Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


unnamed-1.jpg

Na vida de um editor há momentos especiais – um deles é quando certo livro chega «da gráfica». Há o cheiro do papel impresso (desculpem, ó fanáticos do digital), a sombra, a textura, a cor (já viram este azul?), a espessura, o modo como as folhas passam entre os dedos. Este é um dos primeiros exemplares do IV Volume da Bíblia, na magnífica tradução de Frederico Lourenço – apenas o primeiro tomo (o segundo será publicado no próximo ano), com os livros de Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos, Job, Sabedoria e Eclesiástico. E a vantagem de ser editor é que podemos passear com o livro antes de ele chegar às livrarias, despertando a inveja dos outros. Só essa vantagem bastaria, mas o facto de se tratar de mais um volume da grande aventura em que partimos com Frederico Lourenço já é um valor acrescentado. Bom dia a todos, sofram mais um pouco enquanto esta coisa maravilhosa não chega às livrarias. F.J.V.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Hector Abad.

23.10.18

Os ingleses descobrem a magia e a força de um dos grandes autores da Quetzal, Hector Abad Faciolince. Recorde os livros de uma das vozes magníficas da Colômbia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

No momento em que a Quetzal publica o Solilóquio do Rei Leopoldo (tradução de Salvato Telles de Menezes e prefácio de António Araújo), uma denúncia amarga do racismo e da violênca no antigo Estado Livre do Congo, Daniel Karlin, no Times Literary Supplement sobre a dificuldade de ler a complexidade de Twain: «Mark Twain continues to bedevil the academy, if not the reading public. Like Kipling, he has been by turns reviled and revered, often for the wrong reasons; like Kipling he has been saddled with “representing” his nation, or race, or “period”, and ridden up and down this sterile track until it seems kinder to shoot him, or at least be shot of him.»

Autoria e outros dados (tags, etc)

Isabel Lucas escreve no Público sobre A Praia de Manhattan — e encontra-se em Nova Iorque com Jennifer Egan: «“Parece que todas as ruas de Nova Iorque levam a Melville.” Jennifer Egan segura uma caneca entre as mãos. Acabou de trincar um biscoito e acomoda-se na poltrona junto à janela. Vai bebendo chá, e o corpo, alto e esguio, forma um N no cadeirão, muito gasto, junto à janela. Parece retirado de uma mansão vitoriana e contrasta com as leggings e os ténis de corrida que a escritora tem calçados. Lá fora cai uma morrinha de fim de Abril. Ainda fria. É naquele espaço atulhado de papéis que lê e escreve. Fica no último andar de uma town house numa rua tranquila de Clinton Hill, casas de três ou quatro pisos, da mesma época, janelas altas e um pequeno pátio com floreiras onde há tulipas a abrir. É um bairro de classe média-alta. Perto de restaurantes, pequenas mercearias, jardins, estações de metro. A gata Cuddles aparece e instala-se no topo da poltrona, colando o focinho ao vidro. Veio para ficar. Se seguíssemos os olhos de Cuddles, talvez um quilómetro e meio em linha recta, chegaríamos aos estaleiros navais de Brooklyn, e à água. O que Jennifer Egan também queria dizer com a frase inicial é que parece que todas as ruas de Nova Iorque levam ao mar.»

Texto completo aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Jennifer Egan, a autora de A Praia de Manhattan, explica porque é que o PEN vai processar Donald Trump: «On Tuesday, PEN America, of which I am president, filed suit against President Trump for using his presidential powers to attempt to silence and punish journalists and news outlets whose coverage displeases him. [...] We believe (along with our legal representatives, Protect Democracy and the Yale Law School Media Freedom and Information Clinic) that President Trump’s threats and punitive actions infringe upon the First Amendment Rights of our members. Worse, they imperil our free press—one of the cornerstones of a healthy democracy.»

Texto completo aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

«HÁ UMA LIGAÇÃO SECRETA entre a lentidão e a memória, entre a velocidade e o esquecimento», escreve Milan Kundera, no seu romance A Lentidão. Ao ler esta frase, identifico-me com o seu texto. Kundera descreve um homem que caminha por uma rua, tentando lembrar-se de algo que esqueceu. Nesse momento, diminui automaticamente a velocidade. Um outro homem, que está a tentar esquecer-se de uma experiência desagradável que acabou de ter, faz precisamente o oposto, aumenta o ritmo da sua passada sem pensar duas vezes, como se quisesse fugir daquilo que acabou de sentir.» Erling Kagge.

Também na Quetzal: O Silêncio na Era do Ruído.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Radiohead, «2+2=5»,

do álbum Hail to the Thief (2003).

