«Tudo começa a partir do momento em que um estudante decide aprender uma nova língua – a língua chinesa –, por “achar que a própria língua não dá conta do que tem para dizer”. Como resultado de uma vida sem uma ponta de felicidade, desempregado e divorciado há seis anos, resta-lhe unicamente uma sensação de insatisfação que o leva a estudar a língua chinesa e a querer embarcar para a China. É no momento em que está na fila para fazer o check-in que encontra a sua professora de chinês e, após algum tempo, acaba por ser detido com a sua professora. Cada um é levado para uma sala diferente, cada um é questionado por um polícia. Sob o olhar do estudante de chinês, Bernardo Carvalho convida em “Reprodução” (Quetzal, 2015) o leitor a reflectir, numa época em que o acesso à informação está à mão de todas as pessoas (apesar do momento de reflexão ser questionado).»
David Pimenta, Deus Me Livro.
