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Quetzal

Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

«Além de reafirmar as qualidades já apontadas nestas páginas à outra colectânea de Magris publicada na Quetzal – A História Não Acabou – esta nova recolha de textos, publicados (maioritariamente) no Corriere della Sera, faz dilatar a admiração pelo autor: a mera leitura da multitude de obras aqui abordadas é trabalho para toda uma vida em dedicação exclusiva.

 

Em Alfabetos a literatura – o fio condutor – entrelaça-se com a filosofia, as artes, os temas da actualidade e os grandes temas de todos os tempos: nacionalismo, Baudelaire, felicidade, a Odisseia, Kafka, família, Robinson Crusoe, melancolia, a Bíblia, campos de extermínio. Comum a todos os textos é a capacidade de síntese, a clareza de exposição, a erudição sem afectação, a perspicácia que permite unir assuntos aparentemente díspares.»

 

José Carlos Fernandes, Time Out

 

«A dimensão do seu discurso traduzia a dimensão do seu pensamento: a capacidade e a coragem de ir para lá do óbvio, de não se acantonar em lugares pacíficos, nem amanhãs que cantam, nem cinismo estéreis, nem totalmente otimista nem totalmente pessimista. No seu discurso, nas suas ideias e até na sua linguagem corporal a posição que escolhe é a mais difícil de todas: o equilíbrio no meio. Luta do agonismo, da incompletude, da incerteza. Um Ulisses que, mesmo estando em Ítaca, sabe que o chão que pisa não é sólido. […]

 

Há no pensamento e na escrita do ensaísta italiano a liberdade da errância. Como homem sensível e atento ele sabe manejar os sinais e os símbolos, as intuições, o visível e o invisível e interliga-los de forma a dar a ver sempre um ângulo novo da experiência.»

 

Joana Emídio Marques, QI

 

«Claudio Magris é um intelectual cujo sonho é, a seu modo, à escala do Danúbio. O rio que tanto testemunhou o esplendor da dinastia dos Habsburgos como a sua derrocada, com o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, em Sarajevo. O sonho de Magris é o de uma Europa política federal, que não descure a extensa amostra de identidades europeias, como diz em entrevista ao Negócios. “Acredito num Estado europeu que seja federalista e descentralizado. No que diz respeito à identidade, creio que temos de falar em identidades. Ou seja, cada um tem uma identidade de género, uma identidade cultural, uma identidade política. Eu, por exemplo, sou mais próximo de um liberal uruguaio do que de um fascista de Trieste. Todos temos diferentes identidades”, explica o escritor italiano, de 74 anos, nascido em Trieste.»

 

Entrevista de Claudio Magris ao Jornal de Negócios

 

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