«Dana Spiotta escreveu um romance provocador sobre luta e perda, com uma pitada de ironia sobre a rebelião e o protesto político, em que aproveita para ir explorando os pontos de contacto entre duas épocas marcantes da história contemporânea. Magistralmente arquitectado, e muitíssimo bem escrito, é um livro em que a autora percorre a História em sucessivas elipses, que dos anos 70 nos levam (para logo depois nos trazerem de volta) ao diário de Jason (escrito de 1998 a 2000), o filho da protagonista, no qual o adolescente procura descobrir, por aproximações, a vida secreta da mãe (como aquela que associa a mão a um dos músicos dos Beach Boys) – fá-lo como se montasse um puzzle a que sabe sempre que faltarão muitas peças; ao mesmo tempo, este é também um romance sobre os efeitos corrosivos de um segredo mantido por mais de duas décadas; sobre desespero e solidão.»
José Riço Direitinho, Ípsilon
