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Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.
Rodrigo Magalhães nasceu em 1975. É livreiro. Vive em Lisboa – e é autor de um dos mais belos livros da nova ficção portuguesa, Cinerama Peruana, publicado em 2013 pela Quetzal. Sobre ele, escreveu José Mário Silva, no Expresso: «Neste livro magnético (no sentido em que o leitor experimenta em permanência uma força de atracão, densa e obscura), o que mais impressiona é o domínio absoluto do autor sobre os materiais literários.»
Um exemplo de beleza.
O vento nas árvores.
Um exemplo de elegância.
Um felino de grande porte. Uma pantera, por exemplo.
Um exemplo de fealdade.
Por onde começar?
A música que nunca lhe sai da cabeça.
Aquela que ultimamente não me sai da cabeça chama-se “Farewell Transmission”, dos Songs:Ohia.
O lugar ideal para passar férias.
A Munchkinland.
Qual foi o primeiro livro que leu? O que se lembra dele?
Não me lembro do primeiro livro que li. Lembro-me do último, que foi O Triunfo da Morte, do Augusto Abelaira, e não temos aqui espaço suficiente para aquilo de que me lembro.
Que livro o obrigaram a ler na escola que achou insuportável?
Não achei nenhum insuportável, embora me tenha debatido um pouco com o Eurico, o Presbítero, do Herculano.
Qual é obra que releu mais vezes? Porquê?
O Adversário, de Emmanuel Carrére. Por muitas vezes que o leia o espanto é idêntico à primeira vez que o li.
Vai parar a uma ilha deserta e encontra o pior livro imaginável. Como se chama?
“101 livros para ler numa ilha deserta”
Qual é o melhor local para ler? E o pior?
Leio em qualquer sítio, em qualquer posição. Não sou a melhor pessoa para responder a esta pergunta.
A bebida ideal para acompanhar uma boa leitura?
Bebo vinho, seja qual for a qualidade da leitura.
Costuma sublinhar livros ou escrever neles ou é daqueles que os mantém imaculados?
Sublinho, escrevo, tomo notas, aponto números de telefone e até faço listas de supermercado se não tiver mais papel à mão.
Usa um marcador ou dobra as páginas?
Uso marcador e dobro páginas. Sou pouco sistemático.
Em miúdo, sonhou em ser igual a que personagem literária? Porquê?
Só o Corto Maltese, como todos os homens. Não me parece que seja necessário explicar porquê.
De que livro tirava o seu epitáfio, porquê?
Do Cat’s Cradle, de Kurt Vonnegut. «This is it: ‘Nothing’»
Um filme que gostaria de rever sempre.
A trilogia Back to the Future.
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