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Livros, rosas

23.04.15

«Um livro é uma coisa entre as coisas, um volume perdido entre os volumes que povoam o indiferente Universo, até que encontra o seu leitor, o homem destinado aos seus símbolos. Acontece então a emoção singular chamada beleza, esse mistério belo que nem a psicologia nem a retórica decifram. 'A rosa é sem porquê', disse Angelus Silesius; séculos depois Whistler declararia 'A arte acontece'.
Oxalá sejas o leitor que este livro aguardava.»


(Do prólogo ao livro 'Biblioteca Pessoal', de Jorge Luis Borges.)

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No Buraco

24.11.10

 

 

 

Existe uma mitologia respeito das histórias de estrada e das bandas de rock'n'roll. Ninguém melhor do que Tony Bellotto para escrever uma das mais extraordinárias, divertidas, consoladoras e absurdas memórias do mundo do rock e dos seus cenários em torno da vida de um ex-guitarrista que recorda espectáculos, amores, muitos episódios de muito sexo, drogas e álcool - garantindo que tudo isso acontece «mais ou menos». E, além disso, histórias de homicídio, de melancolia (com a sua namorada Lien, filha de emigrantes coreanos) e de perdição em redor da música e da literatura (Lou Reed e Naboko, Oscar Wilde e Jimi Hendrix, William Blake e Frank Zappa, Balzac e The Clash, etc.) Ninguém consegue livrar-se da galeria que passa pelas páginas deste romance, evocando Jim Morrison, Exile on Main Street, Led Zeppelin, Are You Experienced?, Appetite for Destruction, Black Sabbath, Sex Pistols, Kurt Cubain, Keith Richards,ou Chuck Berry, enquanto a sua vida fica povoada de mulheres ninfomaníacas e de casos para resolver. «Eu vou ser o Joseph Conrad do rock!», diz ele a certa altura. Conseguiu. É uma viagem ao coração das trevas.

 

No Buraco, de Tony Bellotto | série língua comum

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Depois das longas horas de pesquisa na internet e hemeroteca para encontrar as frases mais 30  Anos de Mau Futebol, João Pombeiro dedicou-se a coleccionar listas. A lista dos 15 vinhos com notas entre o pão torrado e o tijolo molhado, a lista dos 7 livros para deixar a bebida sem recorrer aos alcoólicos anónimos, a lista dos 25 lugares portugueses com nomes danados para o pecado, e muitas outras. Um livro com os altos contributos de Filipe Nunes Vicente, João Miguel Tavares,  João Tordo, Jorge Reis-Sá, José Rentes de Carvalho, Onésimo Teotónio de Almeida, Paulo Moreiras, Pedro Marques Lopes, Pedro Vieira e Salvato Telles de Menezes.

 

O Livro das Listas, de João Pombeiro | série textos breves.

 

Nas livrarias a 22 de Outubro.

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A Literatura Nazi nas Américas é uma enciclopédia ficcional composta de pequenas biografias de autores pan-americanos imaginários. Estes personagens literários são retratados no interior de uma galeria de medíocres alienados, homens solitários e abandonados pela História, nascisistas, leitores e autores talentosos, criminosos, mas também snobes com sonhos de grandeza e capazes de gestos que os distinguem da banalidade do mal. E, a verdade, ainda que inventados, estes escritores são personagens de histórias, essas sim reais, de grandes nomes da literatura das Américas.

 

Um livro que antecipa, na época, o enorme talento do autor de 2666.

 

A Literatura Nazi nas Américas, de Roberto Bolaño | tradução de Cristina Rodriguez e Artur Guerra

série américas | Roberto Bolaño.

 


Nas Livrarias a 22 de Outubro.

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Tem medo de morrer durante o sono esmagado pela sua biblioteca? A acumulação de livros coloca a existência da sua família em risco? Arruma os livros por tema, língua, autor, data de edição, ou formato, ou segundo um critério que só você conhece? Poderemos pôr lado a lado na estante dois autores irremediavelmente desavindos? São muitas as questões que envolvem esta espécie em vias de extinção: os bibliófilos que além, da paixão pela posse de livros, tâm a obsessão pela leitura.

