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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

«O Homem Verde é, assim, uma obra híbrida: não foge às convenções do género das histórias de fantasmas, com alguém que vê outros não vêem, satiriza uma certa sociedade inglesa entediada e arrisca uma reflexão sobre os limiares da morte. “Tenho de admitir que certos fantasmas conseguem encenar um espetáculo notável de regresso ao nosso mundo”, diz uma das personagens. A culpa será certamente de romances tão bons e divertidos como este.»

 

Luís Ricardo Duarte, Time Out

 

Publicado pela primeira vez em 1986, galardoado com o prémio Booker no mesmo ano e adaptado à televisão numa minissérie para a BBC, Os Velhos Diabos é considerado um dos melhores romances de Kingsley Amis e um dos melhores romances do século XX. Martin Amis considera-o a obra-prima do pai.

 

Será que as pessoas chegam a crescer? Os velhos diabos desta história são como sempre foram – só que são prisioneiros de um corpo que envelhece. É como habitar uma casa que precisa de arranjos que nunca chegam a ser feitos.

 

Malcolm, Peter e Charlie e as respetivas mulheres têm uma única grande ambição na vida: beber tudo o que há para beber no País de Gales. A viver em Londres há várias décadas, Alun Weaver, um escritor de modesto renome, e a mulher, uma grande beleza do seu tempo, Rhiannon, decidem regressar à pequena e pacata comunidade galesa onde viveram no passado. Aí retomam o convívio regular – e os copos – com os antigos amigos – e as disputas, as rivalidades e as paixões do passado. Até que um súbito acontecimento trágico interrompe o reencontro.

 

Amanhã nas livrarias.

 

“Embora Gosto Disto Aqui (1958) seja considerado um ‘romance menor’ de Kingsley Amis, é justo dizer que Amis se especializou em ‘romances menores’, e sempre defendeu esse registo. Além disso, Gosto Disto Aqui tem um interesse acrescido para nós portugueses, uma vez que se trata de uma ficção autobiográfica sobre a visita de Amis e família ao nosso país.”

 

Pedro Mexia, Expresso

 

“A ‘universidade’ pode ser o motivo satírico do romance, mas não o seu tema. Este é a ascensão social dos desfavorecidos, dos fracassados, dos infelizes, nomeadamente aqueles que à época beneficiavam com a democratização do ensino e recusavam as estruturas tradicionais de ‘classe’ e de ‘deferência’. O lugar de Jim não é a universidade, mas uma profissão em Londres, tal como o seu mundo não é a comédia, mas o rancor. Amis, o ‘angry young man’, detecta uma vontade de mudança que define como ‘fazer aquilo que se tem de fazer’, não por ‘dever’ mas pro vontade própria e insubmissa. Mais tarde, o mesmo Amis seria muito crítico dessa Inglaterra pós-tradicional. Passou, como tantos, de jovem furioso a homem zangado.”

 

Pedro Mexia, Expresso

 

“Escrito em 1958, três anos após uma curta estadia em Portugal com a primeira mulher e os três filhos (Philip, Martin e Sally), Gosto Disto Aqui, romance autobiográfico, resulta numa amálgama de pouco empenhadas impressões diarísticas e de viagem, cosidas sem vigor numa narrativa, ela mesma, bastante errática. Um divertimento simples, com olhares fortuitos sobre o Portugal do “nosso doutor Salazar” e uma manifesta desconfiança em relação ao “estrangeiro”.”

Filipa Melo, Sol

 

“De notar ainda que, embora velado e escondido por trás da mais fina ironia e do mais desbragado sarcasmo, o cepticismo sombrio e pessimista de Amis está sempre presente. Seguindo o exemplo dos seus mais directos antecessores – Fielding, Dickens, Wodehouse e Waugh –, assume o lugar do bufão, no centro dos acontecimentos, perpetuamente dividido entre a incompreensão perante as mais rocambolescas situações e a aguda percepção das mesmas.”

Helena Vasconcelos, Público

 

Garnet Bowen, antigo jornalista e autor de um único livro, vive agora de alguns trabalhos avulsos e sustenta com dificuldade os seus três filhos. A mulher e a sogra convencem-no a aceitar um trabalho que implica passar uma temporada num país do Sul da Europa, investigando a verdadeira identidade de um escritor misterioso.

 

Bowen odeia sair de Londres e sempre desprezou a ideia de viajar pelo continente, mas não vai conseguir evitar a ida. E aí vai ele para um país em que o álcool é barato; o sol, opressivo; a comida estranha; e as raparigas, ilegíveis, nos sinais que dão de recetividade e repúdio – esse país é Portugal.

 

Neste fabuloso entretenimento que é Gosto Disto Aqui – o mais autobiográfico dos romances de Kingsley Amis -, o nosso perplexo herói vai passar por consecutivos apuros e desastres cómicos, que culminam numa situação amorosa com uma jovem mulher e um hostil representante da fauna de insetos locais.

 

Nas livrarias a 3 de agosto.

 

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