«"Elza, a garota" combina literatura e reportagem. É um híbrido de ensaio histórico com jornalismo e com ficção. O autor queria que o livro fosse rigoroso na pesquisa histórica - por isso passou seis meses a pesquisar arquivos institucionais e privados - mas também que se subordinasse a "uma lógica maior de romance". Não era uma fórmula que estivesse pronta e já estava a escrever quando leu "Soldados de Salamina", de Javier Cercas, próximo do seu romance em termos de estrutura. "Vi que estava indo por um caminho que não era tão novo como imaginava". Também há um diálogo com "Nove Noites", de Bernardo Carvalho, e com os livros de W. G. Sebald.». Já está na edição online do Ípsilon o artigo de Isabel Coutinho sobre Sérgio Rodrigues que investigou a morte de Elza Fernandes, a jovem menor, namorada do líder do Partido Comunista do Brasil, que morreu assassina por estar sob suspeita de traição.