 

As bibliotecas são seres vivos à imagem da nossa complexidade interior, e compõem um labirinto do qual poderemos não conseguir sair. Na verdade, os milhares de páginas que ocupam as nossas estantes estão povoadas de fantasmas que, uma vez encontrados, nunca nos largarão.

 

Um livro para quem gosta de livros. Para bibliotecários. Para livreiros. Leitores fanáticos que perseguem livros quando são perseguidos pela fome de ler. Para devoradores de livros que nunca desistem. Para todos os que acham que os fantasmas se escondem nas bibliotecas.

 

Bibliotecas Cheias de Fantasmas, de Jacques Bonnet | tradução de José Mário Silva

série textos breves

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Uma mulher, outra mulher - e um homem. Duas mulheres que se amam e se emvolvem numa história de sexo, amizade e interditos. E uma delas que recorda, entre Portugal e o Brasil, a história desse romance e o encantamento enamorado entre mulheres que atravessam essa espécie de terra de ninguém, que é «a entrada na idade madura». Uma é filha de um português que procurou exílio no Brasil depois de 1974; a outra, filha de um dirigente comunista - mas a paixão que as une é comovente e devastadora, cheia de segredos, drogas, rock'n'roll, livros, Lisboa e Rio de Janeiro, e de um perfume de beleza que raramente tem lugar na nossa literatura.

Para Interromper o Amor, de Mónica Marques

série língua comum

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Considerado o grande romance de Richard Yates, a par de Revolutionary Road, O Desfile da Primavera conta a história de duas irmãs, Sarah e Emily Grimes. Conhecêmo-las quando ainda são pequenas, com os pais recém-divorciados. E ao longo de quarenta anos, acompanhamos os caminhos que as tornam mulheres muito diferentes, embora  ambas tentando lidar com um mesmo passado difícil. Sarah, a estável, a determinada, vai para Long Island,  vive um casamento infeliz, e acaba por sucumbir ao seu desespero silencioso; Emily, a precoce, a independente, fica em Nova Iorque, percorre vários empregos sem interesse, dorme com vários homens, perde a carreira e perde-se no álcool.

 

Neste sombrio e magistral romance, e com mestria que caracteriza toda a sua obra, Richard Yates reforça a ideia de que não existe aquilo a que se chama uma vida normal.

 

 

«Extraordinariamente bom… Escrito com a força e a simplicidade da verdade absoluta.»

The San Francisco Sunday Examiner & Chronicle

 

«Um romance elegante, comovente, silenciosamente pungente.»

The Washington Post

 

«O efeito é simultaneamente doce e cruel, devastador e brutal.»

The Boston Book Review

 

«Cada palavra trabalha no silêncio, para inspirar a ilusão de que as coisas estão a acontecer por si só. Uma conquista literária.»

 

O Desfile de Primavera - The Easter Parade, de Richard Yates

serpente emplumada | Richard Yates

 

Tradução de Nuno Guerreiro Josué.

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Curtas-metragens

06.06.10

 

 

Marta Rebelo seleccionou, de entre os filmes da sua vida, os trinta títulos mais marcantes, partindo do princípio de que «cada vida é um filme». Curta ou longa-metragem, drama ou comédia romântica, terror, pavor com muitos ou poucos actores e milhares de figurantes. Por vezes vive-se uma obra prima do ponto de vista do cinéfilo — mas um filme é tão mais importante quanto mais nos obrigar a reinventar a sua história, e até a modificá-la. Por isso, este não é um livro sobre cinema, mas sobre as vidas que o cinema nos obrigou a ser, a viver e a imaginar. Cada história de cada filme é uma vida que tomamos de empréstimo. Quem nunca imaginou ser um desses personagens de celulóide? Quem nunca imaginou que era o intérprete de uma história inventada pelo melhor dos realizadores?


Neste livro, Marta Rebelo reinventa as histórias de Citizen Kane, Casablanca, La Dolce Vitta, Janela Indiscreta, Há Lodo no Cais, Último Tango em Paris, O Leopardo, Era Uma Vez no Oeste, A Idade da Inocência, O Lugar do Morto, Pulp Fiction, Match Point, Million Dollar Baby ou Este País Não É para Velhos, entre outros – e obriga-nos a retomar o nosso lugar na cadeira do cinema para reviver uma nova história desses filmes, mais próxima de nós. E mais tentadora. Ou apenas comovente.

