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"É através de um vasto percurso literário que Helena Vasconcelos, também uma grande promotora da leitura, nos faz entrar por dentro de uma história particular da expressão das mulheres na literatura, na política, nas ciências, nas artes plásticas ou, tão somente, pela particularidade do seu corpo. Repleto de remissões, figuras, ligações, histórias e detalhes, Humilhação e Glória exalta o ensaio literário de autor, género infelizmente escasso em Portugal."

 

Filipa Melo, Sol

 

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Humilhação e Glória, de Helena Vasconcelos, chega às livrarias a 3 de fevereiro. Segundo a autora, este ensaio “refere a vida de algumas mulheres singulares, importantes, fascinantes e excitantes. Mas não é um livro sobre mulheres. Ou antes: não é um livro "só" sobre mulheres.”

 

Temos cinco exemplares autografados para oferecer aos leitores que aceitarem o desafio de dizer qual a figura pública feminina que mais os influenciou e porquê. As respostas devem ser enviadas para o e-mail quetzalblog@sapo.pt até 2 de fevereiro. As cinco melhores frases serão escolhidas pela autora e os selecionados receberão um exemplar autografado de Humilhação e Glória.

 

 

 

 

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Noites

14.06.11

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«Creio que poucas pessoas serão indiferentes ao tema da infância, mesmo que seja de uma forma egocêntrica, em torno das suas próprias memórias. Mas a verdade é que é difícil para nós, adultos, compreendermos o que se passa dentro da cabeça das crianças quando a nossa própria infância se vai diluindo na memória, cheia de lacunas e de mistérios, simultaneamente familiar e totalmente estranha, como um país longínquo onde habitámos um dia mas que não temos a possibilidade de revisitar. Olhamos para trás com sentimentos muito complexos. Porém, as marcas, boas e más, são indeléveis e podem provar estranhas reacções, ressuscitar fantasmas e fazer emergir a qualquer instante patalogias e neuroses. Esquecemos muita coisa. Recordamos ninharias. A nostalgia invade-nos. Se temos filhos e netos projectamos neles, mais ou menos conscientemente, a nossa própria infância. As histórias que envolvem brutalidade e violência, privação e indiferença, chocam-nos, entristecem-nos e revoltam-nos com particular acuidade. Também são as crianças que nos enternecem mais, que nos alegram ao ponto da cegueira e que determinam amiúde as nossas escolhas e opções de vida.»

 

De A Infância É Um Território Perdido, de Helena Vasconcelos.

A fotografia é de Robert Doisneau.

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Helena Vasconcelos e António Manuel Venda assinam cada um um texto na revista B.Mag publicada pela Booktailors: 


«Mas porque é que gostamos tanto de ler? Para começar é um privilégio e, quanto mais cedo se começa, mais cedo começa esse prazer infindável» - escreve a autora deA Infância É Um Território Desconhecido.

 

«Quando a revista saiu, tive mais uma prova de que, nas letras, uma pessoa é realmente jovem mesmo a chegar aos 30» - confessa o autor de Uma Noite com o Fogo.

 

Para ler e descarregar aqui.

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Por que lemos?

25.05.09

Mas porque é que gostamos tanto de ler? Para começar, é um privilégio e, quanto mais cedo se começa, mais cedo se alcança esse prazer infindável. É reconfortante pensar que cada vez há mais gente a saber ler e cada vez há mais obras, depois de milénios de grandes dificuldades e restrições.

 

Helena Vasconcelos publica um texto de opinião sobre comunidades de leitores no blogtailors.

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Agenda

14.05.09

Hoje, na Feira do Livro, pelas 18h00, Helena Vasconcelos participa num debate sobre leitura e comunidades de leitores, com Filipa Melo e Conceição Caleiro.

 

«Desde 2001 que oriento comunidades de leitores e aproveito esse pretexto para ler e reler livros, clássicos e contemporâneos que, de alguma forma me foram marcando ao longo da vida e que, ao serem discutidos com as pessoas muito especiais de cada grupo, também foram ganhando uma dimensão totalmente nova e muitíssmo mais rica.»

«Ao começar a delinear este conjunto de textos, apercebi-me de que a Leitura, mais do que um labor e um ponto de partida para as minhas tentivas de exploração do universo é, isso sim, um grande centro de convergência, uma espécie de enorme central de energia.»  

De A Infância É Um Território Perdido.

 

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Já estão disponíveis no site da TSF, a edição de ontem do Pessoal... e Transmissível, uma conversa de Carlos Vaz Marques com Mónica Marques e o Lido e Relido, de João Paulo Baltazar, onde Helena Vasconcelos é convidada e fala, entre muitos outros títulos, dos intemporais contos de Edgar Allan Poe.

