«Tenho ainda um bocado de vida a cumprir, foi-me guardado pelo destino. Sobrou do que me roubaram, o destino guardou-mo como um bocado de pão. Recebo-o à porta da sua grandeza, vou comê-lo que estou com fome. Não te vou fazer cenas, ver-te só sem uma palavra. Talvez tu sorrias como é próprio de existires. E eu serei contente na minha candidez.»
Um homem passa a noite numa capela sobre o mar, a velar o corpo do filho, um jovem adulto toxicodependente. Durante essas horas, vai contando na primeira pessoa a história da sua vida e dirige-se ao filho morto, num intenso e perturbante monólogo.
Até ao Fim foi publicado em 1987 pela Bertrand e esta edição da Quetzal é a nona.