«Embora seja possível visitar os lugares descritos por Paul Bowles nestes textos, já se desvaneceram as realidades aqui retratadas, que dizem respeito, na sua maioria, ao período entre 1930 e 1960. Por outro lado, os lugares mais citados são Tânger, onde Bowles assentou arraiais durante 52 dos seus 88 anos de vida, e o Ceilão, onde Bowles também viveu durante vários anos, pelo que não se encaixam na acepção estrita da “literatura de viagens”, usada para catalogar o livro de Bowles. São, no entanto, relatos vivos de paragens exóticas, perspicazes e permeados por fina ironia, vistos por olhos ocidentais e que proporcionam proveitosa leitura.»
José Carlos Fernandes, Time Out