 

 

 

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Reli recentemente, para a Comunidade de Leitores que oriento na Culturgest. «Uma Barragem Contra o Pacífico» de Marguerite Duras, um livro que foi reeditado pela Difel, no ano passado. Esperava aborrecer-me porque li a Duras de afogadilho quando tinha vinte e poucos anos e recordava, principalmente, a sua escrita experimental, minimalista e os seus textos “cinematográficos “. Achei que me iria aborrecer - agora que sou (muito) mais “madura” e principalmente porque concentrei o meu estudo na Literatura anglo-saxónica ao longo da vida - mas, na verdade, li e reli esta obra com prazer redobrado. «Uma Barragem Contra o Pacífico» é um verdadeiro romance , belamente escrito por uma mulher que já sabia que iria inovar e criar um estilo próprio. No entanto, nesta sua terceira obra, publicada em 1950, no rescaldo da 2ª Grande Guerra, Duras é já impiedosa e desassombrada. A história que ela conta é a sua própria história, a de uma mulher nascida na antiga Indochina (hoje Vietname). Duras é Suzanne, uma jovem que cresce na mais tormentosa pobreza - a dos colonos destituídos - numa terra inóspita e insalubre. Vive com o irmão - violento, terno, preguiçoso, selvagem - e com a mãe, uma mulher dura e louca que tudo faz para sustentar os filhos e tentar sair de uma situação humilhante e desesperada. O livro trata de relações familiares traumáticas, da cupidez e da ganância - a mãe quer casar a filha com um homem rico, muito mais velho, para fugir à miséria - da loucura e, também, de uma certa liberdade eufórica própria de quem nada tem a perder. Não é um livro fácil, mas o facto de se prestar a várias interpretações, torna-o fascinante. Será Suzanne uma presa ou predadora? E Joseph, o irmão, será simplesmente viril e protector ou um fraco que não pode passar sem uma “mãe” que o proteja e sustente (psicológica e fisicamente). E a Mãe, figura portentosa, será um monstro ou uma vítima? Outro aspecto interessante deste livro, para além das complexas relações entre as suas personagens é o retrato de um espaço, de uma sociedade, de um ambiente “colonial” onde são bem visíveis os sinais de decadência e de anunciada mudança. Aqui, o colonialismo não está ligado ao luxo, às casas com piscina, aos inúmeros criados para todo o serviço, aos cocktails ao entardecer mas sim com a frustração, a desadequação e a violência de quem não “vinga“ nas colónias e, pelo contrário, é destruído por elas. Suzanne, Joseph e a Mãe não podem conviver com os chineses ou com os vietnamitas - com os habitantes locais - mas são maltratados pelos seus compatriotas e não têm lugar na sociedade afluente dos europeus. Vivamente recomendado.

 

Helena Vasconcelos é autora de A Infância É Um Território Desconhecido.

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Amanhã:


15h30: Mesa 1 – Livros e Leitores – Uma perspectiva
Cristina Pimentel (moderador)
Arnaldo Espírito Santo
José Afonso Furtado

17h30:Mesa 2 – Um dia feito de poesia, todos os dias
José Mário Silva (moderador)
Miguel-Manso
Lauren Mendinueta

 

Programa completo aqui.

 

No sábado seguinte, dia 28 de Março, Helena Vasconcelos participará numa mesa sobre Os planos para a leitura e a promoção da literatura, moderada por
Sara Figueiredo Costa.

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Helena Vasconcelos participará no programa Minuto a Minuto, de Nuno Domingues, dedicado à leitura e ao modo como pode ajudar a superar os traumas das crianças

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Helena Vasconcelos nasceu em Lisboa e cresceu na Índia - em Goa - e Moçambique. Tem vivido, com algumas interrupções, em Portugal. Escreve para o jornal Público e para a revista ELLE. Dedica-se à promoção da leitura em colaboração com bibliotecas, universidades, a Culturgest e a Fundação Calouste Gulbenkian, entre outras entidades. Ganhou o Prémio Revelação do Centro Nacional de Cultura com o livro de contos Não Há Horas Para Nada. É também autora de uma monografia dedicada a Mário Eloy. Dirige a revista de cultura on-line www.storm-magazine.com. A sua actividade enquanto animadora de comunidades de leitores pode ser acompanhada aqui.

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Ler bons livros implica sempre o desvendar de mistérios. Estes textos dão a conhecer o universo de grandes autores que escolheram crianças como heróis ou heroínas dos seus romances, revelando, através das suas personagens, as alegrias, traumas e anseios que associam à sua própria experiência e às características do tempo em que estão inseridos. Vitorianos como Charles Dickens, JM Barrie, Lewis Carroll e Louisa May Alcott encaram as crianças, preferencialmente, como «anjos» travessos, no rasto de Rousseau e Wordsworth, enquanto que, no século XX, Thomas Mann, Vladimir Nabokov e William Golding, associam os seus meninos e meninas a um «mal» inato e sempre prestes a ser revelado. Ian MacEwan e K. J. Rowling, nossos contemporâneos, exploram um vasto leque de possibilidades através dos múltiplos e complexos seres que povoam as suas obras. Todos perscrutam o território fértil da imaginação, da inocência (perversa e gloriosa), enquanto nos dão conta da ligação estreita entre a fantasia e a realidade, entre o vivido e o imaginado, entre o desejo e a consumação.

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QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

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