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«Hubert Haddad ensinou-me mais (em 140 páginas) sobre «aquele mundo» do que eu poderia ter aprendido em cem crónicas sobre os dramas daquele eterno conflito.»

 

No Hoje Há Conquilhas.

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Chegou o anúncio dos prémios franceses: Goncourt e Renaudot. Palestina, de Hubbert Haddad, publicado pela Quetzal em Abril deste ano, foi galardoado com o Renaudot de Poche. O Renaudot foi criado em 1926 e é anunciado ao mesmo tempo que o Goncourt - o júri, aliás, costuma ter um segunda escolha para o caso da primeira coincidir com o mais conhecido dos prémios franceses.

 

O romance de Hubert Haddad sobre o conflito israelo-árabe foi também distinguido com o Prémio Cinco Continentes da Francofonia - criado em 2001 pela Agência Intergovernamental da Francofonia para distinguir autores que demonstrem uma experiência cultural específica e enriquecedora da língua francesa. E em 2008 Haddad recebeu por este mesmo livro o prémio Louis Barthou, um dos cinquenta atribuídos pela Academia Francesa.

 

  Capa da edição premiada.

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Há livros que são assim: poemas. Lêem-se de um folêgo, mas depois há que saboreá-los devagar. Aquilo que fica é a linguagem de um poeta.

 

Palestina, de Hubert Haddad mereceu a nota máxima num texto muito justo de Luísa Meireles no suplemento Actual do Expresso.

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É bom de ver os livros de volta às páginas da Notícias Magazine, mesmo sem Agulha no Palheiro. Ricardo J. Rodrigues, no Zapping, passou pelas páginas de Palestina, de Hubert Haddad.

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Hubert Haddad escreve como fala nesta entrevista. Com uma linha contínua de pensamento que  encadeia as diferentes dimensões da sua experiência e do seu propósito. É esta linha que faz de Palestina um fluxo contínuo. A voz que nos guia neste romance, forçosamente escrito na terceira pessoa, é uma voz que começa por se enlaçar nos gestos de Cham.

 

Do excelente blogue Cabinet de Lecture | Rue 89, traduzimos livremente este parágrafo. Acabámos de publicar Palestina de Hubert Haddad, na série mediterrâneo. Chegou há dias às livrarias e é provavelmente o primeiro romance traduzido sobre o conflito israelo-árabe. Vale a pena ver os vídeos e ler o artigo completo.

 


 

 



 


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Palestina

18.06.09

 

Algures na Cisjordânia entre a Linha Verde e o «muro de segurança», uma patrulha israelita é atacada por um comando palestiniano. No confronto, um dos soldados é abatido, o outro feito prisioneiro pelo comando que depressa se põe em debandada... Ferido, em estado de choque,  o refém perde todas as referências, esquece como se chama. Para ele, é a passagem para o outro lado do espelho. Único sobrevivente, sem documentos, vestido à civil e de keffieh, o jovem militar é recolhido, tratado e depois adoptado por duas palestinianas. É nessa condição que Nessim descobre e experimenta os sofrimentos e tensões de uma Cisjordânia ocupada. Neste comovente romance, através da personagem de Falastìn, Hubert Haddad converte todo o horror do conflito numa alegoria trágica de grande beleza.

 

 

Palestina, de Hubert Haddad | série mediterrâneo

Tradução de Ana Cristina Leonardo

 

Amanhã nas livrarias.

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Da Palestina

15.06.09

«Cobriram-lhe a cabeça com um keffieh. Braços estreitaram-no e empurraram-no. Uma espécie de pânico desatado corta-lhe o folêgo. Com a ponta dos dedos busca a espingarda. A mesma sensação de insondável despojamento faz o seu espírito regressar ao instante em que na véspera, numa praça de Hebron, lhe tinham desaparecido a carteira, o cartão multibanco, as fotografias da mãe e de Michael, o bilhete de identidade. Mas arrastaram-no para longe de Tzvi. Talvez ele não esteja morto. É preciso salvar o ajudante Tzvi, extrair a bala da testa e voltar a introduzir todo o sangue. Bastará andar para trás no tempo, alguns minutos apenas. Pousar o pequeno dedo no mostrador, como fazia em criança. Depois empurrar para trás os ponteiros, mil vezes, dez mil vezes, até que todos os mortos se ergam.»

 

Palestina, de Hubert Haddad | série mediterrâneo

Tradução de Ana Cristina Leonardo


Nas livrarias a 19 de Junho.

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Hubert Haddad

18.01.09

 

Nascido em Tunes em 1947, de pai tunisino e de mãe de origem argelina, Hubert Abrahm Haddad nada esqueceu das suas origens judaico-berberes. Emigrou com a família para França nos anos 1950, passando o fim da infância e a adolescência nos subúrbios populares de Paris. Era ainda muito jovem quando fundou a revista literária Point d’être e começou a publicar os seus poemas. Autor de uma vasta obra poética, ensaística e ficcional - desde cedo ensombrada pelo conflito israelo-árabe - Huber Haddad envolve-nos com o seu mais recente romance, Palestina, de forma magnífica, no seu compromisso intelectual e literário.

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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