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“É difícil viver num país que apagou o nosso passado”, diz uma personagem no romance Cidade Aberta, de Teju Cole, recentemente publicado em português pela editora Quetzal. É possível que os escritores tenham um papel tão importante em reinvindicar a memória quanto os historiadores. O que faz um jovem nigeriano-americano falar sobre Nova Iorque e o 11 de Setembro, sobre Bruxelas e radicais muçulmanos, sobre Gustav Mahler e índios dizimados? Essa é a pergunta errada. A pergunta certa é: porque é que um jovem negro não haveria de falar sobre todos os assuntos contemporâneos? Porque é que nunca nenhum jovem negro escritor o tinha feito antes, pelo menos desta maneira?

O início em duas palavras – “E portanto” – e o final inconclusivo fazem de Cidade Aberta um livro que parece continuar antes e depois da primeira e última página. A intriga, essa, conta-se numa frase: um médico nigeriano faz o internato de psiquiatria em Nova Iorque e caminha pela cidade conhecendo-lhe cantos e personagens que o fazem reflectir sobre literatura, música, história e sobre a própria natureza da memória, tanto pessoal como colectiva. James Wood, crítico de uma das mais importantes revistas norte-americanas, a New Yorker, escreveu sobre Cidade Aberta que era o mais parecido com um diário que um romance podia ser.»

Teju Cole, autor de Cidade Aberta, entrevistado por Susana Moreira Marques no Rede Angola.

I:\CAPAS - BERTRAND EDITORA\2013\Quetzal\06_Junho\

 

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«Pode-se dizer que a consagração de Teju Cole (n. 1975) chegou com o ensaio de várias páginas que James Wood lhe dedicou na “The New Yorker”, mas a melhor síntese sobre Cidade Aberta pertence a Cólm Tóibín – “Um reflexão sobre história e cultura, identidade e solidão.” Em rigor não é preciso dizer mais nada. (…) Cole tem uma escrita elegante (a tradução de Helder Moura Pereira faz-lhe justiça) e este livro não anda longe dos textos sobre viagens que publica com regularidade. Uma bela descoberta.»

 

Eduardo Pitta, Sábado

 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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