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O aclamado romance de Daniel Galera, Barba Ensopada de Sangue, que a Quetzal publicou no ano passado, já tem uma edição em inglês (Penguin Press). Leia aqui a crítica no Toronto Star: "Nos últimos anos, muito poucos romances descreveram a textura, as cores e a vida marítima com uma prosa tão elegante."

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«Carregado de negrume e habitado por um fantasma que parece ter o corpo disperso pela memória colectiva de uma pequena cidade à beira-mar, “Barba Ensopada de Sangue” é um livro sobre a busca individual da identidade, um hino à natureza que nos cerca e um mergulho nas insondáveis formas que a violência encontra para cumprir os seus desígnios. Dito de outra forma, um livro tristemente belo.»

 

Pedro Miguel Silva, Rua de Baixo

 

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Daniel Galera em entrevista ao jornal i:

 

O que escreveu na introdução de "Barba Ensopada de Sangue" [sobre a relação de alguém que ainda não sabemos quem é com o tio que morreu de forma misteriosa], por exemplo, faz parte da sua vida pessoal? Ou não coloca muito do que é seu nas suas histórias?

Depende da história. O "Barba Ensopada de Sangue" é um romance fictício, a história é inventada. Mas claro que há aspectos da minha vida pessoal e da minha visão de mundo que servem de matéria prima para certos episódios e ambientes. A paixão por natação, por exemplo, é algo que compartilho com meu personagem. Não há ficção sem motivação subjectiva.

 

Por exemplo, a forma como aborda relações familiares parece muito pessoal e vivida. É porque o é de facto ou é uma questão de "arte do autor"?

Eu não chamaria de arte, mas é um trabalho em cima de um hábito de percepção. Vivo atento às minhas próprias experiências e às pessoas a meu redor, tentando me colocar no lugar delas. A força emocional das relações humanas costuma estar nos detalhes, um silêncio, uma fala dissimulada, um gesto. É preciso guardar um catálogo imenso dessas percepções que nos afectam, para depois poder recombiná-las na ficção, a serviço dos personagens e da história.

 

Entrevista completa aqui.

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Voz Própria

16.01.14

«Contrariamente a autores da sua geração dos dois lados do Atlântico, Galera não pretende emular os modernistas (velhos de cem anos), nem usa a bengala do realismo mágico, chão que deu uvas nos anos 1950 e 1960. Limita-se a fazer um bom uso da voz própria. Não se pode exigir mais a um escritor. Extensas notas de rodapé fazem vénia a David Foster Wallace, um dos autores que Galera traduziu.»

 

Eduardo Pitta, Sábado

 

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O quarto romance do escritor brasileiro Daniel Galera, que a Quetzal irá publicar em janeiro de 2014, recebeu o Prémio São Paulo de Literatura, no valor de 65 mil euros, o mais elevado no Brasil.

 

Barba Ensopada de Sangue, que conta a história de um professor de educação física que procura desvendar o mistério da morte do avô, é também um dos finalistas do Prémio Portugal Telecom, cujo vencedor será anunciado no próximo dia 4 de dezembro.

 

«Barba Ensopada de Sangue é um livro muito forte e Daniel Galera, um escritor admirável – sério, robusto, tranquilo. E este é também um livro assim, desde a primeira página. Como alguém que sai de casa sabendo exatamente para onde quer ir. Vai firme, mas não apressa o passo.» Gonçalo M. Tavares

 

 

Daniel Galera nasceu em São Paulo, em 1979, mas passou grande parte da sua vida em Porto Alegre. Escritor e tradutor de literatura contemporânea de língua inglesa, foi um dos criadores da editora Livros do Mal, pela qual lançou o seu livro de estreia, Dentes Guardados (2001), e a primeira edição de Até o Dia em Que o Cão Morreu (2003), entretanto adaptado ao cinema. Cordilheira (2008) recebeu o Prémio Machado de Assis de Romance, da Fundação Biblioteca Nacional, e ficou em terceiro lugar na categoria Romance do Prémio Jabuti. Os seus livros estão publicados em Inglaterra, nos Estados Unidos, em França, Itália, na Argentina, Roménia e Holanda. Barba Ensopada de Sangue será o seu primeiro livro publicado pela Quetzal.

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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