Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]


 

 

Viajar tornou-se, não apenas uma espécie de apelo da humanidade civilizada e com um mínimo de meios económicos, mas também uma vitória sobre a eternidade; porque a viagem nos salva do que perdura e que não é tão eterno como julgávamos. Pertencendo a um mundo em que cada minuto tem um preço e uma medida exacta, o viajante recupera a poesia, a inutilidade, os monumentos em ruínas, os papéis que hão-de ser arquivados fora da memória, as varandas dos hotéis, os instantes fugidios de prazer e de clandestinidade.

 

Ele é verdadeiramente um espião; e o mundo inteiro é o seu território. Em Teoria da Viagem - Uma Poética da Geografia, Michel Onfray reflecte sobre a origem do desejo de viagem. Por que razão nos sentimos mais nómadas ou mais sedentários? Por que somos impelidos para o movimento constante, a deslocação - ou amamos o imobilismo e as raízes? porque mantiveram alguns povos a sua marcha permanente, atravessando continentes? E por que se dedicaram outros a um só lugar, onde cuidaram dos seus campos? A energia que anima estas diferentes formas de vida, estes dois arquétipos, é a mesma que anima o resto do universo, e que as combina em cada um de nós.

 

Teoria da Viagem, de Michel Onfray |  textos breves

Nas livrarias a partir de 3 de Abril.

Autoria e outros dados (tags, etc)


2 comentários

Sem imagem de perfil

De GONIO a 18.04.2009 às 22:25

Há alguns dias este livro caiu-me nas mãos. A resenha apaixonou-me. Só o facto de falar em "poética da geografia" aguçou a minha curiosidade... uma viagem por outros horizontes.
Num destes dias, a minha impressão no Palavras Impressas (http://palavras-impressas.blogspot.com)
Sem imagem de perfil

De emprestimo a 24.01.2011 às 14:57

Adorei o blog, conteúdo muito bem escrito, layout bacana com cores amigáveis. Vou aproveitar e adicionar o blog nos meu favoritos. bjs! Maria Cecilia

Comentar post



QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Sites e blogues de autores

  •  
  • Sobre livros

  •  
  • Editoras do Grupo BertrandCírculo

  •  
  • Comprar livros online

  •  
  • Festivais Literários

  •  
  • Sobre livros (imprensa portuguesa)

  •  
  • Sobre livros (internacional)

  •  
  •  

  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D