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A Pedra Ainda Espera Dar Flor, coletânea de textos dispersos de Raul Brandão com organização de Vasco Rosa, é uma das obras que, a partir de 2013, integram o Plano Nacional de Leitura.

 

 

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"O Brandão memorialístico assoma, aqui, com a mesma fulgurância em páginas dedicadas a contemporâneos – Nobre ou Fialho – e nas que consagrou a nomes como Garrett. Por outro lado, o crítico – literário, teatral e artístico – pronuncia-se sobre figuras como Pascoaes, Jaime Cortesão, ou Teixeira Lopes. O mesmo poderio expressivo e retórico, aplica-o em momentos menos definíveis – “tinha sido apalpada pela dor, esvaziada de lágrimas e de gritos” – mas sempre singulares."

 

Hugo Pinto Santos, Time Out

 

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«”A vida passada em bibliotecas permitiu-me manter, nestes últimos anos, um interesse contínuo pela obra dispersa de Raul Brandão e identificar uma apreciável quantidade e qualidade de novos textos velhos.” Assim construiu Vasco Rosa a sal metodologia de investigação. Vasculhar em jornais é, de resto, paixão antiga e já deu origem a muitos volumes, de Alexandre O’Neill a Miguel Esteves Cardoso. Este dedicado a Raul Brandão é a reedição, revista e aumentada, de dois tomos que lançou em 2006, na Ambar, com os títulos Lume sob Cinzas e Paisagem com Figuras. São textos praticamente desconhecidos no nosso tempo mas que explicam muito do sucesso que o escritor teve ao longo da sua vida (nasceu em 1867 e morreu em 1930). Se antes conhecíamos os comentários elogiosos sobre alguns textos que o autor de Húmus escreveu – como é o caso das reportagens sobre jovens delinquentes, sem-abrigo, presos ou hospiciados em Lisboa – agora podemos lê-los como se tivessem sido escritos hoje. Em suma: artigos que explicam e contextualizam as suas obras, os seus gostos, o seu pensamento e os seus afetos.»

 

Jornal de Letras

 

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«Conhecemos esta mundividência dos seus livros inclassificáveis e esplêndidos, aos quais A Pedra Ainda Espera Dar Flor acrescenta centena e meia de artigos, prefácios, resenhas e divagações. O inexcedível Vasco Rosa, que tinha reunido em dois volumes boa parte destes dispersos, oferece-nos agora uma edição aumentada e num único tomo, resgatando de jornais antigos mais umas quantas dezenas de textos. Estes dispersos são como que esboços das obras canónicas de Brandão, contos lúgubres, histórias de pescadores, monólogos, prosas poéticas, páginas memorialísticas. Os textos mais notáveis são os jornalísticos, etnográficos e impressionistas, nomeadamente as entrevistas ou reportagens com gente que trabalha e sofre.»

 

Pedro Mexia, Expresso´

 

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«Vasco Rosa acrescentou em cerca de 50 o número de escritos dispersos de Raul Brandão (1867-1930) que já reunira num livro anterior. A tarefa a que pôs ombros é digna de um rato de biblioteca. É que só através de autênticas escavações por publicações periódicas foi possível alargar o conhecimento da actividade jornalística do autor de Os Pescadores

 

Diogo Ramada Curto, Ípsilon

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«O que mais se destaca neste conjunto de textos de imprensa é a qualidade da prosa. E o negrume. Por todo o lado há húmus, pescadores, amargura infinita, água escura, ventania, «noite camilesca» e revolta. Camilo, o génio que em nada deixa de meter coração e raiva, é o seu modelo, até porque encontra dor em tudo: «Camilo, pelo seu tipo de romântico, com a vida batida a galopadas, de raptos, de amores, de rija pancadaria» (p. 80). No enterro de Guerra Junqueiro, o cronista recorda os humildes, os pastores, as mulheres parindo filhos para a desgraça e a dor (p. 75). Silva Pinto é menos a sua obra do que um homem apegado à bengala, arrastando uma perna, com os cabelos já brancos e agitados, e sempre furioso com todos: «Se há homens que nascem com esta sina, sofrer, Silva Pinto é um desses» (p. 102). Aníbal Fernandes Thomaz, homem de biblioteca «que cheira um nada a bafio», confessa-lhe: «O que eu tenho sofrido!...» (p. 108). Com a sua pomposidade, Almeida Garrett é uma caricatura andante que envergonha: «quando um janota qualquer finge que tem cabelos e se aperta com um espartilho, não sofre: a futilidade dá-se bem com a futilidade. Mas um homem de génio nunca desce, sem sentir que se rebaixa.» (p. 72). É caso para dizer que os livros, os lugares e as pessoas (povo, amigos escritores) são construções de Raul Brandão, são o próprio Raul Brandão. O mundo existe no interior do escritor. As pessoas e os lugares são como ele os imagina. Nada existe fora do cérebro porque no fundo a única realidade existente é o eu.»

 

Paulo Rodrigues Ferreira, Orgia Literária

 

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Realiza-se na próxima quinta-feira, dia 7 de março, às 18h30, o lançamento do livro de Raul Brandão, A Pedra Ainda Espera Dar Flor, organizado por Vasco Rosa. O livro será apresentado por Otavio Rios e Vítor Viçoso. O evento terá lugar no Centro Nacional de Cultura, Largo do Picadeiro, nº 10, 1º.

 

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«É isso que sobretudo fascina na escrita de Raul Brandão: mesmo quando fala da dor e do mal, faz isso de forma poética, como se as palavras pudessem aveludar os sentimentos e estes não fossem espinhos de uma rosa. Bonita mas que pica. A Pedra Ainda Espera Dar Flor é uma forma magnífica de procurarmos descobrir a sua obra.»

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios

 

O lançamento do livro, que já está nas livrarias, será no próximo dia 7 de março, às 18h30, no Centro Nacional de Cultura, com apresentação de Maria João Reynaud, Vítor Viçoso e Otavio Rios, e com a presença de Vasco Rosa, organizador deste volume.

 

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Organizado por Vasco Rosa, este volume de escritos dispersos de Raul Brandão chega às livrarias a 22 de fevereiro.

 

«Recolhido de quase quarenta publicações de todo o tipo, calibre e geografia, emerge um imenso corpo textual de nítida proximidade com os temas recorrentes de Raul Brandão, que algumas vezes, e a considerável distância temporal, serve de base a passagens das suas Memórias, outras comenta livros da época, outras ainda, como os verbete do Guia de Portugal, desdobra a escrita impressionista de Os Pescadores e de As Ilhas Desconhecidas, ou enfatiza todo o seu envolvimento com o teatro e desde muito cedo (1892 e 1895, como é habitualmente dito). Fica também em evidência a atenção central concedida a Columbano Bordallo Pinheiro e a Guerra Junqueiro, a sua compaixão por Almeida Garrett janota, impiedosamente troçado nas gazetas e nas tertúlias, o seu fascínio por Camilo Castelo Branco, e traz-se a primeiro plano a «História do batel Vai com Deus e da sua campanha», folhetim da nossa vida piscatória claramente preanunciador de Os Pescadores, escrito duas décadas depois. As suas reportagens sobre jovens delinquentes, sem-abrigo, presos ou hospiciados de Lisboa, que Guilherme de Castilho mencionara e depois dele José Cardoso Pires, podem ser lidas neste volume de A Pedra Ainda Espera Dar Flor

 

Vasco Rosa

 

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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