Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

 

Leia aqui a entrevista de Jennifer Egan na Prospect: «It’s the ultra-American narrative: Jennifer Egan on Trump, sexism and America». Hoje, sexta-feira, chega às livrarias o romance A Praia de Manhattan, o mais recente livro da laureada com o Pulitzer de 2012.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Entrevista ao vivo na série Writers in Conversation, na Universidade de Southampton – sobre A Praia de Manhattan, que a Quetzal publica nesta sexta-feira, 14 de setembro. 

Veja também, aqui, Jennifer Egan entrevistada por Christianne Amanpour na CNN quando A Praia de Manhattan foi escolhido como leitura do New York’s City Book Club.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Ana Clara.JPG

 viver da escrita.JPG

A propósito da publicação de Ana de Amsterdam no Brasil, Ana Cássia Rebelo deu uma entrevista à Sábado, na semana passada. Entre outras coisas, explica porque não quer ser escritora a tempo inteiro. 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sim, mas está sempre na fronteira. Não posso negar que este elemento real interessa-me muito. Há sempre um lado de ilusionismo, de ficção, de artifício. Estamos a assistir a um regresso artístico ao real – na literatura, na música, no cinema, na televisão. Eu não me considero um seguidor desse movimento, mas um praticante natural desse movimento. Quando li o livro-manifesto do David Shields, “Reality Hunger”, pensei que era aquilo que eu sentia e que já tinha intuído e até discutido com alguns amigos. Muitos trabalhos meus já têm isso: esse ilusionismo entre o real e o imaginário. Esse fingimento de algo que aconteceu. Há muita gente que julga que sou o melancómico.

 

NCS_Vitorino Coragem.jpe

 Nuno Costa Santos (aqui fotografado por Vitorino Coragem), em entrevista a Mário Rufino, para ler na íntegra no Diário Digital

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Em Teu Ventre é o 15º livro de José Luís Peixoto, que se tem dividido entre o romance, a poesia, a crónica e o relato de viagens. Com este livro, quis abrir novas possibilidades de interpretação e romper com discursos simplificados. Entrar dentro do tabu.

JL: Um livro de fé ou curiosidade?
José Luís Peixoto: Das duas. Ambas desempenham um papel muito importante na escrita de um livro e, até, na vida. A haver uma posição neste livro é a de que devemos aceitar o transcendente como uma dimensão do real.

Acredita em milagres?
Não se trata de acreditar. O que digo é que devemos aceitar que há uma grande quantidade de coisas que são maiores do que nós e para as quais não conseguimos encontrar uma explicação. A vida é em si própria um mistério. Se olhássemos com olhos analíticos para pequenos acontecimentos do quotidiano chegaríamos à conclusão que são impressionantes, muitas vezes incríveis. Por facilidade poderíamos colocá-los na categoria de milagres. É um elemento que não devemos subtrair à vida, sob pena de estarmos a diminuí-la.»

 

Entrevista de José Luís Peixoto ao Jornal de Letras.

 

 

978989722257-3frentek_no_teu_Ventre2.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Foi o poeta Herberto Helder que deu o último empurrão ao editor ao dizer-lhe: "Publica". Aconselhou a ignorar o prefácio onde justificava a escolha dos poemas, porque a poesia "não se explica, lê-se". Por isso, Manuel Alberto Valente escolheu os que gosta e que considerava dever publicar em Poesia Reunida.

"A existência deste livro é uma tentativa de não perder mais coisas e de reunir de um modo muito podado o que escrevi ao longo dos últimos 50 anos", diz. Explica que "não é muito extenso nem vai revolucionar a poesia portuguesa, mas houve um grupo muito grande de amigos que insistentemente pediram que esta poesia fosse recuperada". Os poemas, segundo o autor, "remetem para grandes vozes da tradição portuguesa porque a minha poesia inscreve-se nessa grande tradição lírica portuguesa, que começa em Camões, passa no século XIX por Cesário Verde, e continua no século XX por nomes que trabalharam esse aspeto lírico, como Jorge de Sena, Mário de Sá-Carneiro, Eugénio de Andrade ou Sophia de Mello Breyner. É por aí que passa, mais do que por Fernando Pessoa."»

MAV.JPG

 

Manuel Alberto Valente em entrevista ao DN.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Este romance parece ter nascido de um impulso. Foi assim?


Sim, um pouco por uma urgência que veio de uma observação política. Acabei reconhecendo em pessoas que abomino, em discursos que odeio, coisas com as quais concordo. Acontece ouvir alguém, estar de acordo e acompanhar o discurso, acreditando que é bom, e de repente dar-me conta de que quem falava era um representante da extrema-direita, por exemplo. Essa mobilidade dos discursos, o terem saído do lugar de conforto no qual eu podia reconhecê-los, inquieta-me. O livro vem do desconforto de não saber como me posicionar politicamente nesse mundo actual.»