Inspirado em 1984, de George Orwell. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

«TUDO SE MOVE MAIS DEVAGAR quando caminho, o mundo torna-se mais suave e, durante um curto espaço de tempo, não me encontro a realizar tarefas domésticas, nem numa reunião, nem a ler manuscritos. Um homem livre tem tempo. As reuniões, as expectativas e os estados de espírito da família, colegas e amigos, tudo isso deixa de ter importância durante alguns minutos ou algumas horas. Ao caminhar, torno-me o centro da minha própria vida, mas mas pouco depois esqueço-me completamente de mim.» Erling Kagge

Também na Quetzal: O Silêncio na Era do Ruído.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Lana Del Rey, «Off to the Races»,

álbum Born to Die (2012).

Inspirado em Lolita, de Vladimir Nabokov.

Autoria e outros dados (tags, etc)

José Mário Silva no Expresso sobre Roberto Bolaño:

«Ao contrário do que sucede com outros ficcionistas, os inéditos póstumos de Bolaño nunca são acontecimentos menores ou marginais. Na verdade, emergem de uma torrente criativa extraordinária (materializada em milhares de páginas) que só não nos esmagou mais cedo devido aos condicionalismos do mundo editorial, incapaz de dar vazão a tanta verve. Além do gargantuesco 2666, essa obra-prima crepuscular, foram trazidos sucessivamente à luz volumes de textos aparentemente díspares mas que remetem, na maior parte dos casos, para situações e personagens de obras anteriores, funcionando assim como peças perdidas de um puzzle — a grande visão bolañiana do mundo — que nunca deixou de se expandir, em círculos cada vez mais amplos, e por isso estava destinado à incompletude.

Volta a ser o caso com este Sepulcros de Cowboys, composto por três narrativas resgatadas pela viúva de Bolaño, Carolina Hernández, no disco duro do computador da família e em disquetes.»

Texto completo aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Arte de Caminhar. Um Passo de Cada Vez tem a ver com olharmos para nós próprios, com amarmos a Terra e permitirmos que o nosso corpo viaje à mesma velocidade da nossa alma. Se nos deslocarmos demasiado depressa não poderemos acompanhar a nossa passada interior. Aquele que caminha é mais saudável, vive mais tempo, tem melhor memória, maior criatividade, tensão arterial mais baixa, menos padecimentos físicos - é, sobretudo, mais feliz. Além de que desgasta menos o planeta Terra. 

Muito na senda de O Silêncio na Era do Ruído, o norueguês Erling Kagge explora a caminhada, prática que ganhou relevância nos tempos recentes, deixando de ser apenas uma atividade desportiva para se tornar uma atitude mais abrangente e rica perante a vida: um modo de reencontrarmos a nossa verdadeira essência – a de exploradores atentos e conscientes de nós próprios e do que nos rodeia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Neste livro, Onésimo Teotónio Almeida presta especial atenção aos séculos XV e XVI, afastando-se de qualquer perspectiva nacionalista, na qual alguns historiadores portugueses incorrem, ora pecando por excesso, ao exagerarem as nossas pretensões em matéria de ciência, ora por defeito ao ignorarem o papel que de facto tivemos. Ao mesmo tempo, tenta corrigir a historiografia anglo-americana que não prestou a devida atenção ao ocorrido em Portugal nesse período. Com efeito, durante o final da Idade Média foram surgindo em Portugal sinais de um inovador interesse pela natureza e pelo conhecimento empírico dela, assim liderando um dos grandes momentos de viragem na História da Ciência. Este livro é uma revisitação dos anos de ouro da história portuguesa: O Século dos Prodígios é a revelação de como no nosso país, durante o chamado período da Expansão, surgiu e cresceu um núcleo duro de pensamento e trabalho científico verdadeiramente pioneiro, sem o qual as viagens desses séculos teriam sido impossíveis.

 

Onésimo Teotónio de Almeida na Quetzal:

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Rolling Stones, «Sympathy for de Devil»,

álbum Beggars Banquet, de 1968.

Inspiração em O Mestre e Margarita, de Mikhail Bulgákov.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O Solilóquio do Rei Leopoldo é um pequeno livro publicado em 1905 por Mark Twain. Trata-se de um texto de sátira política, um monólogo do rei Leopoldo II, da Bélgica, que discursa para se defender das acusações de atrocidades cometidas entre 1885 e 1908 no chamado «Estado Livre do Congo», um grande território cuja administração foi exercida pessoalmente pelo rei belga – e não pela Coroa ou pelo Estado. Leopoldo II submeteu a população local a condições de vida e de trabalho degradantes e a uma repressão violenta e desumana, com o objetivo de aumentar os lucros da extração de diamantes, borracha e marfim. A partir de 1900 começaram a surgir denúncias sobre os crimes e o horror vividos no Estado Livre do Congo – e em 1899 é publicado O Coração das Trevas, de Joseph Conrad, um retrato desse universo pavoroso.

