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Do texto de José Riço Direitinho publicado no Ípsilon de hoje, sobre As Meninas da Numídia, de Mohamed Leftah, mais uma vez merecedor de cinco estrelas em cinco. Este verão, passe uma noite num bordel de Casablanca.

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Antes do relatos do lançamento da biografia de Eça de Queirós de Maria Filomena Mónica - e, quem sabe, a publicação do texto do Dr. António Sousa Homem, cuja autorização aguardamos - aqui fica o linque para o texto publicado por Ana Cristina Leonardo sobre As Meninas da Numídia, no Expresso, reproduzido no Meditação na Pastelaria.

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«Rosa comportava-se com a sua jovem amiga tal como lhe era permitido pelo seu estatuto de rapariga cicatriz, de rapariga marcada. A marca dela localizava-se mesmo ao princípio do seio esquerdo, no preciso local em que nascem e divergem os dois rios nutrientes básicos, vitais, do vale feminino, o vermelho e o branco.»

As Meninas da Numídia, de Mohamed Leftah | série mediterrâneo

Tradução de Jorge Pereirinha Pires

 

 

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«Estas raparigas são pedras preciosas, são flores, especiarias das ilhas odoríferas ou corças dos bosques. Em idade de andarem na escola, elas participam no entanto do tempo em que não havia emergido ainda a mulher mamífera (nem “o leite da ternura humana”, como seguidamente se escreveu). O que as liga à  – e as exclui da – ordem social, como um cordão umbilical, é  essa palavra que a um tempo é  marca na carne e signo de pertença uma ordem, a palavra cicatriz.»
 

As Meninas da Numídia, de Mohamed Leftah | série mediterrâneo

Tradução de Jorge Pereirinha Pires

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«Essa inocência desconcertante, essa eternidade maravilhada, tal como as estrelas mortas há milhões de anos mas das quais continuamos a receber a luz, nimbarão sem que eu o saiba, com uma luz doce, invisível, impalpável, a fronte das raparigas-flores.»

 

As Meninas da Numídia, de Mohamed Leftah | série mediterrâneo

Tradução de Jorge Pereirinha Pires

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«Estas raparigas são pedras preciosas, são flores, especiarias das ilhas odoríferas ou corças dos bosques. Em idade de andarem na escola, elas participam no entanto do tempo em que não havia emergido ainda a mulher mamífera (nem “o leite da ternura humana”, como seguidamente se escreveu). O que as liga à  – e as exclui da – ordem social, como um cordão umbilical, é  essa palavra que a um tempo é marca na carne e signo de pertença uma ordem, a palavra cicatriz.»

 

As Meninas da Numídia, de Mohamed Leftah | série mediterrâneo

Tradução de Jorge Pereirinha Pires

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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