 

frenteK_Reproducao.jpg

 

Entrevista do escritor brasileiro Bernardo Carvalho ao Ípsilon, a propósito da publicação em Portugal de Reprodução.

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Inspira-se nestas pessoas?

Eu não me inspiro, tomo nota. São uns apontamentos.

Vamos usar a palavra inspirar para facilitar...

Entre aspas.

"Inspiram" mais hoje em dia ou há uns anos "inspiravam" melhor?

Talvez deva responder de outra maneira. As pessoas eram diferentes e mais ingénuas. Atualmente, estão mais ao corrente da vida e perguntam-se: "Como é que me devo apresentar?" O que antigamente não acontecia porque a pessoa era e agora a pessoa faz-se.

O que tem muito que ver com as personagens de ficção...

É um pouco assim. Devido à televisão, têm uma grande consciência de si próprias, da sua atitude e da sua posição. Há, talvez, aqui quatro ou cinco pessoas entre as poucas dezenas que ainda são da cepa antiga. Mas o geral não.

E no seu caso, mantém-se ingénuo ou também já a perdeu?

Eu nunca o fui. Perdi muito cedo a ingenuidade porque comecei a ler bastante e muito cedo - por volta dos 8 anos -, mesmo que não soubesse o que lia. Era como quem absorve material sem saber o que aquilo é. No entanto, por volta dos 14 anos já tinha uma consciência política muito desenvolvida para a idade e para o tempo. Até uma consciência social muito forte pois nasci num lugar muito pitoresco de Vila Nova de Gaia, a que chamam Monte dos Judeus. É uma ilhazinha de casas no meio dos armazéns de vinho do Porto, onde havia uma fauna muito especial de pessoas: dois ricos que eram os donos da estiva, uma família Cockburn, uma classe média modesta, prostitutas, embarcadiços e pescadores. Na parte da frente da casa, olhava-se para o Porto; nas traseiras, olhava-se para a Idade Média. Isso deu-me muito cedo uma visão particular da sociedade, porque convivia com as classes sociais todas.

E no seu caso, mantém-se ingénuo ou também já a perdeu?

Eu nunca o fui. Perdi muito cedo a ingenuidade porque comecei a ler bastante e muito cedo - por volta dos 8 anos -, mesmo que não soubesse o que lia. Era como quem absorve material sem saber o que aquilo é. No entanto, por volta dos 14 anos já tinha uma consciência política muito desenvolvida para a idade e para o tempo. Até uma consciência social muito forte pois nasci num lugar muito pitoresco de Vila Nova de Gaia, a que chamam Monte dos Judeus. É uma ilhazinha de casas no meio dos armazéns de vinho do Porto, onde havia uma fauna muito especial de pessoas: dois ricos que eram os donos da estiva, uma família Cockburn, uma classe média modesta, prostitutas, embarcadiços e pescadores. Na parte da frente da casa, olhava-se para o Porto; nas traseiras, olhava-se para a Idade Média. Isso deu-me muito cedo uma visão particular da sociedade, porque convivia com as classes sociais todas.»

 

JRC - Vila Real.jpg

 

Entrevista de J. Rentes de Carvalho ao DN.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Este não é um dicionário comum. Porquê o sentimental?

 

Não queríamos que fosse um dicionário normal. O E não poderia ser de Eusébio, seria muito óbvio. É de Eléctrico, do tempo em que o Rogério Pipi e o Peyroteo, um do Benfica outro do Sporting, trabalhavam juntos no mercado das carnes e iam também juntos de eléctrico para o treino. Isso é sentimento.

 

Há histórias surreais como a do tipo que atropela o seu jogador favorito do Torino, o Gigi Meroni, e anos mais tarde se torna o presidente do clube. Como fazes a tua pesquisa?

 

Entre numa livraria e folheio as coisas mais improváveis. A partir de uma ponta solta começo a descobrir a história. Esse jogado foi atropelado no meio da rua por um adepto que o idolatrava e que morava ao lado dele – e que viria a ser presidente do clube. O jogo seguinte foi um Torino-Juventus, um dérbi muito fértil em emoções, e ficou 4-0. Três golos foram marcados por um jogador argentino, Néstor Combin. Encontrei-o na Argentina em 2011 e ele fartou-se de chorar ao lembrar-se das coisas. Esse tipo de histórias estão por aí, há que as procurar.»