Em 1904, Roger Casement (a personagem de O Sonho do Celta, de Mario Vargas Llosa), cônsul britânico no Congo, elabora um relatório sobre as atrocidades e a desumanidade da administração do rei Leopoldo - que levaria o Parlamento belga a anexar o território, retirando-o ao rei. E, nos Estados Unidos da América, Mark Twain associa-se a uma campanha internacional contra Leopoldo II. Por isso, o seu texto não é apenas um panfleto político: é também uma denúncia vigorosa, sarcástica e burlesca do colonialismo e do racismo.

 

Prefácio de António Araújo | Tradução de Salvato Telles de Menezes

Autoria e outros dados (tags, etc)

unnamed.jpg

É ja nesta segunda-feira, 15 (às 18h30) que se realiza a sessão de lançamento de A Puxar ao Sentimento, o livro de inéditos de Vasco Graça Moura — no CCB, Sala Luís Freitas Branco, com apresentação de Rui Vieira Nery e ainda dois fados de VGM interpretados por Kátia Guerreiro.

Oiça «Até ao Fim», com Kátia Guerreiro. Maravilhoso.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A frustração de Jorge Luis Borges (1899-1986) e dos seus admiradores, por nunca ter obtido o Nobel da Literatura, terminou hoje com a atribuição simbólica do prémio ao autor argentino, por um Comité Internacional de Escritores, em Buenos Aires.

«Não podendo sob qualquer pretexto permitir que este ano o Prémio seja declarado deserto por irresponsabilidade dos académicos que nos antecederam, um Comité Internacional de Escritores (CIE) assume a responsabilidade de entregar o Prémio Nobel da Literatura 2018 a Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedro», leu o poeta e ator Esteban Feune de Colombi, disfarçado de «académico sueco».

O artista argentino fez o anúncio hoje à noite, durante a inauguração do Festival Internacional de Literatura de Buenos Aires (FILBA), numa resposta ao adiamento da atribuição do prémio, este ano, pela Academia Sueca, na sequência do escândalo de abusos sexuais e de fugas de informação, que levaram à demissão de sete membros do comité e à necessidade da sua reestruturação.

«O importante era o gesto, conseguir transmitir este gesto, de atribuir, mesmo que simbolicamente, o Nobel da Literatura ao autor de Aleph, e o desafio era concretizá-lo», disse Feune de Colombi.

«Se calhar ocorreu a muitos uma ou outra vez [fazê-lo], e o importante era conseguir concretizar a ideia e depois soltar esse gesto num evento literário», explicou o porta-voz do CIE.

Composto por representantes de França, Reino Unido, Espanha, Egipto, Argentina, Brasil, Uruguai, México e Venezuela, o CIE reuniu uma dezena de membros, como a autora francesa especialista em arte Catherine Millet, fundadora da Art Press, o escritor Irvine Welsh , o filósofo espanhol Fernando Savater e o autor de Livrarias Jorge Carrión, o argentino Alberto Manguel, o vencedor do Prémio Gouncourt Mathias Énard, o brasileiro João Paulo Cuenca, a mexicana Cristina Rivera Garza e o venezuelano Leo Felipe Campos.

Ver aqui e aqui — e também aqui.

 

Algumas das edições de Jorge Luis Borges na Quetzal:

  

  

  

Autoria e outros dados (tags, etc)

Screen Shot 2018-10-12 at 15.19.19.png

Screen Shot 2018-10-12 at 15.19.27.png

Fernando Sobral no Jornal de Negócios.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Eduardo Pitta, na Sábado: «O penúltimo romance de Rachel Cusk (n. 1967), Trânsito, corresponde ao livro do meio da trilogia Outline, a história de uma escritora divorciada decidida a reformar uma casa em ruínas. A casa existe. Os amantes de parábolas têm aqui o relato escarolado do que seja reconstruir uma vida reduzida a cacos. A prosa irrepreensível de Cusk transfigura o quotidiano no tipo de narrativa que prende o leitor da primeira à última página. A acção decorre em Londres, numa zona isenta de glamour. A intriga salta com naturalidade de cenas da vida doméstica para reflexões sobre cães, formação de adolescentes, idiossincrasias literárias, responsabilidade social, trabalho precário, gentrificação, imigrantes, multiculturalismo, conjugalidade: "Não era propriamente a primeira vez que presenciara a homossexualidade: era a primeira vez que tinha presenciado amor." O fluxo da consciência nunca derrapa. Trânsito respeita a arquitectura da trilogia, mas tem vida própria.»

Autoria e outros dados (tags, etc)


QUETZAL. Ave da América Central, que morre quando privada de liberdade; raiz da palavra Quetzalcoatl (serpente emplumada), divindade tolteca, cuja alma teria subido ao céu sob a forma de Estrela da Manhã.

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Sites e blogues de autores

  •  
  • Sobre livros

  •  
  • Editoras do Grupo BertrandCírculo

  •  
  • Comprar livros online

  •  
  • Festivais Literários

  •  
  • Sobre livros (imprensa portuguesa)

  •  
  • Sobre livros (internacional)

  •  
  •  

  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D