«Este é o relato de algumas vidas que percorrem um jardim botânico que os homens tornaram carnívoro.» Há uma recensão em forma de post, assinado por João Villalobos no Albergue Espanhol.
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«Este é o relato de algumas vidas que percorrem um jardim botânico que os homens tornaram carnívoro.» Há uma recensão em forma de post, assinado por João Villalobos no Albergue Espanhol.
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Luís Naves no À Volta dos Livros, com Ana Aranha, para ouvir aqui.
«Havia um bando de crianças à volta da médica, curiosas pelo cabelo de fogo. Rodeavam-na, tocavam-lhe na roupa e acariciavam a mala, como se ali houvesse feitiços. A russa tinha um ar trágico de Ana Karenina. Por momentos, Daniel alheou-se da negociação, que entrara em fase de ruptura. Observou até que ponto ela era magra e ruiva. Fascinou-se, por um instante, com o seu cabelo, que brilhava naquela luz. O sol iluminava-lhe a cara, oval e pálida como a Lua, com tons de bronze quente, alimentando a frescura rósea da pele, desenhando-lhe o contorno dos lábios pequenos e tristes. Dessa forma, era quase bela. Os miúdos deviam estar fascinados, ou talvez meio atemorizados, com aquela deslocada brancura das estepes.»
De Jardim Botânico, de Luís Naves. Dia 4 de Fevereiro nas livrarias.
Depois da Hungria, o novo romance de Luís Naves, passado na Guiné-Bissau, durante a Guerra Civil de 1998. Luís Naves esteve lá, enquanto repórter, e devolve-nos agora, em ficção, as imagens e as memórias da Guiné desses dias incertos.
Jardim Botânico, a 4 de Fevereiro, nas livrarias.
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