 

Entrevista de Rui Miguel Tovar à revista Sábado, a propósito da publicação do Dicionário Sentimental de Futebol.

 

frenteK_dicionario_sentimental_futevbol.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Porque decidiu responder por email em vez de fazer uma entrevista por telefone? Porque prefere escrever sempre que pode?
Sou esquisito ao telefone, ainda mais quando faço entrevistas. Leio-as mais tarde e consigo ver que por causa do meu nervosismo acabei por transmitir ideias enigmáticas e até enganosas em relação ao que realmente tinha para dizer.
O seu primeiro romance foi agora publicado pela primeira vez em Portugal. Isto não lhe parece estranho, quando estamos a falar de um livro que foi lançado originalmente em 1991?
Bom, a única coisa que sentia sobre esta publicação em Portugal era prazer. Mas isso foi até ter lido esta pergunta. Pergunto-me se não deveria ter estado revoltado com o país durante todos estes anos.
Tem uma média de dez anos entre livros e só publicou quatro. Não leve a mal esta pergunta, mas o que faz para viver?
Já ganhei a vida de diferentes maneiras, de apanhar cerejas a descarregar camiões que transportavam molhos de “New York Times” para os pontos de venda, durante a madrugada. Estive empregado como responsável pelas batatas fritas na cozinha de um restaurante quase durante 30 minutos. Fiz as coisas que habitualmente os escritores fazem, dei aulas, fiz revisão de texto… O trabalho que fiz durante mais tempo foi como alfarrabista. A Elsa trouxe quase sempre dinheiro para casa e entre os dois recebemos três pequenas mas importantes heranças, que foram uma grande ajuda. A história profissional dela é tão variada como a minha mas foi durante muito tempo designer têxtil. Trabalhámos no Botsuana, em África, durante cinco anos como directores do programa do Peace Corps [organização de voluntariado gerida pelo governo dos EUA]. Tivemos alguns prémios, uns bónus, direitos de livros vendidos para filmes que acabaram por não resultar em filmes… Enfim, percebemos cedo que para nós o lema mas inteligente seria “manter baixas as expectativas”. Vivemos durante 53 anos menos os cinco de África numa pequena casa numa quinta construída em 1840. Primeiro alugámo-la por 55 dólares por mês, depois comprámo-la, mais os quase oito mil metros quadrados de terreno, tudo por 20 mil dólares. O nosso carro é um Saturn de 1998.»

 

NR.JPG

 Norman Rush em entrevista exclusiva ao jornal i.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Entrevista de Ana Cássia Rebelo ao Diário Digital:


Estou a entrevistar uma escritora ou uma blogger?
Tenho dificuldade em responder a essa pergunta. O que faço é escrever num blogue. Por enquanto, é o sítio onde me sinto confortável a escrever. Tenho sempre a tentação de publicar no blogue todos os textos que escrevo e a pretensão de que estes tenham um cunho literário. É consciente e assumido. A linguagem dos blogues é efémera, mesmo que depois se façam colectâneas de textos. Eu quero que os meus textos permaneçam. Continuo a ter muito desconforto a identificar-me como escritora. A literatura é importante na minha vida. Tenho um amor profundo a alguns escritores. Sinto-me ainda muito de fora, sobretudo leitora.


No livro e no blogue tiveste a pretensão de reavaliar o papel da mulher na maternidade e no sexo?
Não. Eu não quero ser voz de ninguém. Escrevo sobre mim e nisso sou narcísica. Os textos do blogue são confessionais. Nunca tive a pretensão de estar ali a reflectir o papel da mulher na sociedade portuguesa. No entanto, a verdade é que os ecos que tenho tido de quem se aproxima de mim são de quem passou pelo mesmo. Acontece muito as pessoas dizerem: “ leio os teus textos e parece que são sobre mim.” Há essa identificação, mas não fiz nada conscientemente para que isso acontecesse.

 

ACR.jpgFotografia: Vítor Quelhas

 Ler a entrevista completa aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Filipe Homem Fonseca entrevistado por Miguel Branco, do jornal i. Há Sempre Tempo Para Mais Nada já está nas livrarias.

 

«Como é que alguém licenciado em publicidade, toda a vida ligado ao humor, acaba por se interessar pela linguagem do romance?

Sempre gostei de explorar várias plataformas e géneros, apesar de não considerar o humor um género, mas antes uma abordagem. Já tinha feito várias séries dramáticas, também no teatro, e há uns anos comecei a publicar contos. Publiquei um romance em 2013, e agora este. Há histórias que têm de ser contadas em determinado formato. Estas duas, em particular, são histórias que só via serem escritas assim, em romance.

