José Mário Silva escreveu no Expresso sobre A Liberdade do Drible, de Dinis Machado.
«As 23 crónicas futebolísticas reunidas neste volume foram publicadas entre 1978 e 1996 – a maior parte no então trissemanário desportivo “A Bola”, as restantes no “Tal & Qual”, em “O Jornal” e no “Guia da Semana”. Apesar da sua qualidade desigual, ao lê-las é reconfortante verificar que Dinis Machado era daqueles escritores que nunca deixavam de o ser, mesmo quando as circunstâncias da vida o levavam a alinhavar prosas para a imprensa, sabendo que no dia seguinte já só serviriam para embrulhar peixe. O certo é que estas crónicas, décadas depois, ganharam a dignidade da edição em livro – e bem a merecem. Merecem justamente porque escapam ao mero comentário a realidades que a distância temporal tornaria incompreensíveis aos leitores de hoje, rememorando e recriando, em vez disso, histórias que podem ser lidas com proveito por leitores de qualquer época.»
