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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

«Este livro não é apenas para melómanos. É para todos os que gostam de boas histórias e muito boa literatura. “…O jazz não é uma forma hermética. Aquilo que o faz ser uma forma de arte vital é a sua espantosa capacidade para absorver a história da qual faz parte.” É também essa história que aqui está.»

 

Isabel Lucas, Sábado

 

«A prosa profundamente elegante de Geoff Dyer vai tecendo as ligações entre estes músicos e os seus particulares territórios de descoberta, de sonhos e de muitos pesadelos. Mas todos eles tinham uma aura. E uma mística muito particular. Mas, ao mesmo tempo, o método utilizado por Dyer é pouco usual, porque não sendo pura ficção também descola da realidade que retrata. Estamos assim num território de fronteira que ainda é mais apetecível para o leitor, mesmo aquele que não é propriamente fã do jazz. As páginas ilustram reinterpretações de acontecimentos, baseados em factos reais ou em algo que foi sendo sussurrado nos ouvidos de quem queria escutar. Por isso, a obra está cheia de detalhes, de pormenores muito ricos. E, depois, é notório o profundo amor que Dyer devota ao jazz, a esta música que o marcou profundamente. As suas descrições dos músicos são, na maior parte dos casos, pequenas obras-primas da prosa.»

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios

 

«É desta experiência pessoal que nascem os vários episódios com habitantes locais, as ligações sexuais com algumas mulheres, as reflexões sobre a vida em geral e os viajantes em particular, os apontamentos irónicos sobre o acto de viajar em si – “o pôr do sol impõe um grande fardo ao viajante (…) sentimo-nos virtualmente obrigados a ir lá” – o desfazer de alguns mitos, as verdades às vezes mais cruas sobre as cidades (como o excesso de turismo em Ubud, Indonésia) e um reflexão, no papel, sobre o conjunto de experiências no estrangeiro, que formam as pessoas. Tudo escrito num misto de humor e seriedade, que deixa quase um rasto de espanto pelas pequenas verdades: “tens de ser estranho à paisagem para a poderes contemplar”.

 

E tudo isto sem cronologia – mas a exigir que se leia sem saltos –, e sem deixar perceber se os episódios aconteceram de facto, apresentando um lado oculto de cada cidade/ilha, em peças que prendem, como num bom romance, mas que não têm fim.» (4 estrelas)

 

Mariana Correia de Barros, Time Out

 

«Quanto mais velho estou menos paciência tenho para os romances.» Tem 54 anos, Geoff Dyer. Escreveu quatro livros de ficção, 11 de não-ficção e, pelas suas palavras, não voltará tão cedo a inventar nada. «Também não sou um jornalista, em que cada frase conta um facto. Eu gosto das coisas verdadeiras, mas depois uso-as para entrar em digressões filosóficas.» E, se não sabíamos muito bem como explicar que livro é este que a Quetzal acabou de editar, Yoga para Pessoas Que não Estão para Fazer Yoga é isso mesmo que o autor disse.»

 

Ler a reportagem completa de Ricardo Rodrigues na Notícias Magazine aqui.

 

 

Foto: Matt Stuart

«Em Nova Orleães não há apenas o jazz e o Mississipi, há sobretudo Donelly, um vizinho que tem cancro, pântanos e armas. No Camboja os templos são todos iguais, o calor é doentio, as viagens de barco são uma tortura. O pôr do sol em Angkor Wat é uma banalidade cheia de turistas. Paris não se atura sem se ter fumado erva. A Indonésia é tão encantadora que se torna aborrecida…

 

Chama-se Yoga para Pessoas que Não Estão para Fazer Yoga (Quetzal) e, ao contrário do que parece, não ensina nada sobre esta arte milenar, nem apela a um retorno das filosofias orientais. Está mais perto da ironia corrosiva de um Thomas Bernhard do que das teorias da felicidade do indiano Krishnamurti e é afinal…um livro de viagens que é também um conjunto de short-stories vividas ou imaginadas pelo escritor britânico Geoff Dyer […]»

 

Excerto de um artigo de Joana Emídio Marques no Diário de Notícias

 

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