 

Curtas-metragens, de Marta Rebelo | textos breves

 

Já nas livrarias.

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Estamos no Verão de 1970 — um Verão longo e quente.

Num castelo em Itália, meia dúzia de jovens flutuam sobre um mar de mudança, apanhados na corrente da história da revolução sexual. As raparigas comportam-se como rapazes e os rapazes continuam a comportar-se como rapazes. E Keith Nearing — um estudante de literatura com vinte anos, às voltas com o romance inglês — luta para que o feminismo e o novo poder das mulheres reverta a seu favor.

A revolução sexual pode ter sido uma revolução de veludo, mas não aconteceu sem derramamento de sangue...

A Viúva Grávida é uma comédia de costumes, um pesadelo.

Um livro brilhante, assombroso e gloriosamente arriscado. É Martin Amis no melhor da sua audácia.

 

A Viúva Grávida, de Martin Amis | tradução de Jorge Pereirinha Pires.

série serpente emplumada | Martin Amis.

 

Nas livrarias a 9 de Abril.

 

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Depois de abandor o emprego e o casamento por motivos que guardam uma infeliz coincidência, Júnior pede abrigo ao pai. Sem dinheiro nem perspectivas, divide os dias entre o velho sofá da sala, o bar onde bebe com desocupados e as conversas com a jovem inquilina da casa, Bruna, que o pai espia por um furo no armário.

 

Num cenário típico de uma classe-média baixa, Júnior entrega-se a um quotidiano feito de objectivos pequenos e imediatos - a próxima refeição, a ida ao bar da esquina, o dinheiro do cigarro. Mas esta pasmaceira é interrompida quando pacotes misteriosos começam a chegar pelo correio. Lentamente, a realidade ganha contornos distorcidos e Júnior vai sendo arrastado para um mergulho na própria consciência - que revelará os seus limites e abismos. 


A Arte de Produzir Efeito Sem Causa, de Lourenço Mutarelli | série língua comum

 

Nas livrarias a 12 de Março.

 

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Uma série de "receitas" em belíssimos textos, traduzidos pelo poeta Pedro Tamen, para ajudar à cura dos "males de que padecem as mulheres, ou a identidade feminina", que vão da infelicidade à traição, à frigidez, ao receio de ficar velha, ao nervosismo, ao medo das sogras, ao mau hálito, etc., etc., através duma sabedoria que vem de trás e que conhece o "feminino" em profundidade. Isto apesar de o autor ser um homem. Mas que teve cinco irmãs, ou seis mães, como ele diz, e a quem dedica esta obra. Ele, Hector Abad Faciolince, apenas "gostava de ser (...) um bom boticário, um farmacêutico, o senhor das receitas que te perfumem (mulher triste) a fantasia." Experimente, para ver se resulta.


Receitas de Amor para Mulheres Tristes</a>, de Héctor Abad Faciolince | série américas

Tradução de Pedro Tamen

 

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Gabriel está a deixar de ser criança. Cresce no seu bairro, El Viaducto, entre Villa Mariel, as linhas ferroviárias Roca e a ribeira do Sarandí. Gabriel tem um amigo adulto que dorme no cemitério. Aprende imensas coisas com ele e com os túmulos. No bairro de Gabriel, a água pútrida do Sarandí incendeia-se. Brinca com um bando de miúdos, embora brincar, quando se vive em El Viaducto, também signifique brincar com a morte.

 

Um país está prestes a deixar de existir. A década de oitenta arrancou e a infância vai ficando para trás entre garrafões de vinho, colectas para sexo pago, amizades validadas pelo perigo e pelo medo. Há morte e há perda no fim da infância. Contudo, o que nunca se perde é o desejo, e A Origem da Tristeza não renuncia à alegria.

 

Neste romance, que tem muito de autobiografia, Pablo Ramos exibe os seus extraordinários dotes de narrador através de uma escrita luminosa e precisa de ritmo apaixonante, que sabe que o humor é mais poderoso que a autocompaixão e que a vida, se a deixarmos vibrar, abre caminhos mesmo onde estes não se vislumbram.

