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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

«O brasileiro Sérgio Rodrigues cruza investigação jornalística e ficção partindo de um caso verídico: o assassínio, nos anos 30, da amante do secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro por decisão da cúpula partidária. O sensacionalismo fica todo no subtítulo, “a história da jovem comunista que o Partido matou”. A história de Elza e as circunstâncias macabras da sua morte são o chamariz que nos atrai para os territórios mais complexos da verdade histórica, da construção dos mitos e de como os homens se servem da memória para expiarem os seus pecados. Não é por acaso que a citação que abre o livro é retirada de Expiação, de Ian McEwan.»


Bruno Vieira Amaral leu Elza, a Garota, escreveu sobre o livro no i, no sábado passado, e publicou o texto n'A Douta Ignorância.

«Tinha dezasseis anos. Ou assim dizem. As versões variam. Em algumas, Elza é mulher feita, vinte e um. Na maioria tem dezasseis. A idade altera talvez o grau de escândalo da união, mas não o fato de que Elza era uma namorada, mulher, companheira, concubina, amante, amásia oficial do secretário-geral do Partido Comunista do Brasil - o cargo máximo da organização - em 1935. O ano em que a esquerda brasileira tentou o lance mais ousado e sofreu a maior derrota da sua história. Miranda tinha quase a idade do século. Bem-apessoado, simpático, dizia a todos os companheiros que amava Elza e pretendia, assim que as circunstâncias políticas permitissem, fazer dela uma mulher honesta. Antes, porém, precisava se desincumbir daqule trabalhinho de tomar o poder no país.»

 

O primeiro parágrafo de Elza, a Garota, de Sérgio Rodrigues, nas livrarias a 11 de Junho.

 

Em 1936, depois da famigerada “Intentona”, uma garota de 16 anos, Elza Fernandes, amante do então secretário-geral do Partido Comunista do Brasil, Miranda, era assassinada por ordem do PCB.  Condenada por traição num tipo de julgamento usado hoje pelos “tribunais” de traficantes nos morros, ela foi “justiçada”, isto é, estrangulada com uma corda de roupa.

O fracassado golpe de Estado, seguido dessa morte torpe, foi um dos maiores erros políticos já praticados pela esquerda em toda a sua história. Antecipou a atmosfera envenenada da Guerra Fria, e serviu de laboratório para as práticas repressivas da ditadura de 1964.

O livro não é de denúncia, nem de tese, não tem didatismo nem ranço ideológico, e muito menos é um acerto de contas. É um romance com muita imaginação e menos ficção do que parece, que mistura lances de reportagem investigativa, de thriller policial, aventura, suspense e espionagem, reconstituindo todo um clima de época e apresentando uma trama que se desenrola num cenário de delações e intrigas, covardia, tortura, sordidez e suspeição.

 

Zuenir Ventura fez a «orelha» (badana no nosso português) deste livro. Na edição da Quetzal, é o texto de contracapa.


Nas livrarias a 11 de Junho.

Chegaram ao escritório os novos livros:

 

 

 

Nas livrarias daqui a uma semana: um romance de François Vallejo, que começa com o deflagrar do grande incêndio no Chiado em Agosto de 1988 e uma investigação de Sérgio Rodrigues sobre a namorada menor do Secretário-Geral do Partido Comunista do Brasil  que apareceu morta em 1936.

 

François Vallejo vem a Portugal e participará nas Conversas do Silêncio, parte do Festival Silêncio! 2010. Toda a programação aqui.

 

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