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Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

AS PERGUNTAS E AS RESPOSTAS:
Um exemplo de beleza.
Um filme de Fellini, um livro de Halldór Laxness.
Um exemplo de elegância.
Um filme de Kubrick, um livro de Camus.
Um exemplo de fealdade.
O cabelo de Boris Johnson.
A música que nunca lhe sai da cabeça.
Algumas sinfonias do Beethoven, algumas faixas dos Arcade Fire.
O lugar ideal para passar férias.
O norte atlântico de Portugal, cada vez mais.
Qual foi o primeiro livro que leu? O que se lembra dele?
Deve ter sido uma enciclopédia que a minha mãe comprou ao senhor do Círculo de Leitores que aparecia lá no bairro. Mais tarde, Jorge Luís Borges ensinou-me que ler uma enciclopédia do princípio ao fim não é assim tão idiota como parece. Também pode ter sido um livro de BD com muito gore e sexo que o meu primo Jorge tinha escondido na parte de cima do armário da sala.
Que livro o obrigaram a ler na escola que achou insuportável?
Uns Saramagos, uns Vergílios Ferreira.
Qual é obra que releu mais vezes? Porquê?
Moby Dick, talvez. É um dos maiores romances. Entre outras coisas, mostra que a viagem é o grande veículo narrativo. A pós-modernidade viciou-se na originalidade, na busca incessante do novo veículo narrativo, na descoberta de novas fórmulas, etc. Para quê? Mais de dois mil anos de literatura dizem-nos que nada supera a viagem como molde para um livro.
Vai parar a uma ilha deserta e encontra o pior livro imaginável. Como se chama?
Qualquer um do Lobo Antunes.
Qual é o melhor local para ler? E o pior?
O melhor? A minha sala. O pior? As urgências pediátricas.
A bebida ideal para acompanhar uma boa leitura?
Porto ou moscatel quando faz frio. Vinho branco gelado no verão.
Costuma sublinhar livros ou escrever neles ou é daqueles que os mantém imaculados?
Sublinho e escrevo ao lado.
Usa um marcador ou dobra as páginas?
O marcador é o lápis que uso para sublinhar.
Em miúdo, sonhou em ser igual a que personagem literária? Porquê?
Não tinha semelhantes sonhos.
De que livro tirava o seu epitáfio, porquê?
Assim de repente, está no meu Alentejo Prometido: a liberdade tem sempre um preço. Mas também podia ser uma parte de The Second Coming do Yeats: «Things fall apart, the centre cannot hold; Mere anarchy is loosed upon the world.»
Um filme que gostaria de rever sempre.
Heat de Michael Mann.
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