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Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

Sérgio Godinho nasceu em 1945 no Porto. Partiu de Portugal com 20 anos, recusando assim fazer a guerra colonial. Viveu durante nove anos em Genéve, Paris, onde integrou o elenco da comédia musical Hair, Amesterdão, Brasil, onde se juntou ao grupo de vanguarda Living Theater em Vancouver. O seu primeiro LP Sobreviventes foi gravado em França, em 1971, com músicos franceses e a colaboração de alguns portugueses então radicados em França. Gravou também no exílio o álbum Pré-Histórias. Estes dois discos, premiados pela Casa da Imprensa, foram sucessivamente proíbidos e autorizados pela censura de então. Tendo regressado a Portugal após a revolução democrática do 25 de abril de 1974, Sérgio Godinho tornou-se autor de algumas das canções mais unânimemente aclamadas da música portuguesa. A sua discografia – imensa, vasta, aclamada – faz parte da história da nossa vida, das nossas paixões, desilusões e delírios. Impossível lembrar todas as canções – e esquecer uma.
Em outubro de 2014 a Quetzal publicou o seu primeiro livro de ficção, Vidadupla. Em fevereiro de 2017, sairá o seu primeiro romance, Coração Mais Que Perfeito.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
Um exemplo de beleza.
Scarlett Johansson.
Um exemplo de elegância.
Gisele Bündchen. Também podia estar na resposta anterior...
Um exemplo de fealdade.
Trump (aquele que ficou à frente nos primários republicanos) e o seu feio penteado, e as suas ainda mais feias propostas.
A música que nunca lhe sai da cabeça.
Ui, às vezes a minha própria, quando estou a compor. Acordo às cinco ou seis das manhã e não a consigo parar.
O lugar ideal para passar férias.
É mesmo naquela praia paradisíaca de águas tépidas e transparentes que ainda não descobri.
Qual foi o primeiro livro que leu? O que se lembra dele?
Acho que foi um dos Cinco. Lanches copiosos e sobretudo passagens secretas, desde aí essenciais no meu imaginário.
Que livro o obrigaram a ler na escola que achou insuportável?
Nenhum, de facto.
Qual é obra que releu mais vezes? Porquê?
Deve ter sido o On the Road, do Jack Kerouac, porque me fez partir realmente à aventura.
Vai parar a uma ilha deserta e encontra o pior livro imaginável. Como se chama?
O meu primeiro romance, Coração Mais Que Perfeito. Porque ainda é inédito, e seria insuportável que ninguém o lesse.
Qual é o melhor local para ler? E o pior?
No comboio. Apetece apanhá-lo só para ter tempo para ler. Também gostei muito de ler das duas vezes que estive preso no Brasil. Que melhor forma de me evadir?
A bebida ideal para acompanhar uma boa leitura?
Vinho tinto, sempre.
Costuma sublinhar livros ou escrever neles ou é daqueles que os mantém imaculados?
Apenas dobro por vezes o canto da página.
Usa um marcador ou dobra as páginas?
Marcador.
Em miúdo, sonhou em ser igual a que personagem literária? Porquê?
Ao Tintim, claro, e o porquê é óbvio.
De que livro tirava o seu epitáfio, porquê?
Nunca o tiraria de um livro.
Um filme que gostaria de rever sempre.
Coxas Quentes em Delírio. Mas comigo no protagonista.
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