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«Este livro não é apenas para melómanos. É para todos os que gostam de boas histórias e muito boa literatura. “…O jazz não é uma forma hermética. Aquilo que o faz ser uma forma de arte vital é a sua espantosa capacidade para absorver a história da qual faz parte.” É também essa história que aqui está.»

 

Isabel Lucas, Sábado

 

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Mas É Bonito

20.06.14

«O resto é uma dança e contra dança de parábolas e exercícios de ironia. Geoff Dyer assina com fluidez um voo picado sobre a vida, o solipsismo quase crónico do isolamento, a solidão como único fim. E quanto mais a narrativa avança na descrição das personagens, onde cada uma, à sua maneira parece aspirar a uma espécie de paraíso, mais palcos se abrem a medos soltos, episódios autónomos entre um sopro no saxofone, um dedilhar no contrabaixo - «tocava-o como se estivesse a lutar» -, uma tecla branca, todos os gestos numa espiral de improviso. O jazz passa, seguramente, por aqui.»

 

Miguel Barros, Diário Digital

 

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«A prosa profundamente elegante de Geoff Dyer vai tecendo as ligações entre estes músicos e os seus particulares territórios de descoberta, de sonhos e de muitos pesadelos. Mas todos eles tinham uma aura. E uma mística muito particular. Mas, ao mesmo tempo, o método utilizado por Dyer é pouco usual, porque não sendo pura ficção também descola da realidade que retrata. Estamos assim num território de fronteira que ainda é mais apetecível para o leitor, mesmo aquele que não é propriamente fã do jazz. As páginas ilustram reinterpretações de acontecimentos, baseados em factos reais ou em algo que foi sendo sussurrado nos ouvidos de quem queria escutar. Por isso, a obra está cheia de detalhes, de pormenores muito ricos. E, depois, é notório o profundo amor que Dyer devota ao jazz, a esta música que o marcou profundamente. As suas descrições dos músicos são, na maior parte dos casos, pequenas obras-primas da prosa.»

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios

 

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«É desta experiência pessoal que nascem os vários episódios com habitantes locais, as ligações sexuais com algumas mulheres, as reflexões sobre a vida em geral e os viajantes em particular, os apontamentos irónicos sobre o acto de viajar em si – “o pôr do sol impõe um grande fardo ao viajante (…) sentimo-nos virtualmente obrigados a ir lá” – o desfazer de alguns mitos, as verdades às vezes mais cruas sobre as cidades (como o excesso de turismo em Ubud, Indonésia) e um reflexão, no papel, sobre o conjunto de experiências no estrangeiro, que formam as pessoas. Tudo escrito num misto de humor e seriedade, que deixa quase um rasto de espanto pelas pequenas verdades: “tens de ser estranho à paisagem para a poderes contemplar”.

 

E tudo isto sem cronologia – mas a exigir que se leia sem saltos –, e sem deixar perceber se os episódios aconteceram de facto, apresentando um lado oculto de cada cidade/ilha, em peças que prendem, como num bom romance, mas que não têm fim.» (4 estrelas)

 

Mariana Correia de Barros, Time Out

 

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«Quanto mais velho estou menos paciência tenho para os romances.» Tem 54 anos, Geoff Dyer. Escreveu quatro livros de ficção, 11 de não-ficção e, pelas suas palavras, não voltará tão cedo a inventar nada. «Também não sou um jornalista, em que cada frase conta um facto. Eu gosto das coisas verdadeiras, mas depois uso-as para entrar em digressões filosóficas.» E, se não sabíamos muito bem como explicar que livro é este que a Quetzal acabou de editar, Yoga para Pessoas Que não Estão para Fazer Yoga é isso mesmo que o autor disse.»

 

Ler a reportagem completa de Ricardo Rodrigues na Notícias Magazine aqui.

 

 

Foto: Matt Stuart

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Yoga e corrosão

23.05.13

«Em Nova Orleães não há apenas o jazz e o Mississipi, há sobretudo Donelly, um vizinho que tem cancro, pântanos e armas. No Camboja os templos são todos iguais, o calor é doentio, as viagens de barco são uma tortura. O pôr do sol em Angkor Wat é uma banalidade cheia de turistas. Paris não se atura sem se ter fumado erva. A Indonésia é tão encantadora que se torna aborrecida…

 

Chama-se Yoga para Pessoas que Não Estão para Fazer Yoga (Quetzal) e, ao contrário do que parece, não ensina nada sobre esta arte milenar, nem apela a um retorno das filosofias orientais. Está mais perto da ironia corrosiva de um Thomas Bernhard do que das teorias da felicidade do indiano Krishnamurti e é afinal…um livro de viagens que é também um conjunto de short-stories vividas ou imaginadas pelo escritor britânico Geoff Dyer […]»

 

Excerto de um artigo de Joana Emídio Marques no Diário de Notícias

 

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«O romancista inglês Geoff Dyer acaba de ver o seu primeiro título - «Yoga para Pessoas que Não estão para Fazer Yoga» - publicado pela Quetzal. E desengane-se quem achar que é sobre yoga (ou até mesmo de auto-ajuda). Constata-se, afinal, que é um livro de viagens. Aliás, muito mais do que um livro de viagens. Em entrevista ao Diário Digital, aquele que é considerado um dos mais originais críticos contemporâneos, revelou uma extravagante busca por experiências limite, com sagacidade e humor à mistura.

O título e a capa sugerem ser um livro de auto-ajuda, mas não é.
Foi uma brincadeira. Um amigo meu sugeriu-me este título há muito tempo. Ficou guardado e acabou por ser esquecido. Quando publiquei o livro há 10 anos («Yoga For People Who Can’t Be Bothered To Do It» foi publicado na Grã-Bretanha em 2003) lembrei-me dele. Já o meu amigo, que tem uma péssima memória, tinha-se esquecido. É perfeito. Vejo os ocidentais a viajarem para a Ásia em busca de uma espiritualidade instantânea, uma parvoíce.»

 

Entrevista de Geoff Dyer ao Diário Digital.

 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

foto do autor


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