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«Sobre as praias em si, destacados ficam os capítulos “De Pedrouços a Cascais”, “Póvoa de Varzim” ou “A Foz”. Porém, o ritmo tende a apressar-se, não havendo um discurso muito demorado, não tanto como há sobre as peculiaridades das áreas circundantes, ou as vicissitudes dos alojamentos e restauração. Ortigão reserva uma introdução e um terceiro lote de capítulos ao lado científico e mitológico do mar, da água e do banho. Sobre o mar, confirma-se a essência de ser português; dada a pequena área terrestre de que dispomos numa direcção enveredamos pela outra, o promissor Atlântico, diminuindo assim os limites da fronteira e alavancando sonhos. Não será de estranhar, por isso, a exaltação feita a clássicos como Os Lusíadas ou História Trágico-Marítima, elogios tecidos por Ortigão à alma portuguesa sofrida, que triunfa perante adversidades.»

 

Nelson Ferreira, Deus me Livro

 

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«Uma praia é uma mitologia. Pouco importa se gostamos mais ou menos de praia, e não importa onde fazemos praia. Esse verbo, “fazer”, diz tudo, a praia é uma actividade, faz-se, mesmo quando não fazemos nada o tempo todo. Porque a praia não é apenas uma estância, uma experiência, uma temporada, é também uma memória que nos define. Parafraseando Camões: segundo a praia que tiverdes, tereis um entendimento. […]

 

Talvez alguém encontre uma dessas suas praias num livro de Ramalho Ortigão chamado “As Praias de Portugal: Guia do Banhista e do Viajante” (Quetzal). Estávamos em 1876, era outro país, outros hábitos, de tal modo que neste voluminho nem aparece o Algarve, que mais tarde seria quase sinónimo da praia portuguesa. Também não faria parte do meu guia pessoal, não por causa do Algarve, que está de todo inocente, mas do meu Algarve, uma mitologia de experiências desgostosas, decepcionantes e desconfortáveis, que prefiro esquecer, mas que nunca esqueço.»

 

Pedro Mexia, Expresso

 

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«A contenda entre norte e sul vem de longe, a léguas de distância do florescimento das estâncias algarvias. Em 1872, os portuenses pedem touros, "muitos touros", temendo inferioridade burguesa face à então moda alfacinha. A resposta dos vizinhos do Douro à tradição para as bandas do Tejo saldou--se na construção de duas praças e no começo das touradas, insuficientes para os magotes de aficionados. Ao cabo de dois anos, a excitação esmorece "Mas Lisboa tinha recebido uma lição terrível! O Porto tinha-lhe mostrado que, se quisesse gostar de touros, ninguém gostaria mais. O portuense é o homem mais dedicado, mais serviçal, mais bom homem".

 

Considerações de um distinto filho da terra, José Ramalho Ortigão, que em 1876, um ano depois de "Banhos de Caldas e Águas Minerais", publica o "Guia do Banhista e do Viajante", obra ilustrada com desenhos de Emílio Pimentel, agora reeditada pela Quetzal. Um roteiro em jeito de folhetim pelas praias portuguesas então na berra, com descrições das respectivas faunas e ambientes, dicas práticas sobre alojamento, motivos de interesse cultural, e actividades de lazer para lá dos areais, como as descritas corridas.»

 

Maria Ramos Silva, i

 

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Vamos à praia?

19.06.14

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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