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«O principal instrumento do poeta é a atenção extrema ao que o rodeia. Pode ser a múmia de um gato num museu de antiguidades egípcias em Turim, a “cúpula celeste” em Rodes, ou “o silêncio dentro do silêncio”. […] Sobre este canto de amor à cultura mediterrânica não paira o espectro da solenidade, e menos ainda quaisquer sombras de grandiloquência, porque o poeta nunca se põe em bicos de pés nem alardeia erudição. Muito ao seu jeito, desmonta essa ameaça com recurso ao humor, à ironia, e a um espírito lúdico, um gosto pela brincadeira e pela experimentação.»

José Mário Silva dá quatro estrelas a Mediterrâneo, o novo livro do poeta João Luís Barreto Guimarães

 

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José Mário Silva, na revista Atual, do Expresso, sobre Esta Distante Proximidade, de Rebecca Solnit. Cinco Estrelas para este livro fantástico.

 

«Para falar de si mesma ou da sua mãe, no processo gradual de afundamento no nevoeiro da doença de Alzheimer, Solnit cria camadas sobrepostas de histórias. As suas próprias histórias, episódios da sua vida que vão sendo desvendados com uma espécie de pudor que nunca esconde as suas pulsões essenciais, e histórias daqueles que lhe são ou foram próximos. São fragmentos oblíquos que estão ao serviço de narrativas maiores, tentativas de compreensão do mundo que se cruzam com dezenas de outras histórias. Estas multiplicam-se, propagam-se, convergem, desmultiplicam-se como bonecas russas ou bifurcam-se como rios de vasto delta.»

 

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Sobre Amuleto

25.03.13

«Publicado em 1999, Amuleto é um romance breve que funciona como uma ponte entre as duas monumentais obras-primas de Roberto Bolaño: Os Detectives Selvagens (1998) e o póstumo 2666 (2004). Os livros do escritor chileno, embora autónomos, estão imbricados uns nos outros. Têm vasos comunicantes. Partilham temas, obsessões e personagens. Nas mais de mil páginas de 2666 não se encontra uma única frase que justifique o título, mas numa cena noturna deste Amuleto, com três personagens à deriva pela Cidade do México, a explicação surge quase como um prenúncio: no desamparo da madrugada, a Avenida Guerrero parece-se com “um cemitério de 2666, um cemitério esquecido sob uma pálpebra morta ou nascida morta, as aquosidades desapaixonadas de um olho que por querer esquecer uma coisa acabou por esquecer tudo.”»

 

José Mário Silva, no Expresso, dá cinco estrelas ao livro de Roberto Bolaño

 

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«Certo é que o sujeito poético está sempre atento ao que o rodeia. É assim que se orienta, ponto vermelho a indicar o local onde nos encontramos no mapa de uma cidade. Ao deambular pela Europa (Veneza, Praga, Roma, Siena, etc.), deixa-se levar por uma espécie de melancolia da contemplação e coleciona experiências, embates com a «perecível beleza», ou momentos «tecnicamente felizes», por exemplo «abrindo nozes ao meio (quais cirurgiões das meninges)».»

 

José Mário Silva, Revista Ler

 

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Pela mão do Bibliotecário de Babel, que traduziu um livro sobre bibliotecas:

 

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1 de Julho

01.07.10

É hoje o Dia Mundial das Bibliotecas. A esse propósito, recuperamos a crónica de José Mário Silva, Bibliotecário de Babel, no número 82 da Revista Ler, sobre os fantasmas que habitam as bibliotecas particulares, a partir da leitura do livro Des bibliothèques pleines de fantômes, de Jacques Boinnet. «Faz parte da natureza das bibliotecas tornarem-se um espelho do seu proprietário. E quem as saiba "descodificar com subtileza" encontrará nelas, mais ou menos escondida, "a natureza profunda do seu bibliotecário".» Para ler na íntegra aqui.

 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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