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Leila Guerriero, jornalista argentina, autora de Os Suicidas do Fim do Mundo, publicado pela Quetzal em Abril de 2009, assina no Babelia um artigo sobre bibliotecas de escritores. As bibliotecas de Héctor Abad Faciolince, entre outras bibliotecas.

 

«La biblioteca no como una colección de libros -jamás como una colección de libros- sino como una huella. Como una forma de tener o no tener, de aferrarse o dejar ir. Una autobiografía. Un mapa del pasado y un intento de dibujar, sobre las aguas indescifrables de lo que vendrá, un gesto seguro porque, como se sabe, salvo error o inundación o incendio o naufragio, los libros siempre -siempre- estarán allí. A veces por suerte. A veces no tanto.»

 

Vale pena ler a versão completa, aqui. E agradecer à Sara Figueiredo Costa e ao José Mário Silva pela chamada de atenção.

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Depois da entrevista, Paulo Moura já disponibilizou no seu Repórter à Solta o texto sobre Os Suicidas do Fim do Mundo, um “romance” de não-ficção, como lhe chamou. 

 

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«As pessoas sempre hão-de gostar de uma boa história e não se importam que seja longa. É como o sexo. Se for bom, ninguém vai querer que acabe logo.»

 

Paulo Moura falou com Leila Guerriero em Matosinhos, a propósito de Os Suicidas do Fim do Mundo. Talento desperdiçado fora da ficção, a sedução das boas histórias - eis alguns dos tópicos de conversa com esta autora que acredita no poder da realidade.

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Dos lados, em cima, em baixo, não havia nada. Nem pássaros, nem ovelhas, nem casas, nem cavalos. Nada que pudesse chamar-se vivo, novo, velho, doente. Só havia aquilo  - deserto puro -, os êmbolos do petróleo com o seu cabecear triste, e o barulho de uma garrafa que andava de um lado para o outro no corredor e que ninguém - nem eu - se dava ao trabalho de apanhar. Não éramos mais de cinco passageiros, o motorista impávido e um pouco de música.

 

De Os Suicidas do Fim do Mundo, de Leila Guerriero.

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Patagónia, fim dos anos 1990. Uma onda de suicídios conternou Las Heras, uma pequena povoação-fantasma, perdida no vasto Sul argentino, outrora florescente, antes da privatização do petróleo. Todos os suicidas tinham cerca de vinte e cinco anos e eram membros bem integrados na comunidade: filhos de famílias modestas, mas tradicionais. Muito estranho também é que nunca tenha sido feita uma lista oficial dos mortos.

 

Leila Guerriero viajou até àquelas paragens, interrogando familiares e amigos, percorrendo as mesmas ruas que esses jovens haviam percorrido, e visitando cada recando do pueblo. Daí resultou um relato descarnado e preciso, que não só reconstrói os acontecimentos trágicos desses anos, como também traça um retrato magnífico do quotidiano de uma povoação afastada dos grandes centros urbanos- Las Heras, com o seu desemprego maciço e a falta de futuro para os mais jovens, constitui ainda um enigma sem resolução: os suicídios, qual destino funesto, sucedem-se até hoje.

 

Os Suicidas do Fim do Mundo é uma crónica inquietante que se lê com o fascínio que nos suscitam alguns romances, e que revela uma realidade marcada pelo horror, pelos preconceitos e pela indiferença.


Os Suicidas do Fim do Mundo, de Leila Guerriero | série américas


Nas livrarias a 3 de Abril.

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Leila Guerriero

30.03.09

 

 

Leila Guerriero nasceu em 1967 na província de Buenos Aires. Começou a sua carreira jornalística em 1991e é redactora da revista do diário La Nación desde 1996. Ao longo destes anos os seus textos têm sido publicados em importantes publicações latino-americanas, nomeadamente, Rolling Stone Argentina, Gatopardo, Travesías, Letras Libres, Paula (Santiago do Chile), El País (Montevideo), El Universal (México), El Mercurio e Courrrier Internacional, bem como em diversas revistas culturais argentinas. Participou no colectivo de escritores e jornalistas que escreveu o livro Mulheres Argentinas.

 

Os Suicidas do Fim do Mundo é o primeiro livro de Leila Guerriero publicado pela Quetzal.

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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