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Na companhia dos livros. O blog da Quetzal Editores.
Mede Deus pela voz do seu corpo
e retira o peso do ar pelos passos leves
Acrescenta o vento ao tempo
sobe e cresce pela copa das árvores
e serpenteiaa corrente e as escarpas
É uma queda de água, de águia
um ovo sibilante numa pirâmide em fogo
Dá vida à luz e ao milho o caminho longo
e respira no trevo uma ameaça de bondade
Serpente-pássaro azul, vermelha
que arde no voo e nas constelações
Desaparece nas nuvens e nas borboletas
e regressa na altura das colheitas
Tem um ciciado crónico desde a infância
e alivia o peso do mundo e dos arquipélagos
Aceita a religião e envelhecer mais cedo
oferece ao homem o fim da culpa e da penitência
Um poema de Tiago Patrício, publicado no Livro das Aves (de uma editora concorrente) e galardoado com o Prémio Daniel Faria 2009. (No ano de 2008, José Luis Peixoto viu o seu Gaveta de Papéis reconhecido com o mesmo título.)
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