Diz isso pelo enredo em si?

Sim, talvez pudessem ser contadas noutro formato, mas a história acabaria por ser diferente. A forma acaba sempre por influenciar o conteúdo, pelo menos comigo. Da mesma maneira que já tinha experimentado teatro, rádio, cinema…

Que são veículos bem distintos. O romance é mais exigente?

Sem dúvida. Tudo ali é para ser lido. Quando estás a escrever argumentos, as descrições de acção são quase instruções para a movimentação. Quanto mais sucinto e menos poético fores na escrita de um argumento, mais eficaz vais ser. Se o sol está a nascer, está a nascer, não precisa de estar a nascer com o olho do tigre não sei onde…

Os mecanismos do processo criativo são idênticos nas diversas formas de escrita?

Escrevo sempre da mesma forma. O processo em si é que acaba por ser diferente. O que senti nos romances, talvez por escrever argumentos há 20 anos e romances há poucos, é que é mais demorado.»

 

frenteK_ha_Sempre_temp.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Será que um crítico é basicamente um leitor muito bom?

 

James Wood: Penso que sim. Há na crítica literária um amadorismo agradável apesar de agora constar dos programas universitários. Um professor de literatura numa universidade de renome não é necessariamente alguém mais atento do que um leitor normal. A vantagem, claro, é que o leitor profissional tem uma erudição mais vasta. Mas enquanto crítico pouco mais se pode fazer do que treinar a atenção e ler bastante para que se possam fazer leituras comparadas.

 

James-Wood.jpg Foto: Stephanie Mitchell

 

Leia no site Electric Literature, a entrevista completa de James Wood, autor de A Mecânica da Ficção e A Herança Perdida, ambos publicados pela Quetzal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Isabel Coutinho foi a São Paulo falar com o Reinaldo Moraes.

Reinaldo Moraes.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Depois de escrever ensaios, livros de contos e romances, a espanhola Paloma Díaz-Mas, de 61 anos, investigadora e professora catedrática de literatura medieval e sefardita, surpreendeu tudo e todos com ‘O que Aprendemos com os Gatos’, editado em Portugal pela Quetzal.

 

Se lhe pedissem para indicar a coisa mais importante que os gatos nos podem ensinar, qual seria?

 

A capacidade de viver o momento. Existe em qualquer animal, mas é muito mais evidente neles. Não se preocupam com o que virá a acontecer nem se atormentam com o que já aconteceu.

 

Escreve que eles não padecem, ao contrário de nós, da doença congénita degenerativa chamada razão…

 

Isso é uma brincadeira, mas não deixa de ter certa base de verdade. Muitas vezes demoramos mais tempo a pensar do que a agir. A letra da canção ‘Beautiful Boy’, que John Lennon dedicou ao filho, diz que a vida é o que nos acontece enquanto estamos ocupados a fazer outros planos [risos]. É uma grande verdade.»

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/domingo/detalhe/todos_os_gatos_tem_um_rei_dentro_de_si.html

 

frenteK_que_podemos_aprender_Gatos.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

“É difícil viver num país que apagou o nosso passado”, diz uma personagem no romance Cidade Aberta, de Teju Cole, recentemente publicado em português pela editora Quetzal. É possível que os escritores tenham um papel tão importante em reinvindicar a memória quanto os historiadores. O que faz um jovem nigeriano-americano falar sobre Nova Iorque e o 11 de Setembro, sobre Bruxelas e radicais muçulmanos, sobre Gustav Mahler e índios dizimados? Essa é a pergunta errada. A pergunta certa é: porque é que um jovem negro não haveria de falar sobre todos os assuntos contemporâneos? Porque é que nunca nenhum jovem negro escritor o tinha feito antes, pelo menos desta maneira?

O início em duas palavras – “E portanto” – e o final inconclusivo fazem de Cidade Aberta um livro que parece continuar antes e depois da primeira e última página. A intriga, essa, conta-se numa frase: um médico nigeriano faz o internato de psiquiatria em Nova Iorque e caminha pela cidade conhecendo-lhe cantos e personagens que o fazem reflectir sobre literatura, música, história e sobre a própria natureza da memória, tanto pessoal como colectiva. James Wood, crítico de uma das mais importantes revistas norte-americanas, a New Yorker, escreveu sobre Cidade Aberta que era o mais parecido com um diário que um romance podia ser.»

Teju Cole, autor de Cidade Aberta, entrevistado por Susana Moreira Marques no Rede Angola.

I:\CAPAS - BERTRAND EDITORA\2013\Quetzal\06_Junho\

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Entrevista de José Eduardo Agualusa ao DN. Enquanto isso, A Rainha Ginga mantém-se segura nos tops.

