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Leila Guerriero, jornalista argentina, autora de Os Suicidas do Fim do Mundo, publicado pela Quetzal em Abril de 2009, assina no Babelia um artigo sobre bibliotecas de escritores. As bibliotecas de Héctor Abad Faciolince, entre outras bibliotecas.

 

«La biblioteca no como una colección de libros -jamás como una colección de libros- sino como una huella. Como una forma de tener o no tener, de aferrarse o dejar ir. Una autobiografía. Un mapa del pasado y un intento de dibujar, sobre las aguas indescifrables de lo que vendrá, un gesto seguro porque, como se sabe, salvo error o inundación o incendio o naufragio, los libros siempre -siempre- estarán allí. A veces por suerte. A veces no tanto.»

 

Vale pena ler a versão completa, aqui. E agradecer à Sara Figueiredo Costa e ao José Mário Silva pela chamada de atenção.

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Catálogo

22.11.10

Não é muito mais do que a ligação entre os livros. E, às vezes, é feito de acasos. Na página 438 de O Sonho do Celta, na longa lista de agradecimentos, está o nome de Héctor Abad Faciolince.

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O Prémio Literário Casa da América Latina/Banif 2010, de Criação Literária, destinado a premiar a melhor obra de autor latino-americano editada em Portugal em 2008 e 2009, foi atribuído por unanimidade à obra Somos o Esquecimento Que Seremos, do escritor colombian Héctor Abad Faciolince, publicado em 2009 pela Quetzal Editores.

 

Ao Prémio concorreram 21 obras de autores argentinos, brasileiros, colombianos, cubanos e mexicanos, publicadas por 9 editoras portuguesas.

 

O Júri, constituído pela Profª Doutora Maria Fernanda de Abreu, presidente, pelo Prof. Doutor Fernando Pinto do Amaral e pelo Dr. José Manuel de Vasconcelos, em representação da Associação Portuguesa de Escritores, e secretariado pelo Dr. Mário Quartin Graça, em representação da Casa da América Latina, sem direito a voto, justificou a sua deliberação de atribuir o Prémio àquela narrativa, «por se tratar de uma obra portadora de uma escrita pessoal que implica, ao mesmo tempo, uma dimensão humana inalienável. Testemunho filial sobre uma figura representativa de uma época e de umas circunstâncias políticas, sociais e cívicas, que marcaram avida recente da América Latina, o livro apresenta-se também como uma narrativa de aprendizagem, plena de memórias e de ressonâncias autobiográficas, que reconstitui a atmosfera de uma família colombiana sa segunda metade do século XX, contada a partir do ponto de vista do menino, do adolescente e do jovem que o escritor adulto recupera, guiado pela ausência dolorosa do pai assassinado - personagem tutelar de toda a obra.» (...)


Do comunicado enviado à impresa pela Casa da América Latina e BANIF.

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E chega a altura do ano em que recordamos que Somos O Esquecimento que Seremos é um livro excepcional, sobre o amor excepcional de um filho pelo seu pai. E muito mais do que isso também.

 

 

 

 

Somos o Esquecimento que Seremos é a reconstrução amorosa e paciente de uma personagem: a do médico Héctor Abad Goméz que dedicou a sua vida - até ao dia em que foi assassinado em pleno centro de Medellín - à defesa da igualdade e dos direitos humanos. É um livro cheio de sorrisos que canta o prazer de viver, mas também mostra a tristeza e a raiva causadas pela morte de um ser excepcional.

 

Conjurar a figura do pai é um desafio que percorre consagradas páginas da História da Literatura. Quem não se lmebra das obras de Kafka, Philip Roth, Martin Amis ou V.S. Naipul sobre o seu venerado ou questionado progenitor? A partir de agora também será difícil esquecer este livro pungente de Héctor Abad Faciolince, escrito com coragem e ternura.

 

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...

12.03.10

 

Logo à noite, às 23h30, no programa Ensaio Geral da Rádio Renascença, a jornalista Maria João Costa entrevista Héctor Abad Faciolince, o autor de Somos o Esquecimento que Seremos e Receitas de Amor para Mulheres Tristes.

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Uma série de "receitas" em belíssimos textos, traduzidos pelo poeta Pedro Tamen, para ajudar à cura dos "males de que padecem as mulheres, ou a identidade feminina", que vão da infelicidade à traição, à frigidez, ao receio de ficar velha, ao nervosismo, ao medo das sogras, ao mau hálito, etc., etc., através duma sabedoria que vem de trás e que conhece o "feminino" em profundidade. Isto apesar de o autor ser um homem. Mas que teve cinco irmãs, ou seis mães, como ele diz, e a quem dedica esta obra. Ele, Hector Abad Faciolince, apenas "gostava de ser (...) um bom boticário, um farmacêutico, o senhor das receitas que te perfumem (mulher triste) a fantasia." Experimente, para ver se resulta.


Receitas de Amor para Mulheres Tristes</a>, de Héctor Abad Faciolince | série américas

Tradução de Pedro Tamen

 

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O título do livro de Héctor Abad Faciolince é também o primeiro verso de um soneto que o autor encontrou no bolso do seu pai, em circunstâncias que só a leitura do livro deveria revelar. Se esse verso (e os outros 13) foi ou não escrito por Jorge Luis Borges é um mistério que parece ainda não ter chegado ao fim. Para seguir aqui, num post muito justamente chamado «o labirinto de Borges».