 

A Origem da Tristeza, de Pablo Ramos | série américas.

Tradução de Margarida Amado Acosta.

 

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O Que Sabemos do Amor (Begginers, na edição em inglês) é um extraordinário conjunto de histórias passadas no Midwest americano, cujas personagens são homens e mulheres que bebem, pescam e jogam às cartas para suavizar a solidão e a passagem do tempo. Destes dezassete contos, considerados obras-primas da ficção americana contemporânea, alguns foram adaptados ao cinema por Robert Altman no filme Short Cuts.

 

Esta é também a versão integral do livro que consagrou Carver, publicado com o título De Que Falamos Quando Falamos de Amor e que resultou de uma severa edição, que reduziu a cerca da metade o original inicialmente entregue pelo autor. Se nas suas obras posteriores Carver partiu do minimalismo adstringente de De Que Falamos Quando Falamos de Amor, não deixou porém de desenvolver a empatia expansiva e cheia de nuances que começara a emergir em O Que Sabemos do Amor. Eis, portanto, a escrita de Carver no seu estado mais puro.

 

O Que Sabemos do Amor - Begginers | serpente emplumada | Raymond Carver

Tradução de João Tordo.

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Ao assistir, à distância, a um funeral, um homem é assaltado por uma estranha sensação de déjà vu: já teria estado naquele mesmo cemitério, rodeado daquelas pessoas, a enterrar aquele mesmo homem? Enquanto tenta perceber como ali chegou, reconstitui os últimos dias da sua vida, recordado a descoberta de três mulheres viúvas de um só homem, numa cidade cheia de fantasmas e gritos de alerta. Todas as Viúvas de Lisboa é um romance sobre o acaso, a identidade e o confronto com a certeza da morte.

 

Todas as Viúvas de Lisboa, de Alexandre Borges | série língua comum

 

 

O livro será apresentado por Pedro Marques Lopes e Nuno Costa Santos, em Lisboa,

no Frágil, dia 10 de Dezembro, pelas 22h00. Depois, haverá música, festa.

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Crime

07.09.09

 

 

A história de Crime começa num voo para Miami. Nele viaja o detective escocês Ray Lennox acompanhado da noiva, Trudi. Enquanto Lennox tenta combater sucessivas vagas de pânico, ela lê, imperturbável, a Noiva Perfeita. Em busca de umas férias retemperadoras Flórida, vão também começar a preparar a festa do casamento, que se avizinha.


Lennox tem atrás de si uma cura de desintoxicação e o desfecho de uma investigação. Porém a imagem do pedófilo (entretanto capturado) e sobretudo da vítima, que não conseguira salvar, ensombram a sua existência.

 

A luminosidade e o calor impiedosos de Miami vão agravar o sofrimento do detective — um verdadeiro feixe de nervos e angústia — dilacerando-o ao ponto da ruptura com a namorada e da recaída na cocaína. Quando acorda da noite violenta que passou em casa das duas raparigas que conhecera no bar, vê-se a braços com uma tarefa surpreendente, mas talhada para si: resgatar uma criança de do poderoso ninho de pedofilia em que ele, Lennox, aterrara involuntariamente na véspera.
 

Crime, de Irvine Welsh | Serpente Emplumada | Irvine Welsh

tradução de Jorge Pereirinha Pires

 

A capa da edição portuguesa de Crime foi escolhida pelos leitores da Quetzal no Facebook.

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Palestina

18.06.09

 

Algures na Cisjordânia entre a Linha Verde e o «muro de segurança», uma patrulha israelita é atacada por um comando palestiniano. No confronto, um dos soldados é abatido, o outro feito prisioneiro pelo comando que depressa se põe em debandada... Ferido, em estado de choque,  o refém perde todas as referências, esquece como se chama. Para ele, é a passagem para o outro lado do espelho. Único sobrevivente, sem documentos, vestido à civil e de keffieh, o jovem militar é recolhido, tratado e depois adoptado por duas palestinianas. É nessa condição que Nessim descobre e experimenta os sofrimentos e tensões de uma Cisjordânia ocupada. Neste comovente romance, através da personagem de Falastìn, Hubert Haddad converte todo o horror do conflito numa alegoria trágica de grande beleza.

