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Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.

Helena Vasconcelos nasceu em Lisboa e cresceu na Índia - em Goa - e Moçambique. Tem vivido, com algumas interrupções, em Portugal. Escreve para o jornal Público e para a revista Elle. Dedica-se à promoção da leitura em colaboração com bibliotecas, universidades, a Culturgest e a Fundação Calouste Gulbenkian, entre outras entidades. Ganhou o Prémio Revelação do Centro Nacional de Cultura com o livro de contos Não Há Horas para Nada. Na Quetzal publicou os ensaios A Infância É um Território Desconhecido e Humilhação e Glória.
Não Há Tantos Homens Ricos como Mulheres Bonitas Que os Mereçam, publicado em 2016, é o seu regresso – há muito aguardado – à ficção romanesca.
Um exemplo de beleza.
As minhas netas
Um exemplo de elegância.
A minha Mãe
Um exemplo de fealdade.
Os tiranos, os arrivistas, os prepotentes.
A música que nunca lhe sai da cabeça.
O Concerto para Piano n.º 21 de Mozart. O meu pai punha-o a tocar para eu largar os livros e adormecer.
O lugar ideal para passar férias.
O Oriente – Bali, Índia (Goa), Vietname.
Qual foi o primeiro livro que leu? O que se lembra dele?
O Evangelho, em banda desenhada, para crianças. Mandou-mo o meu avô, para Goa. Achei as histórias fascinantes. Aprendi a ler sozinha, nele. Não o liguei à religião. Ao fim e ao cabo, só frequentava templos budistas.
Que livro o obrigaram a ler na escola que achou insuportável?
Na escola não me lembro de nenhum livro insuportável. Lia tudo e achava bem.
Qual é obra que releu mais vezes? Porquê?
As Ondas de Virgínia Woolf e O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë. De cada vez que os leio descubro que são sempre diferentes. Truques de magia.
Vai parar a uma ilha deserta e encontra o pior livro imaginável. Como se chama?
Viagem ao fim da Noite, do Céline. É tão deprimente que me atirava logo à água e deixava-me ir na corrente.
Qual é o melhor local para ler? E o pior?
Os melhores lugares são os silenciosos, não importa quais. O pior é aquele em que alguém está a tentar ler o «meu» livro, por cima do «meu» ombro.
A bebida ideal para acompanhar uma boa leitura?
Um copo de vinho tinto.
Costuma sublinhar livros ou escrever neles ou é daqueles que os mantém imaculados?
Sublinho, escrevo, faço marcas, dobro-os, meto-os nos bolsos. Os livros, tal como os corpos, também têm de ter algumas «rugas».
Usa um marcador ou dobra as páginas?
Uso normalmente um lápis muito fino. Para ir tirando notas.
Em miúdo, sonhou em ser igual a que personagem literária? Porquê?
Nunca sonhei… eu fui variadas personagens literárias. Tantas, que me baralhei um pouco.
De que livro tirava o seu epitáfio, porquê?
Não quero epitáfios. Bem, talvez uma linha de um poema de Keats...
Um filme que gostaria de rever sempre.
O Leopardo, de Visconti. E reler o livro do Lampedusa.
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