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«Tal como acontece com muitos escritores da sua geração, casos de Dave Eggers ou Jonathan Franzen, os seus três romances estão cheios de música. Como explica esta proximidade, é geracional ou pessoal?

 

Pois é. Há uma atracção. Tenho de lhe agradecer a comparação com esses dois autores. Gosto muito do que eles escrevem e ao contrário de mim são estrelas grandes da literatura (risos). Tento entender o processo de escuta, a consciência dos sons, como eles interferem no modo como olhamos uma determinada realidade. Há uma relação muito próxima entre a música e a memória. Não sei se pelo processo de repetição. É uma coisa que me interessa muito. No meu caso e no da geração a que pertenço, bem como na geração anterior muito influenciada pelo rock’n’roll, acho que é um contágio natural. Crescemos a ouvir música. Quando eu andava no liceu, numa cidade dos subúrbios da Califórnia, os livros faziam parte da minha vida, os filmes também, mas era a música que nos vinha dizer que havia um mundo maior algures, para lá desse universo suburbano, onde as pessoas eram diferentes e tudo parecia possível. Havia uma tremenda sensibilidade que era capaz de nos dar esperança. Só tínhamos de conhecer as pessoas certas. Talvez aqui em nova Iorque, que era muito longe (gargalhada). A formação dessa sensibilidade é essencial quando se tem 13 anos e se ouve aquilo que se percebe pertencer a outra realidade, menos limitada do que aquela em que vivemos. Isso fica connosco para sempre.»

 

Excerto da entrevista de Dana Spiotta a Isabel Lucas, no Ípsilon da passada 6ª feira.

 

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Coisas Partidas

01.04.13

«Dana Spiotta escreveu um romance provocador sobre luta e perda, com uma pitada de ironia sobre a rebelião e o protesto político, em que aproveita para ir explorando os pontos de contacto entre duas épocas marcantes da história contemporânea. Magistralmente arquitectado, e muitíssimo bem escrito, é um livro em que a autora percorre a História em sucessivas elipses, que dos anos 70 nos levam (para logo depois nos trazerem de volta) ao diário de Jason (escrito de 1998 a 2000), o filho da protagonista, no qual o adolescente procura descobrir, por aproximações, a vida secreta da mãe (como aquela que associa a mão a um dos músicos dos Beach Boys) – fá-lo como se montasse um puzzle a que sabe sempre que faltarão muitas peças; ao mesmo tempo, este é também um romance sobre os efeitos corrosivos de um segredo mantido por mais de duas décadas; sobre desespero e solidão.»

 

José Riço Direitinho, Ípsilon

 

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Prémio da Rosenthal Foundation - Academia Americana das Artes e Letras

Finalista do National Book Award

 

 

 

 

 

Eat the Document - com o mesmo título do célebre documentário sobre uma tournée de Bob Dylan no Reino Unido, em 1966 - é uma poderosa história sobre o idealismo, a paixão e o sacrifício, que se desloca entre os movimentos subterrâneos dos anos 1960 e os seus ecos e consequências nos anos 1990. Um retrato arrebatador de duas eras e um dos romances mais provocadores dos últimos anos. Uma estreia literária fulgurante em Portugal.

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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