Um tradutor, que é escritor, fala sobre o seu mais recente trabalho: a versão portuguesa de Catedral, de Raymond Carver.
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Um tradutor, que é escritor, fala sobre o seu mais recente trabalho: a versão portuguesa de Catedral, de Raymond Carver.
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«O que pode dizer sobre a obra de Carver?
Foi dos primeiros escritores americanos que admirei e, em certa altura da adolescência, procurei imitá-lo, mimetizando o seu estilo. Os seus contos têm a ressonância de romances porque são, de certa maneira, romances em miniatura: o mundo ficcional de Carver é de tal maneira sólido que a sua obra pode ser lida (e filmada, como o fez Robert Altman em «Shortcuts») como um todo, em que cada conto é interdependente do próximo e do anterior. Não se trata, assim, de uma série de contos espalhados por vários livros, mas de um grande romance dividido em vários tomos e vários capítulos que, de muitas maneiras, reflectem o homem que Carver foi e os tempos que viveu.»
Da entrevista de João Tordo ao Diário Digital, a propósito da tradução de Catedral.
Raymond Carver disse que era possível «escrever sobre lugares-comuns», sobre coisas e objectos, usando lugares-comuns, mas também uma linguagem precisa, conferindo, assim a estas coisas – uma cadeira, uma cortina, um garfo, uma pedra, um brinco de mulher – uma força e uma cintilação imensas. Em parte nenhuma é tão evidente esta alquimia como em Catedral.
Catredral, de Raymond Carver | tradução de João Tordo
serpente emplumada | Raymond Carver
Nas livrarias a 21 de Janeiro.
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