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Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.
Patrícia Müller nasceu em Lisboa, em 1978. Estudou Comunicação Social, na Universidade Nova de Lisboa, e começou a vida profissional como jornalista da revista Elle. Colaborou com outros periódicos e estreou-se na televisão em 2000. Inaugurou a sua carreira de argumentista em 2002 e, desde então, tem escrito filmes, séries, telefilmes, novelas. Em 2014, lançou Madre Paula, romance histórico baseado na relação entre D. João V e uma freira de Odivelas. Uma Senhora Nunca é a sua primeira proposta totalmente ficcionada – aliás, parcialmente ficcionada, porque é uma história inspirada na bisavó da autora.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
Um exemplo de beleza.
Vitória de Samotrácia. Impressionou-me muito quando a vi ao vivo, no Louvre.
Um exemplo de elegância.
Uma mulher que anda em cima de saltos altos como se andasse em cima de nuvens.
Um exemplo de fealdade.
A falta de educação.
A música que nunca lhe sai da cabeça.
“Detalhes”, do Roberto Carlos.
O lugar ideal para passar férias.
Todos, desde que se esteja relaxada.
Qual foi o primeiro livro que leu? O que se lembra dele?
Lembro-me dos livros da Enid Blyton, os Cinco e as suas aventuras. Lembro-me de querer ter a vida dos personagens, livre, independente, cheia de cor e significado.
Que livro o obrigaram a ler na escola que achou insuportável?
A Sibila, da Agustina. Anos mais tarde li a obra toda dela e é, até hoje, a minha escritora portuguesa favorita. Isto só mostra que, na escola, não sabemos nada.
Qual é obra que releu mais vezes? Porquê?
O Amante, da Marguerite Duras. Porque é magistral a forma como ela consegue descrever a humidade dos corpos, a transgressão silenciosa, a ideia de amor errado e certo, ao mesmo tempo. E porque o final faz-me chorar sempre que a ele volto. Sempre.
Vai parar a uma ilha deserta e encontra o pior livro imaginável. Como se chama?
Qualquer livro do Paulo Coelho. Acho-o muito chato.
Qual é o melhor local para ler? E o pior?
Qualquer local é bom para ler.
A bebida ideal para acompanhar uma boa leitura?
Nenhuma. Leitura é a seco.
Costuma sublinhar livros ou escrever neles ou é daqueles que os mantém imaculados?
Sublinho, risco, escrevo, atravesso-me nas páginas de todos os livros que me passam pelas mãos. Quanto mais gosto, mais estragos faço.
Usa um marcador ou dobra as páginas?
Dobro páginas e já cheguei a arrancá-las, porque achei que eram demasiado importantes para ficarem dentro do livro.
Em miúdo, sonhou em ser igual a que personagem literária? Porquê?
Sonhei ser o Sherlock Holmes e o Hercule Poirot. Os policiais fizeram parte da minha iniciação literária de uma forma muito intensa.
De que livro tirava o seu epitáfio, porquê?
Tirava o meu epitáfio de uma música do Frank Sinatra: “The best is yet to come”.
Um filme que gostaria de rever sempre.
Dirty Dancing. Faz parte da minha adolescência. A famosa frase “nobody puts Baby in a corner” inspirou a miúda que eu era na altura.
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