 

 Fotografia de Pedro Loureiro

Autoria e outros dados (tags, etc)

«O problema é que a literatura hoje em dia vive uma crise muito profunda, converteu-se sobretudo em entretenimento, perdeu a sua pugnacidade, a sua beligerância crítica, e busca sobretudo entreter. E o entretimento também é uma espécie de adormecimento, uma maneira de desmobilizar criticamente os cidadãos. Creio que essa crise da cultura, que é muito profunda na minha opinião, pode ter um efeito gravíssimo na vigência da democracia e da liberdade. Pela primeira vez na história, o pesadelo de [George] Orwell, de uma ditadura tecnológica, com um absoluto controlo sobre a vida das pessoas, um mundo de cidadãos convertidos em autómatos, já é possível. Isso acontece por causa da degradação da cultura no nosso tempo.»

 

Mario Vargas Llosa em entrevista ao Público.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

 Fotografia de Pedro Loureiro

 

 

Porque sabemos tão pouco sobre História africana?
Não sei... Mas no  caso do Brasil, mais ligado a África, um país de matriz africana, existe uma  maior produção académica sobre a História de África, ainda que haja um fraco  conhecimento da cultura africana contemporânea - sobre a música, por exemplo. O  Brasil cortou com África quando acabou a escravatura. Em Portugal, existe um  maior conhecimento da cultura contemporânea africana, mas, sobre a História,  ainda há um longo caminho a percorrer. Existe um saber académico, mas este não  passa para fora. E o que se sabe é apenas numa perspetiva, muito redutora. No  que diz respeito ao grande público, há uma certa mitologia que ficou. Este livro  sobre a rainha Ginga pode surpreender em Portugal porque vai mostrar uma outra  perspetiva: a africana.

Mas houve outros livros dedicados à rainha Ginga.
Houve alguma literatura colonial, ou seja, ficção produzida por  portugueses, utilizando o mito da rainha a favor do mito da construção do  império. Quando as figuras se agigantam muito, todos os poderes têm a tentação  de usá-las a seu favor... Depois da independência de Angola, foi publicado, pelo  menos, um livro com a perspetiva oposta, hipernacionalista, transformando a  rainha Ginga num ícone do nacionalismo angolano - o que também é absurdo. A  rainha Ginga não é angolana. Ela atuou no espaço geográfico onde, hoje, se situa  Angola mas que, então, não existia. É como Viriato. Ele não é um herói  português, é um herói contra Portugal. A rainha Ginga não lutou por uma ideia de  Angola. Pelo contrário: se ela tivesse triunfado, não teria existido Angola como  hoje a conhecemos.

Ler mais: http://visao.sapo.pt/jose-eduardo-agualusa-pela-primeira-vez-sinto-que-posso-dizer-que-sou-escritor=f784361#ixzz34QIMxkXk

Autoria e outros dados (tags, etc)

«São raras as vezes que um livro nos prende pelos dois grandes motivos que justificam a existência de leitores: boas histórias e boa escrita. A percentagem de um dos lados normalmente é superior à outra, numa espécie de balanço universal das contas. Há grandes histórias que nos prendem com as suas reviravoltas e há outras que nos agarram pela originalidade com que criam novos caminhos para as palavras. Neste caso - o romance de estreia da escritora inglesa de origem nigeriana e ganesa - as duas estão em perfeita harmonia, tão perfeita como a beleza das coisas frágeis. Título da versão portuguesa que vai raptar uma das frases do livro. O romance de Taiye Selasi, de 34 anos, pode chamar-se uma história de família, uma saga carregada de imagens, de retratos de pessoas que conhecemos e poderíamos ter conhecido. Tudo começa com uma morte. Mas o que de trágico isto acarreta é suplantado pela história que conta. Por uma memória que acontece enquanto acompanhamos os minutos finais do protagonista, Kweku Sai, um cirurgião que fez muita coisa bem, mas tanta má, ao deixar a família. Assim arranca esta história: "Kweku morre descalço num domingo antes do nascer do Sol, com os chinelos no chão, junto à entrada da porta do quarto, como dois cães."»

 

Ler aqui a entrevista completa da escritora Taiye Selasi à jornalista Vanda Marques, do i.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Sites e blogues de autores

  •  
  • Sobre livros

  •  
  • Editoras do Grupo BertrandCírculo

  •  
  • Comprar livros online

  •  
  • Festivais Literários

  •  
  • Sobre livros (imprensa portuguesa)

  •  
  • Sobre livros (internacional)

  •  
  •  

  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D