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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

«Um livro é uma coisa entre as coisas, um volume perdido entre os volumes que povoam o indiferente Universo, até que encontra o seu leitor, o homem destinado aos seus símbolos. Acontece então a emoção singular chamada beleza, esse mistério belo que nem a psicologia nem a retórica decifram. 'A rosa é sem porquê', disse Angelus Silesius; séculos depois Whistler declararia 'A arte acontece'.
Oxalá sejas o leitor que este livro aguardava.»


(Do prólogo ao livro 'Biblioteca Pessoal', de Jorge Luis Borges.)

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Existe uma mitologia respeito das histórias de estrada e das bandas de rock'n'roll. Ninguém melhor do que Tony Bellotto para escrever uma das mais extraordinárias, divertidas, consoladoras e absurdas memórias do mundo do rock e dos seus cenários em torno da vida de um ex-guitarrista que recorda espectáculos, amores, muitos episódios de muito sexo, drogas e álcool - garantindo que tudo isso acontece «mais ou menos». E, além disso, histórias de homicídio, de melancolia (com a sua namorada Lien, filha de emigrantes coreanos) e de perdição em redor da música e da literatura (Lou Reed e Naboko, Oscar Wilde e Jimi Hendrix, William Blake e Frank Zappa, Balzac e The Clash, etc.) Ninguém consegue livrar-se da galeria que passa pelas páginas deste romance, evocando Jim Morrison, Exile on Main Street, Led Zeppelin, Are You Experienced?, Appetite for Destruction, Black Sabbath, Sex Pistols, Kurt Cubain, Keith Richards,ou Chuck Berry, enquanto a sua vida fica povoada de mulheres ninfomaníacas e de casos para resolver. «Eu vou ser o Joseph Conrad do rock!», diz ele a certa altura. Conseguiu. É uma viagem ao coração das trevas.

 

No Buraco, de Tony Bellotto | série língua comum

 

Depois das longas horas de pesquisa na internet e hemeroteca para encontrar as frases mais 30  Anos de Mau Futebol, João Pombeiro dedicou-se a coleccionar listas. A lista dos 15 vinhos com notas entre o pão torrado e o tijolo molhado, a lista dos 7 livros para deixar a bebida sem recorrer aos alcoólicos anónimos, a lista dos 25 lugares portugueses com nomes danados para o pecado, e muitas outras. Um livro com os altos contributos de Filipe Nunes Vicente, João Miguel Tavares,  João Tordo, Jorge Reis-Sá, José Rentes de Carvalho, Onésimo Teotónio de Almeida, Paulo Moreiras, Pedro Marques Lopes, Pedro Vieira e Salvato Telles de Menezes.

 

O Livro das Listas, de João Pombeiro | série textos breves.

 

Nas livrarias a 22 de Outubro.

 

A Literatura Nazi nas Américas é uma enciclopédia ficcional composta de pequenas biografias de autores pan-americanos imaginários. Estes personagens literários são retratados no interior de uma galeria de medíocres alienados, homens solitários e abandonados pela História, nascisistas, leitores e autores talentosos, criminosos, mas também snobes com sonhos de grandeza e capazes de gestos que os distinguem da banalidade do mal. E, a verdade, ainda que inventados, estes escritores são personagens de histórias, essas sim reais, de grandes nomes da literatura das Américas.

 

Um livro que antecipa, na época, o enorme talento do autor de 2666.

 

A Literatura Nazi nas Américas, de Roberto Bolaño | tradução de Cristina Rodriguez e Artur Guerra

série américas | Roberto Bolaño.

 


Nas Livrarias a 22 de Outubro.

 

Tem medo de morrer durante o sono esmagado pela sua biblioteca? A acumulação de livros coloca a existência da sua família em risco? Arruma os livros por tema, língua, autor, data de edição, ou formato, ou segundo um critério que só você conhece? Poderemos pôr lado a lado na estante dois autores irremediavelmente desavindos? São muitas as questões que envolvem esta espécie em vias de extinção: os bibliófilos que além, da paixão pela posse de livros, tâm a obsessão pela leitura.

 

As bibliotecas são seres vivos à imagem da nossa complexidade interior, e compõem um labirinto do qual poderemos não conseguir sair. Na verdade, os milhares de páginas que ocupam as nossas estantes estão povoadas de fantasmas que, uma vez encontrados, nunca nos largarão.

 

Um livro para quem gosta de livros. Para bibliotecários. Para livreiros. Leitores fanáticos que perseguem livros quando são perseguidos pela fome de ler. Para devoradores de livros que nunca desistem. Para todos os que acham que os fantasmas se escondem nas bibliotecas.

 

Bibliotecas Cheias de Fantasmas, de Jacques Bonnet | tradução de José Mário Silva

série textos breves

 

Uma mulher, outra mulher - e um homem. Duas mulheres que se amam e se emvolvem numa história de sexo, amizade e interditos. E uma delas que recorda, entre Portugal e o Brasil, a história desse romance e o encantamento enamorado entre mulheres que atravessam essa espécie de terra de ninguém, que é «a entrada na idade madura». Uma é filha de um português que procurou exílio no Brasil depois de 1974; a outra, filha de um dirigente comunista - mas a paixão que as une é comovente e devastadora, cheia de segredos, drogas, rock'n'roll, livros, Lisboa e Rio de Janeiro, e de um perfume de beleza que raramente tem lugar na nossa literatura.