 

 

Palestina, de Hubert Haddad | série mediterrâneo

Tradução de Ana Cristina Leonardo

 

Amanhã nas livrarias.

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Ética a Nicómaco trata da felicidade como projecto essencial do ser humano. Das virtudes, da sensatez, do que se pode e do que se deve fazer. Trata da possibilidade de se existir de acordo com as escolhas que fazemos. De se ser autónomo, de viver com gosto. Trata da procura do prazer pelo prazer - e do prazer pela honra. Da justiça. Das formas de vida que levam à felicidade. Da procura do amor. É um livro fundamental para a cultura do ocidente.

 

Ética a Nicómaco, Aristóteles | tradução, introdução e notas de António de Castro Caeiro


ARISTÓTELES nasceu em 384 a.C. É um dos mais influentes filósofos da História do pensamento ocidental. Fundou várias disciplinas e influenciou muitas outras: Lógica, Epistemologia, Biologia, Física, Teoria da Literatura, Direito e Filosofia. Ao longo dos tempos, Aristóteles tem sido tratado em cada época como um contemporâneo que acabou de publicar os seus textos e cuja recensão é premente.

 

ANTÓNIO DE CASTRO CAEIRO é professor auxiliar, agregado em Filosofia Contemporânea, e ensina no Departamento de Filosofia da FCSH dsde 1990. É membro do Instituto Linguagem, Interpretação e Filosofia e as suas áreas de investigação são a filosofia antiga e contemporânea. Orientou seminários de tradução do grego, do alemão e do latim e traduziu para português além de Ética a Nicómaco e as Odes Políticas de Pindaro.

 

Amanhã nas livrarias.

 

Apresentado no dia 29 de Julho, na Livraria Bertrand do Chiado

pelo Professor Marcelo Rebelo de Sousa e o Padre Tolentino de Mendonça. 
 

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L. Ville

18.06.09

 

Só os anúncios publicitários transmitem a ideia de uma cidade feliz. E o detective Manuel da Rosa sabe disso. A sua rotina de viagens nocturnas pela cidade termina quando um comerciante de arte, Ernesto Ávila, aparece morto. À medida que o detective vai conhecendo melhor o misterioso passado do morto, um homem que não gostava de ser conhecido, recorda-se do tempo em que ele próprio tentava esquecer a sua identidade. E a pensar na sua relação com Ana Moreno. Tudo se complica com a chegada da fascinante e enigmática, Susana Wong. Ela pode ser a explicação de tudo. Até da razão porque é cada vez mais difícil saber onde está a verdade e onde está a mentira. 

 

L.Ville, de Fernando Sobral | língua comum

Amanhã nas livrarias.

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Contos

05.06.09

 

 

Vergílio Ferreira, escrevendo no Portugal de Salazar, descreve um país ancorado nos confins dos tempos e que permaneceu inalterado quase até aos nossos dias.Frases magníficas, num português sem rugas, mas que nos introduzem afinal num mundo primitivo, com as suas anacrónicas noções de honra e os seus insólitos rituais de inspiração bíblica. O Vergílio Ferreira-contista nada fica a dever ao Vergílio Ferreira-romancista: em qualquer dos casos é sempre um vulto maior das nossas letras.

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Vasco Graça Moura conta-nos o naufrágio financeiro de um empresário, nas vésperas do 25 de Abril de 1974. Os nomes das personagens da família do protagonista, Manuel de Sousa Sepúlveda, coincidem com os nomes da família do infeliz navegador do século XVI, narrado na História Trágico-Marítima. Neste romance, onde se conta a história de um homem que tenta “salvar o barco” da sua empresa, no contexto da “batalha naval nas águas da banca portuguesa” (num momento crucial da história nacional, o fim do fascismo e o período mais turbulento da Revolução de Abril), há sempre elementos simbólicos do próprio naufrágio nacional. Publicado pela primeira vez em 1988, Naufrágio de Sepúlveda mantém-se actual.

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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