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... um ciclo organizado pelo Senhor Palomar. Na Quetzal Editores agradecemos as honras da inauguração, recomendamos mais uma vez o livro de Héctor Abad Faciolince - nunca é demais lembrar que foi o livro mais vendido na Colômbia em 2007 e que dele se fizeram mais de uma dezena de reimpressões em Espanha, e concorremos para mais exibições com uma colecção exclusivamente dedicada aos autores latinoamericanos.

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O livro, de enorme lucidez, beleza e ternura, embora seja um objecto literário de difícil classificação, dado que subverte as fronteiras de géneros, como o romance, o ensaio, o testemunho ou a crónica - hibridação do romance contemporâneo? - superou as expectativas do autor (14 edições só na Coômbia) e dos editores que o publicara por esse mundo fora.


Do texto sobre Somos o Esquecimento que Seremos, publicado na última edição do suplemento Actual do Expresso.

 

 

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Amanhã, na TSF

16.03.09

Os paramilitares mataram-lhe o pai e ele levou duas décadas até ser capaz de escrever sobre isso. O escritor colombiano Hector Abad Faciolince, autor do livro Somos o Esquecimento que Seremos, é o convidado de Carlos Vaz Marques, ao fim da tarde de terça-feira, 17 de Março.

 

 

 

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Da entrevista conduzida por Cláudia Moura a Hectór Abad Faciolince, publicada na Notícias de Magazine de 15 de Março de 2009.

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A 25 de Agosto, os paramilitares assassinaram Héctor Abad, ilustre médico e pioneiro de saúde pública colombiano. Vinte anos depois de uma lenta e dolorosa digestão, o escritor «Héctor Abad III» (porque o pai valia por dois como lhe diz numa carta de criança), escreve sobre ele um livro «impudico» e tão confessional. Longa e pungente carta de amor de um filho a um pai, antónimo do que Kafka escreveu ao seu. Lisboa, Jardim do Príncipe Real, depois da passagem pelas Correntes d'Escritas. Aqui não há atiradores furtivos e no entanto a ameaça persiste.

 

A não perder, Hector Abad Faciolince entrevistado por Cláudia Moura, na Notícias Magazine de hoje.

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Hector Abad Faciolince e a filha.


 

Adriana Lisboa no Porto.

 

Duas fotografias de Daniel Mordzinski, feitas na décima edição das Correntes d'Escritas e tiradas do blogue de Adriana Lisboa.

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O blogue da livraria Pó dos Livros recomenda a leitura de Somos o Esquecimento que Seremos, de Hector Abad Faciolince: «É um dos paradoxos mais tristes da minha vida: quase tudo o que escrevi foi escrito para alguém que não me pode ler, e mesmo este livro não é mais do que uma carta a uma sombra». É à responsabilidade deles, quem somos nós para discordar. 

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El olvido que seremos (Somos o Esquecimento que Seremos) de Héctor Abad Faciolince lidera a lista dos livros mais vendidos na Colômbia em 2007, com 69 pontos, seguido de Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, com 31 pontos.

 

Fonte: Mertin-litag

 

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Lá em casa viviam dez mulheres, um menino e um senhor. As mulheres eram a Tatá, que fora ama da minha avó, tinha quase cem anos e estava meio surda e meio cega; duas criadas - a Emma e a Teresa; as minhas cinco irmãs - a Maryluz, a Clara, a Eva, a Marta e a Sol; a minha mãe e uma freira. O menino, eu, amava o senhor, seu pai, acima de todas as coisas. Amava-o mais do que a Deus. Um dia, tive de escolher entre Deus e o meu pai, e escolhi o meu pai. Foi a primeira discussão teológica da minha vida e travei-a com a irmã Josefa, a freira que tomava conta de mim e da Sol, os irmãos mais novos. Se fechar os olhos, ainda consigo ouvir a sua voz áspera, grossa, comparada com a minha voz infantil. Era uma manhã luminosa e estávamos no pátio, ao sol, a olhar para uns colibris que faziam o percurso das flores. Sem mais nem menos, a irmã esperou-me:

- O seu pai vai para o Inferno.

 

Começar pelo princípio: os dois primeiros parágrafos de Somos o Esquecimento que Seremos, de Héctor Abad Faciolince.

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Héctor Abad Faciolince nasceu em Medellín, na Colômbia, onde também realizou os seus estudos - todos inacabados - de Medicina, Filosofia e Jornalismo. Após a sua expulsão da Universidade Pontifícia Boliviana (por causa de um artigo irreverente contra o Papa), viajou para Itália, onde se licenciou em Literaturas Modernas. Regressou à Colômbia em 1987. Nesse ano, depois de os paramilitares assassinarem o seu pai, foi alvo de várias ameaças de morte. Refugiou-se novamente em Itália, onde exerceu o cargo de leitor de Espanhol na Universidade de Verona. De regresso à Colômbia, traduziu autores como Giuseppe Tomasi di Lampedusa e Umberto Eco; dirigiu a Universidade de Antioquia; e deu início à sua carreira de escritor. Publicou quatro romances entre os quais Basura, que lhe valeu o Prémio de Narrativa Inovadora da Casa da América de Madrid. Publicou ainda um livro de contos, um livro de viagens, um dicionário pessoal e um livro de género incerto, Tratado de culinaria para mujeres tristes. A sua obra está traduzida para o inglês, o alemão, o grego e o português.

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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