Para Interromper o Amor, de Mónica Marques

série língua comum

 

 

Considerado o grande romance de Richard Yates, a par de Revolutionary Road, O Desfile da Primavera conta a história de duas irmãs, Sarah e Emily Grimes. Conhecêmo-las quando ainda são pequenas, com os pais recém-divorciados. E ao longo de quarenta anos, acompanhamos os caminhos que as tornam mulheres muito diferentes, embora  ambas tentando lidar com um mesmo passado difícil. Sarah, a estável, a determinada, vai para Long Island,  vive um casamento infeliz, e acaba por sucumbir ao seu desespero silencioso; Emily, a precoce, a independente, fica em Nova Iorque, percorre vários empregos sem interesse, dorme com vários homens, perde a carreira e perde-se no álcool.

 

Neste sombrio e magistral romance, e com mestria que caracteriza toda a sua obra, Richard Yates reforça a ideia de que não existe aquilo a que se chama uma vida normal.

 

 

«Extraordinariamente bom… Escrito com a força e a simplicidade da verdade absoluta.»

The San Francisco Sunday Examiner & Chronicle

 

«Um romance elegante, comovente, silenciosamente pungente.»

The Washington Post

 

«O efeito é simultaneamente doce e cruel, devastador e brutal.»

The Boston Book Review

 

«Cada palavra trabalha no silêncio, para inspirar a ilusão de que as coisas estão a acontecer por si só. Uma conquista literária.»

 

O Desfile de Primavera - The Easter Parade, de Richard Yates

serpente emplumada | Richard Yates

 

Tradução de Nuno Guerreiro Josué.

 

 

Marta Rebelo seleccionou, de entre os filmes da sua vida, os trinta títulos mais marcantes, partindo do princípio de que «cada vida é um filme». Curta ou longa-metragem, drama ou comédia romântica, terror, pavor com muitos ou poucos actores e milhares de figurantes. Por vezes vive-se uma obra prima do ponto de vista do cinéfilo — mas um filme é tão mais importante quanto mais nos obrigar a reinventar a sua história, e até a modificá-la. Por isso, este não é um livro sobre cinema, mas sobre as vidas que o cinema nos obrigou a ser, a viver e a imaginar. Cada história de cada filme é uma vida que tomamos de empréstimo. Quem nunca imaginou ser um desses personagens de celulóide? Quem nunca imaginou que era o intérprete de uma história inventada pelo melhor dos realizadores?


Neste livro, Marta Rebelo reinventa as histórias de Citizen Kane, Casablanca, La Dolce Vitta, Janela Indiscreta, Há Lodo no Cais, Último Tango em Paris, O Leopardo, Era Uma Vez no Oeste, A Idade da Inocência, O Lugar do Morto, Pulp Fiction, Match Point, Million Dollar Baby ou Este País Não É para Velhos, entre outros – e obriga-nos a retomar o nosso lugar na cadeira do cinema para reviver uma nova história desses filmes, mais próxima de nós. E mais tentadora. Ou apenas comovente.

 

Curtas-metragens, de Marta Rebelo | textos breves

 

Já nas livrarias.

 

Estamos no Verão de 1970 — um Verão longo e quente.

Num castelo em Itália, meia dúzia de jovens flutuam sobre um mar de mudança, apanhados na corrente da história da revolução sexual. As raparigas comportam-se como rapazes e os rapazes continuam a comportar-se como rapazes. E Keith Nearing — um estudante de literatura com vinte anos, às voltas com o romance inglês — luta para que o feminismo e o novo poder das mulheres reverta a seu favor.

A revolução sexual pode ter sido uma revolução de veludo, mas não aconteceu sem derramamento de sangue...

A Viúva Grávida é uma comédia de costumes, um pesadelo.

Um livro brilhante, assombroso e gloriosamente arriscado. É Martin Amis no melhor da sua audácia.

 

A Viúva Grávida, de Martin Amis | tradução de Jorge Pereirinha Pires.

série serpente emplumada | Martin Amis.

 

Nas livrarias a 9 de Abril.

 

 

 

Depois de abandor o emprego e o casamento por motivos que guardam uma infeliz coincidência, Júnior pede abrigo ao pai. Sem dinheiro nem perspectivas, divide os dias entre o velho sofá da sala, o bar onde bebe com desocupados e as conversas com a jovem inquilina da casa, Bruna, que o pai espia por um furo no armário.

 

Num cenário típico de uma classe-média baixa, Júnior entrega-se a um quotidiano feito de objectivos pequenos e imediatos - a próxima refeição, a ida ao bar da esquina, o dinheiro do cigarro. Mas esta pasmaceira é interrompida quando pacotes misteriosos começam a chegar pelo correio. Lentamente, a realidade ganha contornos distorcidos e Júnior vai sendo arrastado para um mergulho na própria consciência - que revelará os seus limites e abismos. 


A Arte de Produzir Efeito Sem Causa, de Lourenço Mutarelli | série língua comum

 

Nas livrarias a 12 de Março.

 

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