido, de João Paulo Baltazar, onde Helena Vasconcelos é convidada e fala, entre muitos outros títulos, dos intemporais contos de Edgar Allan Poe.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Amanhã, na TSF

27.04.09

Já se sente carioca mas diz que uma mulher portuguesa, no Brasil, não pode nunca – em caso algum - cair na tentação de ensaiar sequer um passo de samba. Mónica Marques, a autora do romance Transa Atlântica, é a convidada para a conversa ao fim da tarde com Carlos Vaz Marques.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sem culpa

13.04.09

O livro navega em capítulos curtos, uns de pouco mais de uma frase, outros mais extensos, num jogo de palavras, emoções e afectos que se descobrem sem culpa a sul do Equador.

 
Miguel Marujo, sobre Transa Atlântica, num perfil de Mónica Marques publicado na revista do 24 Horas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Visão Estilo e Design, que chega hoje às bancas, oferece um conto inédito de Mónica Marques, a autora de Transa Atlântica.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Desconexo no seu entrecruzado de anotações, pensamentos, memórias, reflexões, apontamentos diversos, desconcertante e declaradamente nas tintas para o politicamente correcto, «Transa Atlântica» sabe a ‘transa literária’, a um flirt com a escrita que equivale a uma chapada no convencionalismo literário, também um atestado contra a normalidade.

 

Pedro Teixeira Neves escreve sobre Transa Atlântica, de Mónica Marques, no PnetLiteratura. E já está disponível online o texto publicado no DN Gente de sábado sobre esta carioca alfacinha.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Mónica Marques esteve em Lisboa e falou à rádio. Esteve na Prova Oral, da Antena 3 e no programa de Jorge Afonso, na Antena 1. Além destes directos, gravou duas mais entrevistas a passar na TSF e Antena 2 (avisaremos antes de irem para o ar) e conversou com o DN Gente. O ponto comum a todas as entrevistas: a vida desta portuguesa no Rio. 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Toda a semana quis ser Pepe. Acontece mesmo que antes desta semana eu já queria ser Pepe só que não sabia, porque nunca tinha lido Manuel Vázquez Montalbán, o escritor que morreu em 2003 no aeroporto de Bangkok. de um ataque cardíaco fulminante. Podem dizer-me que essa informação de nada acrescenta à literatura, mas é claro que sim. Quando me apaixono por um autor, quero saber tudo e sou acometida por duas síndromes: A de Zuckerman, isto é, tenho enorme dificuldade em distinguir o autor do narrador do livro, não me venham cá com coisas, porque é óbvio que os dois são um só. E a maravilhosa síndrome de Bulhão Pato, muito bem descrita por Rubem Fonseca no «Diário de um Fescenino»,  e que consiste na certeza do leitor (possivelmente ele referia-se a leitores básicos e egóticos, como eu) de que o autor se inspirou neles para escrever cenas ou inventar personagens.  Ora,  sendo eu dada a este tipo de maluquices pode depreender-se que na literatura como na vida, quando me apaixono é para valer. Na literatura passo anos entretida com o mesmo autor, sublinhando e dobrando os cantos dos livros jamais lendo outro, coisa que consideraria como tremenda traição. Na vida, pois na vida, não vamos por aí.


Isto para dizer que se me fosse possível o privilégio de mudar de sexo, passar a ser um homem, queria ser o personagem inventado por Manuel Vázquez Montalbán: Pepe Carvalho.  Ou, como lhe chama Yes, em longos e magníficos faxes sem resposta (e ela pode, porque é o amor triste do detective): Urso das Cavernas«O Homem da Minha Vida», é este o título soberbo do livro que acabo de ler.


Percebe-se o amor de Yes porque Pepe  é um daqueles homens inevitáveis por quem se é capaz de deixar tudo. Ou começar a falar menos. Um detetive que adora pratos sofisticados e falar deles e cozinhá-los, um meticuloso na escolha dos restaurantes que frequenta. Um ser que sabe tão bem o que é a tristeza do amor que quando o vê lhe foge, e não se pode querer mais sedução que isto;  agarrado a um imaginário livro de instruções que o impede de outras loucuras que não o amor céptico - se é que isso é possível - por Barcelona ou por putas.


Adorei. Pode dizer-se que um detective acabou comigo esta semana. Deve ser porque adoro homens tristes e calados. Lá está, Manuel Vázquez Montalbán deve ter sido um homem fantástico.

Mónica Marques é a primeira autora da Quetzal a deixar aqui no blogue uma sugestão de leitura.

Autoria e outros dados (tags, etc)


QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Sites e blogues de autores

  •  
  • Sobre livros

  •  
  • Editoras do Grupo BertrandCírculo

  •  
  • Comprar livros online

  •  
  • Festivais Literários

  •  
  • Sobre livros (imprensa portuguesa)

  •  
  • Sobre livros (internacional)

  •  
  •  

  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D